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sábado, 30 de novembro de 2019

Vinhos do Chile Dia 3 - Valle do Aconcágua - Viña Von Siebenthal e Errázuriz

Dia 3 - Valle do Aconcágua 


Chegou a hora de conhecer o Aconcágua, outra área de produção de vinhos de alta qualidade do Chile, o que fizemos no dia 25/07/2019. Um outro grande dia de vinhos neste admirável País, uma outra grande experiência que compartilho agora com vocês.

Primeira parada: Viña Von Siebenthal

Não sei porque essa Vinícola não fez parte do Guia Descorchados 2018. Encontramos através de indicações de amigos e pela proximidade com a Errázuriz, vinícola ícone do Chile e vizinha à Von Siebenthal. Como qualquer outra vinícola, agende previamente a visita, facilita quem lhe recepciona, para que a experiência seja ainda melhor.

 
O proprietário é o Sr Mauro Von Siebenthal, um suíço que imprimiu sua filosofia em sua produção de vinhos, em Panquehue, Vale do Aconcágua, um terroir muito especial do Chile.



Quem nos recebeu gentilmente e apresentou a Vinícola foi a Sra. Soledad Latorre, responsável pelas visitas.

Linha completa de Vinhos

Fez parte da degustação uma linha de 3 vinhos, ao custo de $ 20.000. pesos por pessoa:

Carmenére Gran Reserva 2016 - particularmente gostei desse carmenére porque ao invés de outros mais comuns não traz o herbáceo no olfato e paladar enjoativos da cepa. Méritos para o terroir / mão do produtor, mesmo assim não poderá ser meu preferido, mesmo.
Parcela #7 Gran Reserva 2014 - um blend de Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Merlot e Cabernet Franc. Um vinho mais ao estilo Velho Mundo. O tempo em garrafa lhe conferiu as notas florais e de frutos vermelhos, terra, cogumelos. Muito bom custo-benefício.  
Carabantes Syrah 2017 - Concentrado, potente, com incríveis 15,7 % de álcool, o Carabantes agradará a todos que apreciam a syrah e sua tipicidade, com aromas de frutos negros, alcatrão, couro. Em boca é uma delícia. Um grande vinho.



Abaixo tabela dos valores dos vinhos em Julho 2019.



Segunda Parada: Viña Errazuriz

A Errazuriz é a Vinícola mais importante do Vale do Aconcágua, e visita obrigatória para quem vai a essa localidade. Inicialmente com vinhas na parte central do Vale, hoje expandiu sua área em direção à Costa.onde é possível produzir vinhos de clima frio.







Fizemos o Tour Max Reserva + almoço no restaurante da vinícola. (Visita à Vinícola / degustação de 3 vinhos):

Errázuriz Aconcagua Costa Chardonnay 2018 - Descrição do vinho aqui

Errázuriz Aconcagua Costa Syrah 2017 - outro excelente syrah, onde predominam as notas de frutos negros, o chocolate, terra molhada. Taninos finos em boca, muito boa acidez, um vinho macio, de impressionante qualidade.

Don Maximiano Founder's Reserve 2016 - um blend de 69% de Cabernet Sauvignon, 12% de Malbec, 8% de Petit Verdot, , 8% de Carmenére e 3% de Cabernet Franc. Passagem em barricas de carvalho Francês por 22 meses, sendo 65% novas. Um festival de aromas na taça, de frutos vermelhos como cereja madura, café, chocolate, especiarias. Equilibrado, potente e persistente em boca, complexo. Um grande vinho, um dos ícones da Vinícola. 


Um Late Harvest com a sobremesa porque ninguém é de ferro!!

http://www.errazuriz.com/

Recomendo muito a visitação ao Vale de Aconcágua, para provar vinhos únicos. Uma grande experiência, das melhores que fizemos no Chile.
Abraço a todos.

domingo, 27 de outubro de 2019

Vinhos do Chile - Dia 2 - Valle de Colchagua Viña Montes e Clos Apalta

Continuando nossa jornada no Chile.
O Vale de Colchagua povou o meu imaginário desde que comecei a provar de seus vinhos, em 2003. Afinal, foram essas as experiências que me fizeram iniciar no mundo do vinho. Procurava em lojas de vinho, gôndolas de supermercado, era um prazer. Demorei até conhecêr esse lugar em viagem, o que fizemos em julho de 2019.Como fomos nessa época, estava realmente muito frio.




Primeira parada: Viña Montes


Contratamos o Tour Angeles veja aqui . Iniciamos o Tour com um transporte que leva os visitantes para admirar o Vale lá do alto, em um local que denominaram "Mirador del Angel". Aliás em todo o Tour na Viña Montes, vemos vãrias esculturas, pinturas enaltecendo a figura de anjos, e, claro, nos rótulos de vinho também. 



Vale de Colchagua ao fundo



Prova de Vinhos (na foto acima) :
Cabe lembrar que não provamos os vinhos ícone como Montes Folly, ou Purple Angel, mas isso pode ser contratado também.

Outer Limits Pinot Noir 2017
Montes Alpha Carmenére 2015
Montes Alpha Syrah 2016
Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2016 (o mais expressivo, e que me chamou mais a minha atenção. Muita fruta e tipicidade).

Compras:
Outer Limits Syrah 2017 - 12.500 pesos
Montes Rose 2018 - 5.500 pesos
Azeite de Oliva Fuegos de Apalta - 4.500 pesos

https://www.monteswines.com/pt/

Segunda parada: Clos Apalta

Os donos dessa vinícola são franceses, sendo os mesmos donos da produtora do conhaque Grand Marnier. Aliam a experiência francesa com o terroir do Chile.


O design da Vinícola foi tentando integrá-la à paisagem, imitando um ninho de pássaro. Ficou  muito original e achei de bom gosto.


Visita rápida, uma breve explicação da filosofia da família e visita às instalações. Fomos à prova de vinhos:



Lapostolle Sauvignon Blanc 2016 (88% Sauvignon Blanc e 12% Sauvignon Gris) - Aromas a limão, pêra e camomila. Em boca é untuoso, com final longo. Um grande vinho, eu gostei muito.

Cuvée Alexandre Merlot 2014 - Notas de prova veja aqui

Clos Apalta 2012 (Um blend de 66% Carmenére, 19% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon-  Aromas a frutos vermelhos e negros, ameixa, cereja, figo, muita fruta madura, especiarias como cravo e pimenta preta, um longo final. uma palavra que a meu ver define esse vinho: concentração. Beneficia-se de um decanter, para que abra ainda mais os aromas. Um vinho ícone do Chile, reconhecido mundialmente.

Compras:
2 Cuvée Alexandre Merlot 2014 - 11.800 pesos cada
Lapostolle Sauvignon Blanc 2016 - 5.900 pesos

Uma experiência extraordinária essa visita à Clos Apalta, recomendo muito.

Retornamos para o almoço na Fuegos de Apalta, restaurante da Viña Montes do onipresente chef Francis Mallmann :




Como estávamos com as crianças pedimos pizza, feita no forno, estava muito boa, e a vista é magnífica.
Saúde e até a próxima viagem: Vale do Aconcágua.





quarta-feira, 15 de junho de 2016

Clancy's Shiraz Cabernet Merlot 2008

O vinho de hoje é produzido com 50% de Shiraz, 34% de Cabernet Sauvignon e 16% de Merlot por Peter Lehman no Vale de Barossa, Sul da Austrália.

Este vale tem uma história vinícola que remonta ao ano de 1842 e é a região produtora de vinhos mais famosa da Austrália. Colonizada inicialmente por agricultores britânicos e alemães, está situada ao norte de Adelaide e é lar de uma comunidade vibrante de produtores de alimentos e vinhos artesanais. O número de produtores de vinho chega a mais de 750 e alguns estão na sua quinta ou sexta geração.

Vale de Barossa



Clancy's Shiraz Cabernet Merlot 2008


 E eu fico com vontade de conhecer este lugar, sempre! Vamos ao vinho?

Vinho de cor rubi com borda cor de tijolo, evidenciando os seus anos de evolução em garrafa. Lágrimas numerosas e finas. Álcool a 14,5%. Com finos aromas de frutas vermelhas em compota, ameixa, alcaçuz e chocolate. Em boca é harmônico e elegante com taninos finos e média persistência. Falta-lhe a fruta que provavelmente tinha quando mais jovem, mas mesmo assim é um vinho macio e prazeroso. Um blend: possui os aromas típicos e o corpo da Shiraz, a Cabernet empresta-lhe a estrutura e a Merlot contribui com a maciez e a fruta típicas.
Estagia por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Quem importa para o Brasil é a Decanter.

No site da importadora está no valor de 171,00 reais. Comprei em promoção na loja de Florianópolis ao preço de 68,39 reais, no dia 23/05/2016.


Um brinde!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Torii Cabernet Sauvignon 2008 - Mais um Belo Representante Catarinense


Hoje trouxe uma boa dica de um vinho catarinense, garimpado na última viagem a São Joaquim.



Torii Cabernet Sauvignon 2008

Produzido pela Vinícola Hiragami a 1427 m de altitude, portanto, dos parreirais mais altos do estado, em São Joaquim - SC com as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot.
(Há um outro Cabernet Sauvignon da Hiragami, que passa mais tempo em carvalho, e que foi premiado, mas hoje vamos falar deste, que achei excelente custo-benefício)

12 meses de amadurecimento em barricas de carvalho francês. Álcool a 13,6%.

Um vinho de cor rubi com reflexos de cor tijolo.

Aroma vinoso, característico das cepas, com café torrado, ameixa e herbáceo em um conjunto homogêneo e harmônico.

De corpo médio, em boca os taninos estão redondos e macios. Elegante e evoluído. Boa persistência em boca.
Um vinho pronto, não evoluirá com mais tempo de guarda. Portanto desfrutem-no se acharem para compra!

Adquirido na Casa do Vinho, custou 60,00 reais.

Nota= 87 pontos.

Fiquei curioso para provar os outros vinhos desta Vinícola.
Um brinde!

https://www.facebook.com/pages/Vinhos-Hiragami/1719858111573856


quarta-feira, 4 de março de 2015

Cabernet Sauvignon: A Rainha das Tintas

No filme Sideways Entre Umas e Outras, na parte mais importante do filme, o personagem Miles, de Paul Giamatti chama a Cabernet sauvignon de “sobrevivente”, “que pode crescer em qualquer lugar, mesmo negligenciada” fazendo uma comparação com a Pinot Noir, sua preferência declararada.

O fato é que a Cabernet Sauvignon é considerada a tinta mais nobre do mundo, justamente por adaptar-se maravilhosamente bem fora do seu habitat original! São feitos mais vinhos de qualidade com esta cepa do que com qualquer outra tinta. Respeitando as preferências de Miles, que mudou o enfoque dispensado à Pinot Noir em todo o mundo, hoje iremos falar a respeito da Rainha das Tintas: a Cabernet Sauvignon.



Descendente da Cabernet Franc e da Sauvignon Blanc, a Cabernet Sauvignon tem bagos muito escuros, pequenos e com uma casca espessa: pouca polpa e muita casca.
É de altíssima qualidade, de grande estrutura e longevidade, sendo seus vinhos escuros e particularmente tânicos quando jovens. Contudo, por ter grande afinidade com o carvalho, quando amadurecidos tornam-se mais macios, equilibrados, longevos e fabulosamente complexos, gerando o que muitos consideram o arquétipo de todos os tintos.
Seu caráter varietal inconfundível é um aroma e um sabor condimentado de groselha e pimentão, tânico, embora com boa acidez, o que lhe dá equilíbrio. Suaviza com o tempo.

Conforme o terroir, safra, clima, também apresenta aromas a frutas vermelhas, amora, pimenta, grama e baunilha.

É a variedade predominante em Bordeaux, dos grandes ícones do Médoc. Nos tintos clássicos desta região, é combinada com Merlot e Cabernet Franc. Outras zonas de cultivo importante são: Itália, Áustria, Espanha, Portugal, Estados Unidos (Califórnia), Canadá, Argentina, Chile, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Brasil.

No mundo dos vinhos a diversidade é bem vinda, e gostei de rever a CS porque atualmente tenho provado outros varietais e blends, assim sendo, sempre é um prazer voltar para a constância da Cabernet.


Cono Sur Bicicleta Cabernet Sauvignon 2012
Produzido pela gigante Cono Sur no Valle Central, Chile.

Escolhi por ser um CS típico, um representante da cepa.

Na taça um vinho de cor rubi brilhante, lágrimas lentas e grossas.
Aromas típicos, frutas vermelhas, groselha, em um fundo com notas de menta.
Em boca é frutado e harmônico, macio, suculento, de taninos doces. Muito bem vinificado. Elegante.
Vertical, na tentativa de exprimir a casta.

Não consegui informações sobre passagem em barricas, parece ter pequena passagem, o que lhe dá um apelo comercial. Álcool a 13% Vol.

Comprado no Supermercado Hippo em Florianópolis, no dia 04/03/2015, custou 41,56 reais.


Harmonizará muito bem com carnes vermelhas e pratos à base de molho gorgonzola.

E assim encerro minha primeira contribuição para o Zucca Gastrô.  Aguardem no próximo post “ A Rainha das Brancas” : a uva Chardonnay.

Um brinde e saúde a todos.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ESTRELAS DO BRASIL, INOVAÇÃO NA SERRA GAÚCHA

Muito me interessam os pequenos produtores, os que tem história para contar, os que amam o que fazem, os inconformados e os que fazem do vinho um psiquiatra de si mesmo, como diz Patrício Tapia.
Trabalhar em uma indústria poderosa como a do vinho e não render-se a apelos comerciais já é uma vitória, mas penso também que não é uma opção pensada, ela simplesmente é porque seus atores não fariam de outra forma. Não contrariar seus princípios lhes dá uma liberdade que os outros não tem e nós consumidores ganhamos com a diversidade, com o caos encantador e com a surpresa.
Visitei o projeto Estrelas do Brasil pela primeira vez em fevereiro de 2012, e conversei com o Irineo Dall' Agnol, à época cheio de projetos e idéias para seu empreendimento.


No Natal de 2014 retorno e tenho uma grata surpresa, com novos vinhos, espumantes e muitas idéias postas em prática! 
Adquiri os produtos pensando mesmo em postar no blog, algo que tenho feito pouco nos últimos tempos por absoluta falta de tempo. Vou atualizando aqui à medida que for provando os vinhos.

Vamos a eles:


Estrelas do Brasil Brut 2010 
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Visual: de cor amarelo-palha, perlage fina e persistente.
Aromas de leveduras, mel, côco e cítricos.
Em boca é cremoso, persistente, elegante.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Um espumante ao nível dos melhores em sua faixa de preço, belo representante nacional.
Preço: 60 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 16/01/2015







Estrelas do Brasil Brut 2007 
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Visual: com bonita cor amarelo dourado, denotando evolução, perlage fina e persistente.
Aromas de leveduras, pão torrado.
Em boca tem muito boa cremosidade, potente e com boa persistência.

Este 2007 pareceu-me mais um Nature do que um Brut, sendo mais gastronômico do que o 2010. O 2010, descrito acima, é mais delicado, acho que também por conta de sua jovialidade, tendo uma maior riqueza de aromas.

O 2007 também é um belo produto.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 60 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 17/01/2015


Este descrito abaixo eu comprei porque o Irineo recomendou muito, mas a lembrança de um espumante tinto de Bonarda comprado na Vinícola Família Zuccardi em Mendoza, um dos piores vinhos que já provei, ainda me atormentava.

Estrelas do Brasil Nature Negro
Produzido com Merlot pelo método Tradicional.  
De cor rubi, aromas a frutos vermelhos típicos da casta, e também algum aroma de panificação.
Em boca é caloroso, poderoso e muito potente, confirmando os aromas, com algo de especiarias e um final longo. Um tinto encorpado efervescente, pois tem taninos e densidade de um tinto encorpado, com espuma delicada.
Para ser apreciado como um vinho tinto tranquilo, inclusive na harmonização. Melhora muito com a comida, penso ser um vinho indissociável de um bom prato com o mesmo peso, carne vermelha como churrasco, e no site da vinícola sugerem feijoada e leitão assado. 
Reconheço ser um vinho instigante, diferente e desafiador, mas não é minha preferência pessoal. 
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 40 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 16/01/2015 e 17/01/2015 




Estrelas do Brasil Riesling Itálico
Produzido 100% com Riesling Itálico pelo método Charmat
Visual: de cor amarelo-verdoso, perlage fina e persistente.
Aromas delicados de pêssego e melão, e também frutas cítricas, característicos da variedade.
Em boca é cremoso, delicado, muito prazeroso.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Um espumante leve, diferente dos pesos-pesados aí de cima, ao nível dos melhores em sua faixa de preço. Excelente custo-benefício. Muito bom como entrada e para esses nossos dias de calor extremo.
Preço: 30 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 10/01/2015







Edição Especial Fume Blanc 2014
Produzido 100% com Sauvignon Blanc
Estagia por 6 meses em barricas de carvalho americano de segundo e terceiro uso. Álcool a 13%
Visual: de cor amarelo-palha, límpido, pernas finas e rápidas.
Aromas minerais, suaves, com notas de infusão e delicado floral.
Em boca é elegante, suavizado pelo carvalho na medida, com uma nota mineral intensa que preenche o palato. Muito bom.
Um vinho que é perfeito para nosso verão, possivelmente harmonize muito bem com frutos do mar e comida asiática e é ridiculamente barato para um vinho dessa qualidade. Uma alternativa aos caríssimos Riesling alemães e aos com excessiva passagem por carvalho do Novo Mundo.
Preço: 35 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 21/02/2015




Dall' Agnol DMD 2005
Produzido 100% com Cabernet Sauvignon
Um vinho para ser decantado por no mínimo 10 horas? Tive que provar.
Álcool a 13%
Visual: rubi com halo cor de tijolo, lágrimas lentas e grossas.
Aromas terrosos, de chá preto, tabaco e couro, vinoso.
Em boca é gordo, generoso, com sapidez e dulçor concomitantes, rico, prazeroso, que realmente lembra o Amarone. Muito boa persistência.
Um vinho diferente e que melhora muito com o decanter. Imprescindível decantá-lo para a apreciação correta do vinho e de suas qualidades.
Uma das melhores expressões que a Cabernet Sauvignon pode ter no terroir da Serra Gaúcha, a meu ver, e em minha experiência. Tudo o que se espera de um bom tinto estruturado.
De pequena produção, apenas 2.800 garrafas (me arrependi por não ter adquirido mais do que uma).
Preço: 45 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 21/02/2015




Estrelas do Brasil Nature 2007 
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Estrela do Estrelas, seu vinho mais premiado.
Visual: de cor amarelo dourado, perlage fina e pouco persistente.
Aroma de amêndoas, mel, lima, e torrefação.
Em boca é que está o diferencial deste espumante, pela cremosidade e grande persistência de sabores. Belo produto, também ao nível dos melhores em sua faixa de preço. Seco e gastronômico, mas preferi degustá-lo sem acompanhamentos. Um vôo solo.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 80 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 22/02/2015





Como o próprio Irineo mesmo diz, aprende-se com os vinhos e com a sua evolução. Não tenho dúvidas que eles estão aprendendo, assim como nós que provamos e que os acertos são muito maiores do que os erros. Que venham muito mais Estrelas do Brasil nos próximos anos.
E assim encerra a minha incursão pelo Estrelas, viva a diversidade e a coragem de experimentar!
Saúde!

Para saber mais:
http://www.estrelasdobrasil.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4&Itemid=106






sábado, 18 de outubro de 2014

Rutini Cabernet Malbec 2012


A Bodega La Rural produz o Rutini e está localizada em Maipú, Mendoza. Possui um belo museu que vale a pena ser conhecido, e, se a visita se estender demais e for muuuuuuuito longa, dá para escapar dali e beber um vinho na sombra de alguma árvore, hehe.




O vinho de hoje é um corte com 50% Malbec e 50% Cabernet sauvignon. Afinamento em carvalho francês e americano de primeiro uso por 12 meses e graduação alcoólica de 13,9% Vol.


De coloração rubi com halo violáceo, denso.  Aromas a frutos vermelhos e baunilha. Em boca os taninos são macios, um vinho fácil de beber, a  Malbec contribuindo com acidez e fruta madura e a Cabernet Sauvignon com a uma boa estrutura de taninos e  dulçor.

Um vinho bem vinificado,  sem arestas,mas não é apenas isso que estamos procurando. Poderia trazer algo mais do terroir onde foi feito e poderia apresentar um pouco mais pelo valor que é comercializado no Brasil (90 a 106 reais).

De qualquer forma penso que é um desafio para as vinícolas fazer vinhos únicos e sem tanto apelo comercial. Na minha opinião não tem bom custo-benefício, porque, como já foi dito, poderia ser mais barato.

Nota= 88 pontos.

domingo, 5 de outubro de 2014

Quinta do Seival Cabernet Sauvignon 2012


O Projeto da Quinta do Seival, da Vinícola Miolo, está instalado no município de Candiota- RS, próximo à divisa com o Uruguai. O vinho mais conhecido e mais nobre deste projeto é o Castas Portuguesas, mas é sobre o Cabernet Sauvignon que comentaremos hoje.


Um vinho elaborado com 100% Cabernet Sauvignon, passa por 12 meses em barricas novas de carvalho francês.





Um vinho vermelho-púrpura, com densa fluidez, lágrimas lentas, aproximadas e grossas. Aroma vinoso, de boa intensidade, mas pouca persistência, a frutos vermelhos em compota. Madeira bem integrada. Taninos redondos e polidos. Harmonia entre taninos - álcool- acidez. Um vinho simples, bem vinificado e fácil de beber. Álcool a 14%. Eu gostei muito, principalmente por poder voltar a beber um bom vinho brasileiro feito de Cabernet Sauvignon.

Diria que é um equivalente ao Dal Pizzol Ancelota, tanto no valor como ao prazer que proporciona à apreciação veja aqui

Comprado em Julho/2014, na própria vinícola, custou 54,00 reias.

Nota=87 pontos

sábado, 16 de agosto de 2014

Quinta da Figueira Moça Faceira 2012



Este vinho é produzido pela Quinta da Figueira, um projeto de Rogério Gomes, aqui de Florianópolis. Pensar que um vinho tinto é produzido na Ilha de Santa Catarina, com uvas provenientes de São Joaquim, elaborado de forma artesanal, é no mínimo curioso.

Com uma produção de apenas 500 garrafas, o Moça Faceira é produzido com a mescla de Cabernet Sauvignon (50%) e Merlot (50%), da Altitude Catarinense. Passa por carvalho francês e americano por 21 meses e não é filtrado para melhor preservar suas propriedades naturais.
Na taça é um vinho de cor vermelho-púrpura com halo violáceo, lacrimoso, com pernas grossas e lentas.
Aroma amplo, vinoso, de frutos vermelhos, couro, ervas e especiarias.
Estruturado em boca com intensidade, persistência e adstringência no final. Taninos secos, de boa qualidade. Apresenta uma sapidez e acidez provocativos, um vinho que pede comida, mas eu o apreciei sozinho. Acredito que tenha ainda uma evolução em garrafa, mas é suficientemente harmonioso.
Tem o DNA dos brasileiros, mas com uma "pegada" que foge ao comercial , mais ao estilo do Velho Mundo. É um bicho raro com o qual dá para se divertir.
Álcool a 13,5%.
Comprado na Pizzaria Forneria Catarina, aqui em Florianópolis, custou 78,00 reais.
Nota= 91 pontos.
Altamente recomendável.

http://loja.quintadafigueira.com.br/


Como disse Patrício Tapia em entrevista ao Renato Machado no extinto Programa Menú Confiança: "Penso que o vinho é um catalisador. Um veículo que a Natureza usa para se expressar. E, muitas vezes, é um veículo, um catalisador, que grandes pessoas utilizam para expressar suas idéias, sua forma de ver a vida. A lição mais importante que aprendi no mundo do vinho é que, por trás da maioria dos grandes vinhos - não digo os grandes clássicos, mas os que têm caráter, sempre, necessariamente, existe um grande ser humano. Estes são os vinhos que me interessam, não os grandes nomes, mas os que têm uma personalidade específica, que esteja relacionada com o lugar, como um espelho deste lugar. Ou que seja um catalisador, um psiquiatra da pessoa que o fez".

Acrescento que uma centelha de humanidade nas coisas que vivenciamos fazem valer a pena uma vida inteira de trabalho e dedicação.




Saúde!



domingo, 10 de agosto de 2014

Haras Character Cabernet Sauvignon - Carmenére 2006

O Haras Character Cabernet Sauvignon-Carmenére 2006 é produzido pela Vinícola Haras de Pirque no Valle do Maipo, Chile.




Esta vinícola é propriedade de Eduardo Matte (um ex-engenheiro), que a adquiriu em 1991 em sociedade com Piero Antinori (um dos nomes mais importantes do mundo vinícola na Itália), está localizada em Pirque, e é também conhecida com a "Vinícola da Ferradura", por causa do característico e inusitado desenho e arquitetura de suas instalações. O objetivo foi conceitualizar a questão da criação de cavalos com a produção de vinhos. Bela estratégia de marketing para se fazer conhecer e lembrar.
O mais interessante é que Eduardo Matte não tinha experiência nem na criação de cavalos de corrida e nem em produção de vinhos, mas com esforço e dedicação conseguiu estabelecer sua marca mundialmente, em ambos os negócios.



Impossível não achar fantástico esse empreendimento, inserido em uma paisagem rural belíssima.




O Haras Character CS-Carmenére  é um blend, que no ano de 2006 foi feito com 65% de Cabernet Sauvignon, 19% de Carmenére, 7% de Syrah e 9% de Cabernet Franc. Afinamento por 14 meses em barricas novas de carvalho francês.
Vinho de coloração vermelho-púrpura, na taça lágrimas lentas e grossas. Aromas amplos e intensos de frutos vermelhos maduros, figo, ervas, baunilha e especiarias. Muito rico e delicioso em boca, taninos macios e doces, com um final muito longo. Um vinho harmônico e equilibrado,embora caloroso, com álcool a 15%.
Um grande vinho.
Nota=94 pontos
Preço: Quem importa para o Brasil é a Winebrands, no momento da consulta o estoque estava indisponível. No site vinhobr.com.br a safra 2009 está no valor de 99,90 reais.



Um Brinde!