domingo, 28 de junho de 2020

Tapada do Chaves Reserva Tinto 2013

Produzido por Tapada do Chaves em Portalegre, Alentejo - Portugal, com as castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. Estagia por 12 meses em carvalho português e francês, e 24 meses em garrafa antes da comercialização.

Na taça é um vinho de cor rubi profundo, pouco fluido, lágrimas numerosas e lentas. Aromas inicialmente fechados de frutos negros, principalmente amora. Com o tempo de evoluçao na taça, surgem camadas de aromas a couro, especiarias doces, chocolate, caixa de charuto, tostado. Em boca tem maciez, taninos finos, muito boa acidez e é caloroso com os seus 15% de álcool, e um final com boa persistência. Muito equilibrado, com um conjunto em que nada se sobressai, mas que é superlativo em cada um dos seus componentes. Elegante. Um vinhaço. Evoluído, e com potencial de envelhecimento por muitos anos ainda. 
Portugal sempre surpreendendo positivamente em todas as faixas de preço, de forma geral.
Quem importa para o Brasil é a Adega Alentejana.
Comprado pelo representante para Florianópolis, em junho de 2020, custou R$ 231,00.
Saúde!!


domingo, 21 de junho de 2020

Borba Reserva Rótulo de Cortiça Tinto 2015

Produzido por Adega de Borba no Alentejo, Portugal, com as castas Castelão, Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet.


Vinho de cor rubi médio, com halo aquoso (de prontidão), com pouca fluidez, lágrima numerosas e lentas. Aromas de frutos negros maduros, (cereja, ameixa), couro, especiarias doces (canela, cravo), tabaco. Em boca tem corpo médio, é macio, taninos finos, boa intensidade de sabores e um longo final. Álcool a 13,5%. Equilibrado e elegante. Vinho excelente.

Quem importa para o Brasil é a Adega Alentejana.

Comprei pelo representante da Importadora para SC em Maio 2020, custou R$ 138,00.

Campagnola Bardolino Clássico DOC 2018

O vinho tinto de Bardolino DOC, na margem sudeste do Lago di Garda (mapa), utiliza basicamente do mesmo corte Corvina-Rondinella-Molinara de Valpolicella. São vinhos mais claros, com aromas de cereja, e num estilo mais leve e suave. São pouco compreendidos pelos brasileiros, já que são geralmente para serem bebidos jovens, quando exprimen seu melhor potencial. A longa viagem, más condições de armazenagem e alguns anos de envelhecimento descaracterizam esse vinho e fazem com que seja apreciado não em sua forma ideal, o que pode gerar uma impressão errada. Quando escolheres um DOC, em um restaurante, ou loja de vinhos, escolha o mais jovem possível. O Superiore DOCG tem maior potencial de guarda e um preço maior também.
Vinhos:Bardolino Clássico, Bardolino Superiore, Bardolino e Bardolino Novello.
Outros: Bardolino Chiaretto (rosé), Bardolino espumante.


Produzido com as uvas Rondinella e Corvina, o vinho de Campagnola é de uma cor rubi pálido. Aromas de fruta vermelha fresca, framboesa, cereja, e floral (rosas).Em boca tem média acidez, taninos finos, um final bem frutado. Álcool a 12,5 %. Um vinho fácil de beber e de gostar.

Quem importa para o Brasil é a Mistral. Comprado no site da importadora em maio 2020, custou R$ 118,00.
Gastronômico com um bom italiano, harmoniza com uma diversidade de pratos, como lasanha ao molho de quatro queijos, espaguete à bolonhesa, pizza. De nossa parte, harmonizamos com um bom hambúrguer de costela numa sexta à noite. E foi muito bom. 


Fica a sugestão de turismo no Lago di Garda, que conhecemos em 2017. Muitos italianos e turistas no verão curtindo as atrações do Lago : ruínas romanas, lindas praias, enfim,  um passeio muito bonito.










sexta-feira, 19 de junho de 2020

2 Vinhos D’Abruzzo: Montepulciano e Trebbiano

A região do Abruzzo está na Costa do Mar Adriático, ao sul do Marche. É uma região montanhosa cuja geografia contribuiu para isolar a região da influência da vinificação dos antigos romanos e etruscos da Toscana, mas, mesmo assim, essa região tem uma longa história na produção de vinho. O Abruzzo distingue as cepas, não as subzonas para sua classificação. Assim, temos:
A uva Montepulciano para os tintos  (sim! não confundir com a cidade de Montepulciano na Toscana, famosa por produzir o Vino Nobile, cuja base é a uva Sangiovese, conhecida lá como Prugnolo Gentile).
A uva Trebbiano (Bombino Bianco) para os brancos, que é diferente da Trebbiano (Trebbiano Toscano) de outros locais da região central.
A exceção a essas denominações abrangentes é Controguerra DOC, com várias cepas locais e internacionais cultivadas na região.

Os vinhos da DOCG Montepulciano D'Abruzzo Colline Teramane tem a reputação de serem sólidos, com potência de taninos e potencial de envelhecimento. Ao contrário, os vinhos Montepulciano D'Abruzzo DOC podem não ter muita expressão, são frutados, muitas vezes com acidez suave e para serem consumidos jovens. Já o Trebbiano D'Abruzzo DOC, em geral produz vinhos secos e frescos com sutil sabor de grama. Os dois vinhos de hoje serão esses mesmo, os mais simples, e do mesmo produtor : Fratelli Barba. http://www.fratellibarba.it/  Quem os importa para o Brasil é a Mistral. Vamos provar?


O Vasari Montepulciano D'Abruzzo 2018 é um vinho de cor rubi de média intensidade. Aromas de fruta fresca, ameixa vermelha, morango, vinoso, em um fundo com discretas notas terrosas e de cedro. Em boca é seco, com boa acidez, taninos médios, álcool a 12,5 %, médio corpo, com uma carcterística mais frutada mesmo. Final curto. Gastronômico, pede comida. Um bom vinho para o dia-a-dia. Comprado pelo site da importadora, custou R$ 89,20 em maio de 2020.


O Collemorino Trebbiano D'Abruzzo 2018 é um vinho de cor amarelo limão de média intensidade, com pouca fluidez, lágrimas lentas e grossas. Aromas de frutos de caroço como pêssego de polpa branca, cítrico como limão siciliano, e um toque floral. Em boca é seco, com acidez média/alta, onde persistem os sabores mencionados, com final curto e herbáceo. Um vinho gostoso de beber, e não adequado para envelhecimento. Álcool a 12,5%. Comprado pelo site da importadora, custou R$ 92,76 em maio de 2020.










Saúde a todos!!

domingo, 14 de junho de 2020

Domaine Jaffelin Rully 2017

A Cote Chalonnaise fica ao sul da Cote D'Or (o coração da Borgonha) e possui cinco village: Bouzeron, Rully, Mercurey, Givry e Montagny. Cada um desses villages tem vinhas premier cru, mas não vinhas grand cru. 


As vinhas da Cote Chalonnaise possuem uma maior altitude, e,  por causa disso, a vindima é um pouco mais tarde, e o amadurecimento é menos certo. Embora as vinhas continuem a estar em encostas (como na Cote D'Or), nem sempre tem orientação Este. Como resultado os vinhos são mais ligeiros, e tendem a estar pronos a beber mais cedo.
WSET 3 - Livro Compreendendo o Vinho: explicando o estilo e a qualidade.


Vinho de cor dourado pálido. Aromas de intensidade média predominantes de abacaxi e baunilha, juntamente com  melão, flores brancas, cedro. Em boca tem muito bom corpo, preenche o palato, com muito boa acidez, o que dá força ao conjunto. O estágio em carvalho lhe deu elegância, sem excessos. Álcool a 13,5%. Um grande Chardonnay.

Quem importa para o Brasil é a Chez France - https://loja.chezfrance.com.br/

Adquirido pelo site, em Maio 2020, valor de R$ 128,00.



Marziacanale Taurasi 2012


Já havia postado sobre um vinho Taurasi cuja cepa é a uva Aglianico. veja aqui

O vinho de hoje foi escolhido porque os amigos da Confraria Amigos da Galinha Preta - A.G.P (nome em homenagem à VDP - uma associação de produtores de vinhos alemães hehe, cujo símbolo nas garrafas é uma águia com um cacho de uvas) não está podendo encontrar-se devido à pandemia de coronavírus. Como a paixão pelo vinho se mantém viva, decidimos fazer um encontro virtual onde cada confrade abriria uma garrafa. Tema : Itália .


Escolhi um Taurasi.

Taurasi é uma DOCG da região de Avelino, Campania. Inicialmente uma DOC (Denominazione di Origine Controllata) em 1970, foram elevados à categoria de DOCG (  Denominazione di Origine Controllata e Garantita) em 1993. Área de produção de vinhos de alta qualidade, baseados na uva Agliânico, em altitudes de 400 a 500 metros sobre o nível do mar. Solos vulcânicos. Regras de envelhecimento do vinho: 3 anos, sendo 1 ano em madeira. Os Riserva serão amadurecidos por 4 anos.

Para entender um pouco sobre a Legislação do Vinho ma Itália:

Os vinhos na categoria DOC estão sujeitos a limites geográficos , assim como a limitações no que diz respeito a castas e métodos de produção. Categoria que abrange a grande maioria dos vinhos de qualidade do país.

Os produtores DOCG (elite dos vinhos DOC) também tem diversas regras a cumprir, como cepas a serem utilizadas, região de plantio, método de produção e envelhecimento, e estão sujeitos a uma prova de degustação por parte do Ministério da Agricultura da Itália.

Simples, não? Só que na prática não é bem assim, muitas vezes por questões econômicas e políticas.

‘É fundamental saber que o sistema DOC, pautado no AOC francês, não garante de forma alguma a qualidade. Garante tão-somente autenticidade e tipicidade, ficando a garantia de qualidade sempre com o produtor.’

José Osvaldo Albano do Amarante em seu livro Os Segredos do Vinho págs 230 -231






Trazida pelos gregos para a região da Campania, a uva aglianico era a protagonista dos vinhos de Falerno, região ao norte de Nápoles, e era o vinho preferido dos imperadores e da elite de Roma.
Caracterisitcamente, os Taurasi típicos tem taninos vivos e duros, austeridade e rusticidade. Atualmente e nas mãos de um bom produtor, os vinhos são frutados, com textura macia, equilibrados e sofisticados. Mas, mesmo dos vinhos dito modernos, o que se espera é provar suas origens e tipicidade.

O vinho de hoje é produzido por Luciano Ercolino, fundador da Feudo di San Gregorio, um dos produtores mais reconhecidos da Campania, e este é um projeto próprio chamado Vinosia. De um vinhedo único chamado Marziacanale, está na colina de Montefalcione. Esta área, como já dissemos, é de solos vulcânicos (solo que faz com que a Aglianico demonstre sua melhor expressão ), com altitude de 500 metros.


Vinho de cor rubi médio, Aromas com média intensidade, de especiarias doces, cedro, alcaçuz, chocolate, que evoluem para frutos negros como ameixa, cereja, amora, piso florestal, terroso. Em boca tem boa acidez, taninos finos, caloroso, com um bom final. Muito bom vinho, acredito que não ganhará com mais tempo em garrafa, está pronto para beber. Álcool a 14%.

Quem importa para o Brasil é a World Wine. Comprado no Emporium Bocaiúva de Florianópolis, ao preço de R$ 273,00 em 05/06/2020.
Um brinde aos amigos!!

Os Taurasi sempre ficarão na memória. Nesta foto, 3 vinhos soberbos que tive oportunidade de degustar em Ravello, em 2015.
Pian Delle Vigne Brunello di Montalcino DOCG 2009
Barolo Riserva de Giacomo Borgogno 2006
Taurasi Terredora 2006

Viagens e Vinícolas são um sonho de consumo.

Uma visita à alguma vinícola é um prazer que todo enófilo de carteirinha já fez alguma vez na vida. São muitas as oportunidades de conhecer um pouco mais sobre o produtor, os vinhos e a vitivinicultura com quem realmente sabe e vivencia o vinho no dia-a-dia.
Por isso fiz uma lista das vinícolas que já visitei. A lista das que pretendo visitar é muito maior! Mas, por enquanto, serve como memória e também para alguma dica, se alguém precisar. O asterisco vai para as que considero imperdíveis, tanto pela visita como pelos produtos e degustação. Localidades que visitei e provei os vinhos, como por exemplo Montalcino, San Gimignano, Ravello, mas que não visitei vinícolas, não serão mencionadas na lista. Também não serão mencionados wine bar ou lojas de vinho, que, por ocasião de viagem, muitas vezes são imperdíveis também. Como exceção, incluí as caves de Vila Nova de Gaia em Portugal, porque há oportunidade de visitação, conversa com enólogos e degustação.

Brasil
Brasil - Rio Grande do Sul

Vale dos Vinhedos


Casa Valduga*
Miolo*
Vallontano*
Vinícola Torcello
Vinícola Almaúnica*
Angueben
Vinícola Cave de Pedra
Adega Cavalleri
Vinícola Pizzato*
Vinícola Lídio Carraro
Vinícola Marco Luigi
Vinhos Larentis
Vinícola Dom Cândido
Don Laurindo
Torcello
Milantino Vinhos e Espumantes

Bento Gonçalves - Coop Vinícola Aurora

Bento Gonçalves - Distrito de Faria Lemos
Dal Pizzol
Estrelas do Brasil*

Bento Gonçalves - Distrito de Tuiuti
Vinícola Salton*

Pinto Bandeira
Cave Geisse*
Vinícola Valmarino*
Don Giovanni *
Vinícola Fornasier

Garibaldi
Domno*
Chandon do Brasil*
Vilmar Bettú*
Adolfo Lona*
Peterlongo
Vinícola Garibaldi


Farroupilha
Casa Perini

Flores da Cunha
Luiz Argenta
Vinícola Salvattore
Casa Venturini
Vinícola Viapiana
Vinícola Panizzon

Nova Pádua
Vinhos Fabian
Boscato Vinhos Finos

Alto Feliz
Vinícola Don Guerino

Brasil - Santa Catarina
Vinhedos do Monte Agudo
Leone di Venezia*
Vinícola Thera
Vinícola D'Alture
Villa Francioni

Argentina
Mendoza - Luján de Cuyo
Bodegas Norton
Bressia*
Catena Zapata*
Ruca Malén*
Belasco de Baquedano
Luigi Bosca

Mendoza - Maipú
Bodegas Trapiche
Rutini
Família Zuccardi*

Mendoza - Valle do Uco
Salentein*
Andeluna*



Chile

Valle de Casablanca - San Antonio
Viña Casa Marín*
Matetic

Valle de Colchagua
Viña Montes
Casa Lapostolle - Clos Apalta*

Valle do Aconcágua
Viña Von Siebenthal*
Viña Errázuriz*


Portugal
Portugal - Alentejo
Cartuxa
Portugal - Vila Nova de Gaia
Sandeman
Quinta do Noval*
Caves Cálem
Ferreira


Espanha


Ribera del Duero

Abadia Retuerta*
Bodegas Mauro*
Emílio Moro*
Pesquera
Protos*
Bodegas Valduero*

Rioja
Marqués de Murrieta*
La Rioja Alta*
Viña Tondonia*
Vivanco*
Marqués de Riscal*

Itália

Vêneto

Dal Forno Romano*
Giuseppe Quintarelli*

Trentino - Alto-Ádige
Ferrari*
Hofstätter*
Alois Lageder

Toscana 

Toscana - Chianti

Casale dello Sparviero*
Villa Vignamaggio*
Rocca delle Macié*
Castello di Fonterutoli*

Toscana - Montepulciano
Tenutra Tre Rose*

França
França - Borgonha

Clos de Vougeot*
Chateaux de Pommard*
Domaine Jean-Claude Rateau*
Domaine Leflaive*







sábado, 6 de junho de 2020

Champagne Moutard Brut Cuvée 6 Cépages

Em tempos de pandemia do coronavírus, sobra-me um pouco de tempo. Ao ler minhas anotações, lembrei de uma postagem que fiquei devendo para mim mesmo. Foi em 23/09/2017, uma noite muito animada na companhia de amigos próximos aqui em casa, e o motivo foi só reunir as pessoas. 
Abrimos alguns vinhos:
Foi inesquecível por todas as razões que vocês possam imaginar. Os vinhos? Excelentes. Obrigado Jean, Sissi, Élvio, Felipe, Kaciane, Rossela, Katya e, claro, Márlen. Ficam aqui as memórias e a descrição do Moutard 6 cépages.

Produzido com Chardonnay, Pinot Noir e Pinot meunier (as castas tradicionais), bem como com as outras castas permitidas : Arbanne, Petit Meslier e Pinot Blanc. Um produto único por utilizar as 6 cepas permitidas na região. Vou me valer das anotações que fiz à época.

De cor dourada. Perlage fina e persistente. No olfato apresenta notas de damasco, avelã, frutas secas, e panificação. Em boca tem efervescência delicada, cremosa, é seco e com ótima acidez, confirmando os aromas, com sabores intensos e longo final. Álcool 12%.

Comprado no Angeloni em Florianópolis, no dia 23/07/2016, custou 189,00 reais.


domingo, 31 de maio de 2020

Fabre Montmayou Reserva Cabernet Franc 2017

Provei este Cabernet Franc por ocasião de uma live com o Eduardo Araújo, educador em vinhos aqui de Florianópolis, e por ocasião do aniversário do seu pai Fernando, que foi quem escolheu o vinho. Tempos difíceis esse da pandemia de coronavírus , mas de certa forma celebramos em uma segunda feira de maio o aniversário desse nosso amigo. A degustação foi às cegas, o vinho veio embalado e com a rolha trocada, para que não se tivesse informações prévias mesmo.

A Cabernet Franc em Mendoza sempre surpreendendo, e já consolidada como uma das melhores cepas adaptadas a esse lugar.

Produzido por Bodegas Fabre em Luján de Cuyo, Mendoza, com 100% de Cabernet Franc. Esta vinícola possui vinhedos e vinhos de duas regiões : Mendoza e Patagônia . Tem como filosofia uma vinificação moderna aliada ao respeito pelo terroir e uso do carvalho sem exageros. 60 % deste Cabernet Franc estagiou em barricas de Carvalho francês. É de propriedade de Hervé Joyaux Fabre, um francês nascido em Bordeaux e que trouxe a filosofia de sua família, negociantes de vinho, para Mendoza.


De cor rubi médio com reflexos violáceos. Aromas de média intensidade , mais pronunciados, de evolução jovem, inicialmente frutas vermelhas como framboesa e cereja maduros, húmus . Com o evoluir na taça surgem pronunciados aromas de frutos negros como amora e cereja, chocolate e cassis. Em boca é seco com boa acidez, taninos finos e granulados, álcool alto. De bom corpo em boca, remetendo aos aromas já descritos de frutos negros e chocolate, com uma intensidade pronunciada e longo final. Um vinho muito bom, que pode ser bebido agora mas tem potencial para envelhecimento. Elegante, potente e com boa complexidade.

Preço : R$ 100,00 em maio de 2020, adquirido como dito antes, para esse evento do Wine Pub de Florianópolis. Fiquei curioso para conhecer os outros vinhos desse produtor. Saúde !!


Borgo San Leo Nero D’Avola 2015

O vento Sirocco é Um vento quente e seco, originado no Norte da África, particularmente no deserto do Saara, e devido às diferenças de pressão, invade a bacia do Mediterrâneo gerando um enorme impacto nas condições climáticas dessa região. Observemos na foto abaixo a Sicília, a península da Itália e a Grécia, por exemplo.

A Itália além de ter uma geografia muito particular, com montanhas como os Alpes e as Dolomitas ao Norte, ainda tem a Cordilheira dos Apeninos, que estende-se por mil kilometros ao longo do país , na região central e leste.
Aqui cabe um parênteses : são esses mesmos montes, a formação dos Apeninos lá no Norte, chamado de Arco da Ligúria, que isolam o Piemonte da influência marítima .

Mas não há geografia que impeça o quente sirocco de agir, invadindo a Sicília, deixa em certas áreas o clima mais seco e árido, propiciando as condições para que a viticultura se apresente da forma como a conhecemos hoje. Também invade A Puglia, e entre a Croácia, Bósnia e Itália chega ao Norte passando sem barreiras pelo mar Adriático, aquecendo a região de Friuli Veneza Giulia, que é limitada de um lado pela montanha, e de outro pelo mar, região esta que é famosa pelo produção de vinhos brancos. Interessante, não?


Voltando à Sicília,  com suas particularidades:
A Nero D’Avola está entre as uvas tintas mais plantadas da região e pode ser considerada uma das melhores cepas nativas da Itália. Seu sabor é caracterizado por uma acidez marcante e taninos finos, ocasionalmente agressivos. A produção baixa confere alto teor alcoólico e toques de ameixa e canela. Tem afinidade com o carvalho.


O Borgo San Leo Nero D’Avola 2015 é um vinho de cor rubi médio, com halo transparente, lágrimas numerosas e lentas. Aromas de média intensidade de ameixa e cereja pretas,  piso florestal, terroso. Em boca tem médio corpo, taninos macios, álcool se sobressaindo em relação à fruta. Mesmo tendo suas limitações quanto à falta de acidez e taninos é um bom vinho, que guarda a tipicidade da Nero D’Avola. Uma boa experiência. Um bom vinho e de bom custo-benefício.
Adquirido na Dignum Vinhos de Florianópolis em maio de 2020, custou R$ 74,00.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Você já provou Prunelle?

Quando estivemos na Borgonha provamos pela primeira vez um Crémant (espumante), cujos exemplares não me chamaram muito a atenção, e quando pedi um aperitivo, me foi servido a Prunelle.


Para quem não sabe, Prunelle é um destilado feito com a fruta de mesmo nome, com um aroma e sabores intensos de avelã. Quando tive oportunidade de comprar uma garrafa, assim o fiz.

Este exemplar foi adquirido no famoso Clos Vougeot, tem 25% de graduação alcoólica e é muito saboroso. Recomendo a compra a quem encontrar uma garrafa destas, seja na própria França ou para prova em algum bar, ou restaurante, vale a pena.

É uma bebida para ser apreciada como a ginginha em Portugal (os portugueses não gostam que seja chamada assim, para eles é ginga), ou um vinho do Porto, ou mesmo o Malamado da Zuccardi (um fortificado de Malbec). 
Um brinde!

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Vinhedos Hood Pinot Noir 2018

Vinho produzido por Mário Geisse em vinhedo adjacente a sua propriedade em Pinto Bandeira - RS, na quantidade de 1.350 garrafas.

‘Um único cacho de cada vinha, durante a colheita para espumante, foi deixado amadurecendo por 3 semanas mais para a elaboração deste vinho, o qual foi engarrafado, sem ser filtrado, após oito meses em velhos barris de Carvalho francês.’


Vinho de cor rubi pálido, com alguma turbidez. Aromas de início fechados, mas que abrem-se com o girar da taça para os típicos da Pinot: cereja, framboesa envoltos em aroma floral, de violeta e discreto de especiarias, tabaco, leve madeira tostada. Elegante. Em boca é seco, muito boa acidez, discreto amargor final. Me pareceu um bom Pinot para ser apreciado sem acompanhamentos, um vinho mesmo de verão. Álcool a 11,5%. Uma boa experiência.
Adquirido na Essen em Florianópolis, em maio 2020, ao custo de R$ 126,50.

Emilio Moro Finca Resalso 2016

Produzido pelas Bodegas Emílio Moro, em Ribera del Duero.

Esta importante região espanhola está isolada de influências marítimas por um anel de montanhas, o que garante verões curtos, quentes e secos e invernos muito frios. Por outro lado, a altitude concede temperaturas noturnas baixas durante todo o ano, e isto é um diferencial tremendo, que faz com que as uvas amadureçam plenamente, ao mesmo tempo que estas retém acidez e sabores de fruta fresca. O resultado dessas condições levam às vinicolas a fazerem bons vinhos em todas as faixa de preço.

O Finca Resalso é o vinho que a Vinícola Emílio Moro faz com videiras jovens, e o nome é uma homenagem de um vinhedo histórico que foi plantado em 1932.
O representante de hoje de Ribera Del Duero é um vinho 100% Tempranillo.




Na taça é um vinho de cor rubi, lacrimoso, aroma de frutas vermelhas como framboesa e cereja. Em boca tem corpo médio, muito boa acidez, o que equilibra o vinho, e taninos macios. Não tem grande complexidade, mas é bom, e de bom custo-benefício.
Álcool a 13,5 %
Bodegas Emilio Moro - Pesquera del Duero
Espanha

Comprado no BIG Mercearia em São José - SC em 01/11/2019 - R$ 81,95

domingo, 17 de maio de 2020

Araldica Barbera D' Asti Ceppi Storici 2015

A Barbera é uma uva que se expressa melhor no Piemonte, e participa da tríade de uvas tintas, juntamente com a Nebbiolo e a Dolcetto, como protagonista dos melhores vinhos produzidos nessa famosa região italiana.  Gera vinhos com sabores de frutos silvestres, especiarias e madeira defumada. É a segunda uva mais cultivado no Norte da Itália.

Barbera D’Asti DOCG é praticamente uma extensão de Barbaresco, com solo com mais argila e menos calcário, mais propício à Barbera do que à Nebbiolo, portanto. Produz vinhos com alto teor alcoólico , sabores de frutas negras e caça. Atualmente, com a diminuição da produção por hectare, e o uso de barricas de carvalho para evolução do vinho, a Barbera tem ganhado destaque cada vez maior no Piemonte.

Ceppi Storici foi produzido pela Vivícola Araldi nas colinas de Monferrato, Piemonte, com 100 % da casta Barbera.

https://www.araldicavini.it/



Vinho de cor rubi médio. Aroma de frutos negros, do bosque, cereja, ameixa, piso florestal, cogumelos, cassis. Em boca tem corpo médio, com muito boa acidez, taninos finos, álcool a 14% v.v., sabor de média intensidade, com longo final de boca. De muito boa tipicidade. Resumindo: taninos firmes, acidez viva e aromas terrosos, ou seja, um bom italiano.
Passagem de 1/3 do vinho em barricas de Carvalho francês , o restante em botti.
Um vinho gastronômico sem dúvida. Pronto para beber, não ganhará com a guarda. Muito bom vinho.
Após a taça vazia os aromas persistem, como um buquê e um festival para os sentidos. Um perfume.

Comprado na loja da Decanter em Florianópolis em maio de 2020, custou R$136,00


sábado, 30 de novembro de 2019

Bocanariz - Santiago do Chile


Quando meu colega de WSET 3 e amigo de Confraria, Heráclito Maia do site cervejasevinhos.com soube que eu estaria de malas prontas para  ir a Santiago do Chile, me perguntou: - Ah! Então você vai no Bocanariz? E eu respondi: - Como? 

Nunca havia ido a Santiago, embora conhecesse um pouco de vinhos chilenos, tampouco ouvido falar deste lugar. Mas como as dicas do Heráclito são boas, resolvi me hospedar próximo deste wine bar, para que fosse bem fácil de conhecê-lo à noite. Ficamos próximo à Plaza Baquedano, fácil de deslocar-se aos pontos de interesse: Cerro San Cristóbal, Centro Histórico, e a poucos minutos de caminhada do tal do... Bocanariz.

Então rumamos para lá à noite, achei muito seguro caminhar por aqueles locais, muita gente nas calçadas conversando, bebendo e se divertindo. Santiago tem uma vida noturna bem bacana. Chegamos ao famoso Vinobar:




Escolhemos da Carta de Vinhos o Vuelos Expresión Frutal e o Vuelos Clasicos (cada um com 3 taças de vinhos diversos).


Mais uma taça de Meli Carignan:


De entrada as batatas bravas, que gostamos muito, e que vieram de uma forma diferente:


Empanadas (as onipresentes) e guisado de ossobuco:





 A sobremesa nosotros compartimos - cheesecake:





A proposta é ser um lugar bem divertido, pelo visto está sempre cheio, onde o ponto alto é uma carta de vinho das melhores, sendo os vinhos servidos em garrafas ou taças para que se possa provar diferentes estilos, e uma gastronomia de Bistrô, regional e contemporânea. Muita animação, bons vinhos e boa comida, como não gostar?

Conta com água e propina de 10%: 56.100 pesos. Saímos satisfeitos.

Para saber mais, ou fazer reserva:

Endereço: José Victorino Lastarria 276, Santiago, Región Metropolitana, Chile.

Um ótimo local de encontro para turistas e habitantes locais amantes do vinho, realmente. Muito boa a dica!