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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Florio Vecchioflorio Marsala Superiore Secco 2013

 Ah! Os italianos...

O vinho de hoje é um Marsala, um dos grandes vinhos fortificados do mundo. Foi popularizado pelos ingleses, assim como o Porto e o Madeira, no século XVIII. Sempre os ingleses!!! Não bastava terem descoberto a Champagne?? Esses ingleses...

John Woodhouse o provou, e no retorno à Inglaterra o levou em seu navio adicionando brandy ao vinho Marsala para que não se deteriorasse. Foi difundido nos clubes da época, sendo uma alternativa aos Jerez e Vinho Madeira. Fez enorme sucesso, rapidamente conquistando o mercado. Woodhouse retorna à Sicília iniciando sua própria produção. 

 O vinho Marsala entra em decadência nos séculos seguintes, devido à produção com baixa qualidade. Mas, graças ao empenho de alguns produtores, foi criada em 1969 o Marsala DOC, o que regulariza sua produção, retornando à sua identidade, originalidade e qualidade. 

 Produzido no oeste da Sicília, na cidade de Marsala e na Província de Trapani a partir de vinhos brancos originários das cepas Catarratto, Grillo, Damaschino e Inzolia, e é obrigatoriamente fortificado com aguardente de vinho. Para os tintos são permitidas as cepas Pignatello, Nero D'Avola e Nerello Mascalese



Florio Vecchioflorio Marsala Superiore Secco 2013


(Armazém Conceição, Florianópolis - NOV 2020 R$ 149,90).  Amadurecido por 30 meses em madeira, este Superiore tem intensa cor âmbar, com aromas de amêndoas, avelã, damasco, frutas secas. Em boca é seco, macio, delicado. O equivalente a um Porto branco seco, mas mais delicado, como tudo que os italianos amam produzir e propagar como ‘made in Italy’ . Álcool a 18%. Como aperitivo é muito bom.

Este, ao invés do Riserva ou Vergines, vinhos superiores na classificação dos Marsala, é produzido com a adição de mistela e mosto cozido, nada que tire o charme deste vinho com tipicidade, que nos dá a sensação de estar no local onde é feito, o clima mediterrâneo, e que conta uma bela história.

Um brinde e saúde a todos!


segunda-feira, 6 de julho de 2020

Horácio Simões Moscatel de Setúbal 2016

Um dos grandes vinhos de Portugal, o Moscatel de Setúbal costuma ser muito valorizado por alguns apreciadores. Doce, oxidado e na categoria dos vinhos generosos, necessita de uma pausa e atenção à sua complexidade e tipicidade. Juntamente com o Vinho do Porto e Madeira, está entre os melhores vinhos generosos doces do País. Pode ser um daqueles casos em que se tem amor ou ódio, mas também por essa diversidade de estilos e opiniões é que o vinho é esta bebida maravilhosa. Se tivesse maior fama, seus preços subiriam muito, ao contrário, é um belo exemplo de vinho de bom custo benefício, como o são a maioria dos vinhos de Portugal. Recomendo muito provar algum, para que se possa tirar suas próprias conclusões e se muitos mais provassem, acredito que seu público consumidor aumentaria. Já havia postado um outro Moscatel de Setúbal aqui. Descobrir o fascinante Portugal dos vinhos passa necessariamente por provar um Moscatel de Setúbal.

L

Vinho com linda cor âmbar de média intensidade, lágrimas numerosas e lentas. Aromas de vinho com oxidação deliberada, mel, pêssego, toranja, raspas de limão siciliano, camomila. Em boca é doce, com muito boa acidez, (que equilibra a doçura), caloroso, muito corpo,  predominando os cítricos e um final com sabor a mel e damasco. Álcool a 18,5%. Muito bom vinho.
Quem importa para o Brasil é a Adega Alentejana.
Adquirido com o representante para SC, custou 69,00 em maio 2020.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Você já provou Prunelle?

Quando estivemos na Borgonha provamos pela primeira vez um Crémant (espumante), cujos exemplares não me chamaram muito a atenção, e quando pedi um aperitivo, me foi servido a Prunelle.


Para quem não sabe, Prunelle é um destilado feito com a fruta de mesmo nome, com um aroma e sabores intensos de avelã. Quando tive oportunidade de comprar uma garrafa, assim o fiz.

Este exemplar foi adquirido no famoso Clos Vougeot, tem 25% de graduação alcoólica e é muito saboroso. Recomendo a compra a quem encontrar uma garrafa destas, seja na própria França ou para prova em algum bar, ou restaurante, vale a pena.

É uma bebida para ser apreciada como a ginginha em Portugal (os portugueses não gostam que seja chamada assim, para eles é ginga), ou um vinho do Porto, ou mesmo o Malamado da Zuccardi (um fortificado de Malbec). 
Um brinde!

sábado, 12 de agosto de 2017

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2) - Dal Forno Romano.

Esta é a segunda parte de nossas visitas ao redor de Verona, dessa vez fomos visitar a Dal Forno Romano. Situada fora da área de Valpolicella clássico, em Cellore d'Illasi.
Fomos recebidos pelo Luca Dal Forno, filho do proprietário, que gentilmente nos recebeu e apresentou a Vinícola.



Neste vídeo sobre a produção do vinhos da Dal Forno, vemos o método de secagem das uvas e também a poda, preservando as uvas da parte de cima do cacho, mais concentradas, e mais doces.
https://player.vimeo.com/video/10112011?title=0&byline=0&portrait=0&color=ffffff


A Dal Forno produz apenas 3 vinhos: Amarone, Valpolicella (nos anos não tão bons, em que não há qualidade suficiente para o Amarone), com as uvas Corvina, Corvinone, Croatina, Oseleta e Rondinella, em percentagens que variam conforme a safra, e um Passito, o Vigna Seré, o melhor passito que já provei, disparado. São vinhos que combinam grande concentração e elegância.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2).

Para quem quiser saber mais sobre os vinhos: http://www.dalfornoromano.it/
Infelizmente não tenho os valores que paguei pelos vinhos, nem os preços que a Vinícola os comercializa. Estávamos de saída para o Lago de Garda, mas essa é outra história.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.
Saúde!



domingo, 3 de abril de 2016

Alambre Moscatel de Setúbal 2010

Oi amigos, o post de hoje é sobre um vinho português licoroso: o Moscatel de Setúbal.

Que Portugal é a terra da boa gastronomia e dos bons vinhos já não é mais novidade para os enófilos e os amantes da boa mesa mundo afora. Também não é novidade que Portugal é o mais famoso país produtor de vinhos licorosos do mundo, com seus representantes: Vinho Madeira, Moscatel de Setúbal e, claro, o Vinho do Porto.

"Vinho licoroso é aquele que recebe a adição de aguardente vínica no transcorrer da vinificação, tornando-o mais alcoólico. A legislação brasileira obriga que tenham 14% a 18% de teor alcoólico. Contudo, situam-se entre 15% e 24% de álcool nos regulamentos europeus.
Por serem bastante alcoólicos, são geralmente bebidos como aperitivos (os secos e os meio secos) ou como digestivos (os doces e os muito doces)."
José Osvaldo Albano do Amarante, no Livro Os Segredos do Vinho


Moscatel Graúdo

Setúbal é o termo coletivo da DOC, demarcada desde 1907, na Península de Setúbal. O clima da zona é subtropical e mediterrâneo, influenciado pela proximidade do mar. A principal uva plantada desta DOC é a Moscatel Graúdo, sendo que o vinho deve ser envelhecidos por no mínimo 24 meses em barris de carvalho.


A gigante José Maria da Fonseca, muito conhecida dos brasileiros pelo vinho tinto Periquita, é a maior, melhor e mais antiga vinícola local, e é quem produz o Alambre. Este é um vinho branco de coloração dourada, muito denso, lágrimas grossas e lentas. Aroma de casca de laranja, mel e amêndoas. Um vinho generoso, caloroso em boca, perfeito para os doces, bolo inglês, panetone e queijos. Uma boa alternativa para quem gosta dos vinhos licorosos. Um vinho muito particular.
Álcool a 17,5%
Importado para o Brasil pela Decanter.
Preço: 110,30 reais, no site da Importadora.

Um brinde!