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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Emilio Moro Finca Resalso 2016

Produzido pelas Bodegas Emílio Moro, em Ribera del Duero.

Esta importante região espanhola está isolada de influências marítimas por um anel de montanhas, o que garante verões curtos, quentes e secos e invernos muito frios. Por outro lado, a altitude concede temperaturas noturnas baixas durante todo o ano, e isto é um diferencial tremendo, que faz com que as uvas amadureçam plenamente, ao mesmo tempo que estas retém acidez e sabores de fruta fresca. O resultado dessas condições levam às vinicolas a fazerem bons vinhos em todas as faixa de preço.

O Finca Resalso é o vinho que a Vinícola Emílio Moro faz com videiras jovens, e o nome é uma homenagem de um vinhedo histórico que foi plantado em 1932.
O representante de hoje de Ribera Del Duero é um vinho 100% Tempranillo.




Na taça é um vinho de cor rubi, lacrimoso, aroma de frutas vermelhas como framboesa e cereja. Em boca tem corpo médio, muito boa acidez, o que equilibra o vinho, e taninos macios. Não tem grande complexidade, mas é bom, e de bom custo-benefício.
Álcool a 13,5 %
Bodegas Emilio Moro - Pesquera del Duero
Espanha

Comprado no BIG Mercearia em São José - SC em 01/11/2019 - R$ 81,95

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Estiba I Tempranillo Rosado 2015

O vinho de hoje é um Tempranillo rosé argentino, o que soa um pouco diferente (Um Tempranillo fora da Espanha, e um rosé da América do Sul).



Há 2 maneiras de se fazer vinho rosé:

1) Por Prensagem direta das uvas: Na fase do desengace das uvas faz-se o esmagamento colocando-se na prensa em baixa temperatura. Prensa-se lentamente e, a partir daí, este mosto rosado vinifica-se como os vinhos brancos. (Muitos vinhos da Provence)

2) Por sangria: Após o desengace faz-se uma maceração curta, uma "sangria do tanque", uma retirada do suco após breve contato com as cascas, e este mosto rosado vinifica-se como branco. (Vinhos de outras partes do Mundo)

O Estiba I é feito com maceração do mosto com as cascas por 24 horas, e, após contato com as leveduras, fermenta a 17°C durante 25 dias em aço inox, portanto é um rosé de sangria.



Não passa por carvalho, o intuito aqui é apresentar um rosé fresco e frutado. Na taça um vinho cor salmão, pouco fluido, aroma a frutos vermelhos, cereja, pouco intenso. Ligeiro em boca, confirma os aromas, baixa acidez, final curto. Álcool a 13,5%. Um vinho simples. Lembro de já tê-lo provado em outra ocasião e o achei melhor, talvez uma safra mais recente justificaria a compra.
Temperatura de serviço: 11 a 13°C
Comprado no Mercado Hippo em Florianópolis, custou 62,90 reais.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.

Saúde!

http://www.bodegasesmeralda.com.ar/bodega/bodega.html


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Museu Vivanco - Briones



Em uma visita a Rioja, na Espanha, uma atração imperdível para os enófilos é visitar o Museu Vivanco. Ele está na pequena cidade de Briones. Fomos em Julho de 2017.


O museu é enorme e impressionante. Várias são as aulas em suas salas, com vídeos sobre vinhos, vinhedos, vinificação e uma coleção de saca-rolhas das maiores do mundo. Deixarei que as imagens falem, por si só. O mundo do vinho é mesmo vasto e fascinante. Vá sem pressa.
























https://vivancoculturadevino.es

Endereço: Carretera Nacional 232, 26330 Briones, La Rioja, Espanha

Preço: 18 euros por pessoa, em janeiro de 2018

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Bodegas Valduero

Se alguém a ler este texto, já fez uma viagem por causa de um vinho que já provou, vai entender do que se trata. Em outubro de 2016 comprei uma garrafa de Valduero Reserva DO 2009 em Ciudad de Leste, Paraguai, no Shopping Mona Lisa, paguei 47 dólares. Decidi levar esse vinho em um jantar com amigos no Artusi, um restaurante muito bom aqui de Florianópolis e o vinho era espetacular. Decidi que um dia iria visitar a Vinícola.

Quando tive a oportunidade de ir à Espanha e a Ribera del Duero, em julho de 2017, não tive dúvidas em visitar a Valduero, uma das melhores experiências que já tive no mundo do vinho. Estávamos em Valladolid, e neste dia fomos também a Peñafiel, e de lá a Bodegas Valduero. Agendamos com o responsável pelos planos de visitas, seu nome é José Luis Chico Madrigal, o Pepe.

Chegamos ao endereço da Vinícola e não vimos nada, não havia outdoor ou placas, somente um escritório, que vimos de cima, após dar uma volta na propriedade.


E uma linda casa em estilo rústico no final de uma montanha, que depois descobrimos ser o restaurante e sala de degustações. Onde estava a grande Valduero que ostenta fotos das visitas do rei da Espanha, do técnico da seleção Vicente del Bosque? Como chegamos cedo ficamos a olhar os arredores e disse para minha esposa: - Você quer ver que a vinícola está embaixo dessa montanha? Dito e feito, escavaram por baixo e cobriram uma outra parte, e todas as instalações, a não ser o escritório e o restaurante, são subterrâneos!
A visita começa nessa entrada à direita:
















E há uma sala com obras de arte (pintura e escultura), e o motivo é o vinho, claro.










Optamos pela visita com degustação de 5 vinhos, acompanhada de morcilla, chourizo (um dos melhores que provei) e queijos: 50 Euros por pessoa.

Os vinhos que compramos:
Garcia Viadero Blanco de Albillo 2016: 8,80 Euros
Valduero Reserva 2011: 22,40 Euros
Valduero Reserva premium 6 años 2010: 34,27 Euros

Quem importa para o Brasil é a Inovini:
 http://www.inovini.com.br/produtores/valduero/

Para saber mais:
http://www.bodegasvalduero.com/

Estava na hora de partir, de ir a uma das mais belas igrejas do mundo, a Catedral de Burgos, e de lá a Logroño, capital da Rioja (mas essa também é outra história).
Saúde!






domingo, 13 de agosto de 2017

Mesón José Maria - Segóvia

Em Segóvia, fuja das multidões que se aglomeram próximo ao aqueduto romano e vá no Mesón José Maria ( dica do Prof Arthur Azevedo, valeu!). Mesmo que haja uma multidão lá dentro também, rsrs e isso é indicativo que o restaurante é bom mesmo, vale muito a pena esperar, e foi o que fizemos.


Um restaurante no interior da Espanha, onde você pede um copo de vinho e os acompanhamentos já na entrada, tem que ser muito bom mesmo.

Um ambiente muito agradável e acolhedor. Pedimos o cochinillo assado e para beber, o vinho da casa, uma mescla de Tempranillo, Cabernet sauvignon e Merlot ( Pago de Carraovejas) , de Ribera del Duero, claro! Como acompanhamento, uma salada, batatas fritas e pão. 


O ritual de cortar o cochinillo com o prato foi devidamente filmado.





Valor total do almoço: 89,38 Euros.
Um grande restaurante, uma grande experiência. Um brinde!
http://www.restaurantejosemaria.com/




quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dois Bons Representantes da uva Tempranillo: Menguante e Embocadero


Minha contribuição mensal para o Zucca Gastrô e, desta vez, a viagem nos leva à Espanha, terra das touradas, da dança flamenca, dos bares de tapas e das procissões de Páscoa. A prova é de dois representantes espanhóis da uva Tempranillo, para que se possa sair do "lugar comum", e por vezes especial: Malbecs da Argentina, Cabernets do Chile e por aí vai.

A uva Tempranillo é uma cepa que, em alguns vinhos,  lembra um pouco o gosto e os aromas da Pinot Noir da Borgonha e está na maioria dos tintos espanhóis importantes. É cultivada no Douro para produzir o Porto e vinhos de mesa e recebe o nome de Tinta Roriz. Não é particularmente perfumada, eis porque é muitas vezes cortada com uvas mais aromáticas como a Grenache na Região de Rioja.



É uma casta de personalidade difícil de definir: sua fruta emblemática seria o morango, mas nas regiões de Rioja e Ribera del Duero pode ser robusto, intenso e picante, com mais destaque para ameixa do que o morango, e adquire suavidade e corpo com a guarda.

Como característica dos vinhos que trouxe, posso dizer que apresentam mais presença gustativa do que olfativa, lembrando também o Mil Campos Veja aqui, o que não os desmerece tanto, porque são vinhos com apelo comercial, é verdade, mas são sedutores, e de bom custo-benefício. Um segredo: as mulheres de maneira geral muito os apreciam! Se é importante isso? Eu acho muito!
Vamos a eles?


Menguante Tempranillo 2008
Produzido por Bodegas Pablo Menguante na D.O. de Cariñena, com 100% de uva Tempranillo.

Passagem por três meses em barricas de carvalho francês e americano.

Um vinho de cor rubi, com pernas lentas e grossas. Aroma de frutas vermelhas, tímido inicialmente, mas que abre com a evolução na taça para uma intensidade maior de framboesa, morango e especiarias. No palato é macio, muito saboroso, com taninos finos e boa persistência.
Elegante e equilibrado, muito bem vinificado, em um estilo agradável e frutado. Um vinho sedutor.
Evolui na taça se deixado por alguns minutos, pois é um vinho de 2008 e precisa deste tempo para ser melhor apreciado.

Comprado na Grand Cru em Florianópolis no dia 26/04/2015, custou 53,00 reais





Embocadero 2012

Produzido pela Bodega Coop. San Pedro Regalado em Burgos, D.O. de Ribera del Duero, com 100% de uva Tempranillo.

Um vinho de cor rubi, com pernas grossas e rápidas. Aroma de ameixa e especiarias como cravo. No palato apresenta-se com corpo médio, certa adstringência, e com acidez moderada. Média persistência. Um vinho em um estilo mais austero e gastronômico.

Álcool a 14%

Comprado na Grand Cru em Florianópolis no dia 26/04/2015, custou 63,00 reais





Para harmonizar com esses vinhos penso que uma seleção de tapas seria o ideal. Se for em uma tasca onde se valoriza uma boa conversa também, então temos o cenário ideal. Um brinde e saúde a todos.

Para adquirir os vinhos, ou para saber mais:
http://www.grandcru.com.br/?gclid=CPifzZS8ocUCFTMS7Aod1UoAhg


















terça-feira, 1 de abril de 2014

Señorio de Guadianeja Tempranillo Gran Reserva 2001

Que bom que a sugestão para a CBE deste mês foi: Vinhos Evoluídos! Safras anteriores a 2004, (com pelo menos 10 anos de idade), do confrade Luis Cola, porque assim tive uma boa desculpa para abrir um Tempranillo de 2001, que havia comprado há 1 ano e não via oportunidade de provar. Outros confrades devem ter feito o mesmo, abrindo suas adegas e tirando lá do fundo suas preciosidades...
Já postei outro vinho da uva Tempranillo, acesse aqui,e queria uma oportunidade para abri-lo, em especial.



Produzido por Vinícola de Castilla na DO de La Mancha, que constitui o maior grupamento vitícola não só da Espanha, mas do planeta, porém é pouco expressiva em termos de qualidade comparado às outras regiões mais famosas, como Rioja, Priorat ou Ribera del Duero.
O Señorio é realmente é um vinho com vocação para a guarda, já que em sua elaboração utiliza-se 36 meses de passagem em barrica de carvalho americano e no mínimo 36 meses na garrafa, antes da comercialização.

Como uma revisão quanto à Legislação e ao afinamento do vinho na Espanha temos:

Crianza: Envelhecimento por um mínimo de 2 anos depois da colheita - pelo menos 6 meses (12 em Rioja e Ribera del Duero) devem ser em carvalho.

Reserva: 3 anos de envelhecimento (ao menos 1 em carvalho e 1 em garrafa)

Gran Reserva: Vinho selecionado envelhecido por pelo menos 18 meses em carvalho e 42 em garrafa.

De cor vermelho-terracota com halo cor de tijolo, lágrimas lentas e grossas. Aromas de mel, chá preto, especiarias, notas de café e frutas vermelhas discretas ao fundo. Em boca tem boa acidez e é elegante, confirmando os aromas. Um vinho quente, álcool a 13%, bem integrado. Taninos maduros e pouco ásperos, talvez pela idade, de boa persistência no final de boca. 
Um vinho diferente, de boa evolução e uma experiência interessante avaliar o que os anos fazem com os vinhos de guarda.

Qual um senhor de idade de rugas na face, não de preocupação, mas reveladoras de sabedoria e serenidade. Não um jovem cheio de disposição e vigor, mas um senhor que amadureceu por 13 anos para contar essa história.
Nota= 90 pontos.
Custo: Comprado no Carvalho Francês, aqui em Florianópolis, no dia 02/03/2013, ao preço de 98,90 reais.
Muito boa harmonização com um frescal feito ao forno (carne bovina maturada, proveniente de São Joaquim, SC), com batatas e uma salada básica. Nem precisa melhor.

Um Brinde, pessoal! Um abraço a todos.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Vinho Rosé do Velho Mundo

Minha primeira contribuição para a Confraria Brasileira de Enoblogs, da qual tenho orgulho de fazer parte. O tema do mês de Outubro era: Vinho rosé do Velho Mundo sem limite de preço. Como a minha experiência com rosés do Velho Mundo não é das melhores, porque já provei vinhos caros e decepcionantes nesses quesitos,  resolvi escolher em lojas especializadas e também por sugestão dos sommeliers.

         ClaudeVal Rosé 2012
Um rosé francês da Região de Languedoc-Roussillon, produzido por Domaine Paul Mas com as uvas Grenache (50%),  Cinsault (30%) e Syrah (20%).
Chama a atenção logo de início a bonita cor cereja deste vinho, límpido. Aroma floral e de frutas vermelhas como cereja em compota, não muito intenso. Boa acidez, teor alcoólico de 13%, harmônico. Para um dia de verão à beira da piscina, é o que lembra esse vinho, para ser bebido despreocupadamente.
Simples, bem vinificado, nada muito empolgante, mas valeu a experiência.
Nota=84 pontos
Importado para o Brasil pela Decanter, comprado na Loja da Decanter em Florianópolis. Custo= 39,10 reais  




Há melhores exemplares de bons vinhos nacionais e do Novo Mundo nesta faixa de preço, então resolvi apostar em outro, e constatei algo que parece ser uma regra no Brasil: não temos tantos exemplares desses vinhos à nossa disposição no mercado, a não ser franceses. Será? Gostaria de ter encontrado um espanhol ou um italiano, mas...


 Secret de Comptoir Côtes
 de Provence 2012
Vinho rosé da Provence, também composto de Syrah, Grenache e Cinsault. 
De tonalidade laranja, esmaecido. Passa no paladar como vinho branco, mas as notas de frutas vermelhas, não muito intensas, delatam a origem tinta das uvas. Delicado, com uma acidez correta. Não chega a empolgar. Quem deseja um vinho leve, delicado, deverá preferir este.
Álcool a 13% 
Nota=82 pontos
Custo= Importado para o Brasil pela Grand Cru, comprado na loja da Grand Cru em Florianópolis, custou 66,00 reais.






Um pouco decepcionado, mas não completamente derrotado, li no jornal uma matéria que falava dos rosés e recomendava o Prado Rey. Tive que provar.

Prado Rey Rosado 2011

Vinho rosé de Ribera del Duero, uma DOC das mais confiáveis da Espanha. Produzido por Real Sítio de Ventosilla - Pradorey, com 50% de Tempranillo e 50% de Merlot. Passa por 3 meses em barricas de carvalho europeu.
Na taça uma bonita cor cereja, aromas intensos de goiaba e especiarias. Em boca é pleno, denso, confirma os aromas, com boa acidez, um vinho gastronômico, sem dúvida. Álcool a 14%, sente-se bem a presença, potente.
Diferente dos demais, que primam pela leveza, este é um vinho potente e gastronômico. Eu virei fã. Uma excelente opção para recepcionar os amigos e impressionar com um rosé diferente, mas, mais ao estilo do Novo Mundo.
Nota= 93 pontos
Importado para o Brasil pela Decanter, comprado na Loja da Decanter em Florianópolis. Custo= 67,32 reais





Os vinhos não empolgaram tanto, a não ser o último, menção especial ao que provamos no mês passado na confraria para lembrar, do mesmo estilo dos franceses, mas mais aromático e elegante. Valeu muito a experiência, principalmente porque descobri o espanhol, que me impressionou bastante. 
Um Abraço a Todos.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Milcampos viñas viejas tempranillo 2010



Confesso que comprei este vinho pelo lindo rótulo que me foi apresentado quando visitei a Grand Cru em Florianópolis pela primeira vez. Os vinhos da Ribera del Duero sempre chamaram a minha atenção, porque são de um excelente custo-benefício, principalmente, e porque não me decepcionaram em outras vezes que tive oprtunidade de prová-los.
O tempranillo é uma cepa que lembra um pouco os aromas e o gosto da pinot noir da Borgonha (caso do nosso vinho em questão) e está na maioria dos vinhos tintos espanhóis importantes. Em Portugal é cultivada no Douro para produzir o Porto e vinhos de mesa e recebe o nome de Tinta Roriz. Não é particularmente perfumado, eis porque é muitas vezes cortado com uvas mais aromáticas como a Grenache na região de Rioja.
Este vinho é um Tempranillo da Bodega La Milagrosa que, desde 1984 faz parte da Denominação de Origem Ribera del Duero (Espanha). O Milcampos envelhece por 10 meses em barricas de carvalho americano e húngaro, resultando na taça um vinho límpido de coloração rubi, com lágrimas finas e lentas.
Não espere muita intensidade no aroma, que lembra framboesa, morango e certo caráter terroso, mas este vinho no palato é um campeão. De médio corpo, com taninos finos, macios e elegantes é um vinho pronto, não evoluirá com a garrafa. Com acidez moderada, frutado e teor alcoólico de 13,5% é um vinho que pode ser apreciado com carne grelhada e saladas e foi muito bem com queijo brie e figos.
Paguei 48 reais no momento da compra, na Grand Cru (que é quem importa o vinho para o Brasil com exclusividade). Acho difícil encontrar vinho dessa qualidade a esse preço, o que justifica a procura, custando hoje 55,00 reais. Altamente recomendável.
Nota= 92 pontos