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domingo, 21 de junho de 2020

Campagnola Bardolino Clássico DOC 2018

O vinho tinto de Bardolino DOC, na margem sudeste do Lago di Garda (mapa), utiliza basicamente do mesmo corte Corvina-Rondinella-Molinara de Valpolicella. São vinhos mais claros, com aromas de cereja, e num estilo mais leve e suave. São pouco compreendidos pelos brasileiros, já que são geralmente para serem bebidos jovens, quando exprimen seu melhor potencial. A longa viagem, más condições de armazenagem e alguns anos de envelhecimento descaracterizam esse vinho e fazem com que seja apreciado não em sua forma ideal, o que pode gerar uma impressão errada. Quando escolheres um DOC, em um restaurante, ou loja de vinhos, escolha o mais jovem possível. O Superiore DOCG tem maior potencial de guarda e um preço maior também.
Vinhos:Bardolino Clássico, Bardolino Superiore, Bardolino e Bardolino Novello.
Outros: Bardolino Chiaretto (rosé), Bardolino espumante.


Produzido com as uvas Rondinella e Corvina, o vinho de Campagnola é de uma cor rubi pálido. Aromas de fruta vermelha fresca, framboesa, cereja, e floral (rosas).Em boca tem média acidez, taninos finos, um final bem frutado. Álcool a 12,5 %. Um vinho fácil de beber e de gostar.

Quem importa para o Brasil é a Mistral. Comprado no site da importadora em maio 2020, custou R$ 118,00.
Gastronômico com um bom italiano, harmoniza com uma diversidade de pratos, como lasanha ao molho de quatro queijos, espaguete à bolonhesa, pizza. De nossa parte, harmonizamos com um bom hambúrguer de costela numa sexta à noite. E foi muito bom. 


Fica a sugestão de turismo no Lago di Garda, que conhecemos em 2017. Muitos italianos e turistas no verão curtindo as atrações do Lago : ruínas romanas, lindas praias, enfim,  um passeio muito bonito.










quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Monte Santoccio Amarone Della Valpolicella 2012


Hoje foi dia de provar um Amarone (17/09/2017).

Produzido em Fumane (uma das sub-regiões da DOCG Valpolicella Clássico) por Azienda Vinícola Monte Santoccio, com as uvas Corvina 40%, Corvinone 30%, Rondinella 25% e Molinara 5%. Evolução por 30 meses em barricas de 500 litros de carvalho francês e americano.




De cor rubi com reflexos cor de tijolo, lágrimas numerosas, grossas e lentas.
Aroma de frutas vermelhas em compota, groselha, ameixa. Mais linear do que amplo.
Taninos macios e finos, baixa acidez, quente (álcool a 16%), final de boca com amargor. Típico.
Tem a potência como qualidade aos que asim o apreciam, bem como com as restrições ao estilo, como a baixa acidez e carga de taninos. Um bom vinho. 



Comprado no Signorvino, em Verona.
http://www.signorvino.com/en/wine-shop/verona

Para saber mais:
https://www.montesantoccio.it/


sábado, 12 de agosto de 2017

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2) - Dal Forno Romano.

Esta é a segunda parte de nossas visitas ao redor de Verona, dessa vez fomos visitar a Dal Forno Romano. Situada fora da área de Valpolicella clássico, em Cellore d'Illasi.
Fomos recebidos pelo Luca Dal Forno, filho do proprietário, que gentilmente nos recebeu e apresentou a Vinícola.



Neste vídeo sobre a produção do vinhos da Dal Forno, vemos o método de secagem das uvas e também a poda, preservando as uvas da parte de cima do cacho, mais concentradas, e mais doces.
https://player.vimeo.com/video/10112011?title=0&byline=0&portrait=0&color=ffffff


A Dal Forno produz apenas 3 vinhos: Amarone, Valpolicella (nos anos não tão bons, em que não há qualidade suficiente para o Amarone), com as uvas Corvina, Corvinone, Croatina, Oseleta e Rondinella, em percentagens que variam conforme a safra, e um Passito, o Vigna Seré, o melhor passito que já provei, disparado. São vinhos que combinam grande concentração e elegância.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2).

Para quem quiser saber mais sobre os vinhos: http://www.dalfornoromano.it/
Infelizmente não tenho os valores que paguei pelos vinhos, nem os preços que a Vinícola os comercializa. Estávamos de saída para o Lago de Garda, mas essa é outra história.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.
Saúde!



Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 1) - Giuseppe Quintarelli.

Hoje vamos falar de um dos alicerces do vinho italiano: o Amarone, grande representante do Vêneto. Juntamente com o Barolo, no Piemonte e Brunello na Toscana formam grande tríade do vinho daquele país. O Amarone é um vinho muito particular e faz parte do imaginário dos amantes do vinho mundo afora. Já havia falado sobre esse vinho ímpar aqui e aqui .

O território do Amarone della Valpolicella é o mesmo do Valpolicella, e situa-se na província de Verona.O Amarone é um dos mais carnosos vinhos tintos, exibindo gama ímpar de sabores que lembram geléia de cereja, doce de ameixa, uva passa, pétalas de rosas e especiarias. É feito de uvas desidratadas segundo a tradição das colinas de Verona desde o período bizantino, inicialmente deixando as uvas para secar em casas com largas janelas abertas e, mais modernamente com o uso de ventiladores industriais. Após três a quatro meses, as uvas perdem de 35% a 40% do peso, concentram o açúcar e são afetadas pela Botrytis cinerea.  A mescla envolve uvas Corvina Veronese, Molinara, Rondinella e até15% de outras cepas (locais ou internacionais) entre as muitas autorizadas pela DOC em que ele é feito. O teor alcoólico varia entre 14% ao mais tradicional 16%. Um vinho considerado "enorme", "opulento" por muitos. Eu o aprecio, e a seu estilo.

E foi atrás desses caldos que pudemos conhecer a bela cidade de Verona, cidade que inspirou Shakespeare a escrever o famoso romance Romeo e Julieta (reza a lenda que ele nunca esteve lá), suas histórias e monumentos, e sua Arena romana impressionante.






Na cidade, conhecemos uma loja de vinhos bem bacana, com uma boa diversidade de vinhos do Vêneto e de toda a Itália, espumantes e afins, a Signorvino, recomendo. (Dica do João José, thanks)


http://www.signorvino.com/en/wine-shop/verona

No outro dia, fomos a um local incomum, também pelo fato de não haver placas de sinalização indicando a Vinícola, nem mesmo na própria, mas que todo o apreciador de vinhos sabe onde fica: na localidade de Negrar, a Azienda Agricola Giuseppe Quintarelli.







Fomos recebidos pelo Francesco Quintarelli, que nos apresentou a Vinícola, nos falou dos métodos de produção e contou um pouco da história da família.


 Os vinhos? Como disse minha esposa foram do maravilhoso ao espetacular.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 1).


O custo da visita e degustação é de 20 euros por pessoa, muito acessível e uma experiência extraordinária. Os valores dos vinhos (Julho / 2017), estão aqui:


Quem importa para o Brasil é a Mistral.