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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Excelente Vinho Brasileiro : Guaspari Syrah / Vista do Chá 2012



A sugestão para o post da Confraria Brasileira de Enoblogs deste mês ficou ao meu encargo: Syrah / Shiraz do Novo Mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja desta uva. Provoquei os confrades a postarem sobre a Syrah, um de meus vinhos favoritos, dentre tantos.
Veja o Salvem a Syrah!

África do Sul? Austrália?  Não. O post de hoje é sobre um Brasileiro de estirpe, um puro-sangue corredor comparável a um Hermitage ou a um Côte-rôtie,  Syrahs do Rhône, famosos por sua qualidade.

Produzido pela Vinícola Guaspari em Espírito Santo do Pinhal, cidade paulista quase na fronteira com Minas Gerais. Café que virou uva? Tive que experimentar.




Belo vídeo sobre o Projeto Guaspari:




Vamos ao vinho?



Produzido com 100% de Syrah, do local chamado Vista do Chá. Estagia em barricas de carvalho francês por um período de 12 a 24 meses.

De cor vermelho-púrpura com halo violáceo, lágrimas cor púrpura numerosas, lentas e finas.

Aroma de frutas em compota, amoras, café. Mais linear do que amplo. 

Com boa estrutura em boca, e com personalidade. É macio, caloroso, com taninos finos e de alta qualidade, com boa acidez, exprimindo certa juventude. Intenso e com muito boa persistência. Potente. Proporciona prazer imediato. Álcool a 14% vol. Equilibrado e mais ao estilo Velho Mundo.

Um vinho para ser apreciado com ou sem refeição. Prefira pratos com carne para acompanhamento.

Um vinho espetacular, maiúsculo, de terroir. O melhor syrah do Brasil, sem dúvida, e um dos grandes do mundo. Com estrutura para mais anos de guarda, mas um vinho pronto. Sem exageros, um dos melhores tintos do Brasil. Uma grande surpresa. Prove!



Comprado na Essen Vinhos, de Florianópolis, em 23/05/2016, custou 145,00 reais. Os vinhos também podem ser adquiridos pelo site da Vinícola.

Um Brinde!
http://www.vinicolaguaspari.com.br/Site/php/home.php



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Valpolicella Superiore Ripasso Ca' del Laito 2009



A primeira lembrança que tenho do vinho Valpolicella é da adolescência com a referência em livros de um dos meus escritores favoritos, Ernest Hemingway, como em "Do outro lado do Rio, e Entre as Árvores.", no qual o escritor declara seu amor por este vinho.
"Luminoso, seco, rubi e cordial como a casa de um irmão que você se dá bem."
Ou seja, gostei e admirei o vinho sem antes conhecê-lo realmente, ok? Admito.

O Valpolicella é feito a partir de três cepas diferentes da região: a Corvina Veronese, Molinara e Rondinella.
 O Valpolicella DOC agrupa vários estilos de vinhos tintos: Valpolicella genérico, Valpolicella Clássico, Valpolicella Clássico Ripasso, Recioto della Valpolicella e Valpolicella Amarone.


Resumidamente, o Valpolicella de base é um vinho leve e saboroso, para ser bebido jovem. Nos melhores produtores, os vinhos da zona Clássico tem mais concentração aromática. O Ripasso utiliza as cascas do Amarone em contato com o mosto para agregar concentração e taninos enquanto o Recioto e o Amarone são feitos a partir de uvas selecionadas, postas para secar em celeiros desde a vindima até o mês de janeiro. O Recioto é comparável ao Porto e o Amarone é seco e opulento.

O Ca' del Laito é um Valpolicella Clássico Ripasso, o que significa que as cascas de uvas desidratadas do Amarone foram utilizadas em contato com o mosto do Valpolicella Clássico. Produzido por Azienda Agricola Tomaso Bussola, sendo composto de 45% Rondinella, 40% Corvina, Corvinone, 15% Molinara e outras, com produção total de 15.000 garrafas.

Elaborado com esmagamento das uvas e fermentação com leveduras selecionadas à temperatura ambiente por 10 dias. 5 meses após, 90% do mosto é repassado sob as borras do Amarone por 1 semana, que logo é cortado e amadurecido em tonéis de 700 L de carvalho da Eslovênia, por 17 meses. Clarificação com albumina. Permanência de 3 meses em garrafa antes da comercialização. 
Estimativa de guarda por 10 anos segundo informações da Vinícola.

Vamos ao vinho:
Límpido, coloração bordô com halo cor de tijolo, lágrimas grossas e muito lentas. Aromas de frutas secas, damasco, tabaco e couro. Pouca intensidade olfativa. Em boca revela-se denso, licoroso, quente, com taninos finos e acidez discreta. Sápido no final de boca, com boa persistência. Álcool a 14%.
Parece já ter passado por seu auge, mas gostei do seu refinamento e elegância.
Um vinho que vale muito a pena provar. Melhora com a comida, em nosso caso harmonizamos de forma simples, com frango assado e batatas e saladas diversas. Muito bom.
Comprado na Decanter em Florianópolis, custou 108,00 reais.
Nota= 90 pontos.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Lídio Carraro Agnus Merlot 2011

A proposta para a Confraria Brasileira de Enoblogs do mês de julho foi minha: Vinho tinto nacional sem passagem por carvalho e sem limite de preço.




Com a simplicidade da proposta, tentei envolver os confrades a participar dessa revolução de idéias e ideais que envolvem o fantástico mundo do vinho. Com madeira? Tostadura média? Primeira passagem? Barricas novas de francês ou de americano?

Nada disso.

O objetivo é apenas apresentar a fruta transformada em líquido através da natureza e da mão do vinhateiro e isto aí não é, de maneira alguma, tarefa simples, quando estamos falando de bons produtos. (Eu, como a grande maioria, não sou absolutamente contra o carvalho, só não o aprecio em excesso, mas admito que em alguns vinhos ele dá um toque sublime).

Desconfio, e isto é legal, que todo o confrade quando apresenta sua proposta já tem um vinho especial em mente - comigo, pelo menos foi assim, pois iria a Caxias do Sul e de lá a Bento Gonçalves, então visitei algumas vinícolas, e comprei uns vinhos que achei especiais na Lídio Carraro.  Bettú? Não consegui visitá-lo a tempo. Algum vinho do Marco Danielle? Também não foi dessa vez. Quinta da Figueira, do Rogério Gomes aqui de Floripa? Não pode, porque os vinhos afinam em carvalho. (Espero poder postar em outra oportunidade esses vinhos que também falam da terra, do caráter do homem e da natureza).

Meu vinho do mês para a CBE foi com esse pensamento, o desses loucos improváveis e santos que lutam contra as intempéries munidos destas idéias e ideais, sem mudar ao ritmo da música do momento.
Ih! Acho que deixei o texto muuuuuito comprido, hehe.

Tive a infelicidade de abrir uma garrafa de Lídio Carraro Elos Touriga/Tannat na qual o vinho estava oxidado, solicitei reposição no qual fui prontamente atendido, recebi outra que, bem, também não estava boa, e não publico vinhos que não estejam em condições de serem avaliados. Com isso perdi o tempo de postagem, mas, lendo o blog da Rita Lobo me dei conta de uma coisa: Vinho é para se divertir!
O texto dela é de quem está se divertindo com isso, escrevendo, então perfeição não existe e vamos em frente.
Meu vinho do mês é um Merlot da Vinícola Lídio Carraro, do terroir de Encruzilhada do Sul, terroir este sobre o qual já comentei veja aqui .
 O Agnus é uma linha de entrada da Vinícola, e faz parte desta filosofia purista de apresentar vinhos sem passagem por carvalho. Vamos à prova:
Na taça um vinho de coloração rubi com halo violáceo, lágrimas lentas e grossas. Aromas de média intensidade, vinoso, com frutos vermelhos como framboesa, morango e um agradável toque herbáceo. Leve e macio em boca, confirmando os aromas e a tipicidade da Merlot. Taninos finos, amargor final discreto.
Um bom vinho, acredito que harmonize bem com massas e carnes brancas ou vermelhas sem muito condimento.
Álcool: 13,5%
Comprado na Nostra Adega em Florianópolis, custou 35,00 reais.

Se gostei do vinho? É claro pois não! Muito bom custo-benefício.

Um brinde e um abraço a todos!


sábado, 31 de maio de 2014

Vinhedos do Monte Agudo Chardonnay 2011


O tema deste mês para a CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs) coube ao confrade Victor Beltrami, do Balaio do Victor: "Um vinho branco, de qualquer casta e país, com passagem por carvalho". Seguimos nos brancos!!

Confesso ser um fã da Chardonnay, é uma preferência pessoal, admito. Quando provo um vinho nacional à altura dos importados então, fico mais fã ainda. Mesmo conhecendo a safra 2010, resolvi provar a 2011 e mantive minha opinião: O Vinhedos do Monte Agudo Chardonnay é um dos melhores vinhos brancos do Brasil.


Produzido com 100% de Chardonnay, de vinhedos próprios, localizados em São Joaquim, Santa Catarina. Fermentação alcoólica em tanques de aço inox e amadurecido por 5 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Produção de 4.526 garrafas.

Vinho de cor amarelo dourado, com lágrimas lentas e grossas. Aroma intenso de banana e abacaxi maduro, com um toque elegante de baunilha. Mesmo tendo passado por madeira, nâo perde os caracteres da fruta. Muito intenso no palato, amplo, untuoso, com notas amanteigadas. Boa acidez e mineralidade. Equilibrado. Álcool a 13,1%.
Um vinhaço. Altamente recomendável.




Comprado no dia 14/05/2014 no Supermercado Hippo de Florianópolis, custou 63,34 reais.
Nota= 93 pontos


Este quadro minha esposa fez questão de colocar na sala!
Um Brinde!

domingo, 4 de maio de 2014

Grans-Fassian Riesling Mineralschiefer Trocken 2011



Minha quinta postagem para a CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs), cujo tema do mês foi da confrade Evelyn Fligeri, do tacaserolhas.blogspot.com.br :  Vinho elaborado com Riesling, de qualquer região e em qualquer faixa de preço. Confesso que me deu um trabalhinho, hehe.
Como conheço poucos vinhos Riesling procurei como alternativa provar um vinho seco (Trocken).

Desde a década de 70, o termo "trocken" - literalmente "seco" em alemão - refere-se a um vinho que contenha no máximo 4g/l de açúcar residual, ou até 9 g/l se a acidez acompanha de perto o acréscimo de açúcar, permanecendo até no máximo 2 g/l de distância da doçura. Ou seja, se um branco "trocken" contém 9 g/l de açúcar, ele deve conter no mínimo 7 g/l de acidez total expressa em ácido tartárico. Atualmente, os vinhos secos respondem por aproximadamente 1/3 da produção total do país.

A família Grans ostenta 390 anos de tradição na elaboração de vinhos do Mosel. Com dois mil anos de história vitivinícola, o Vale do Mosel possui belas paisagens, caracterizado pelas encostas íngremes de ardósia. O clima extremamente frio proporciona um longo amadurecimento às uvas.

O Mineralschiefer 2011 é produzido na aldeia de Leiwen, no Mosel, com 100% de uva Riesling, não estagia em madeira e apresenta teor alcoólico de 12% v.v.

Na taça é um vinho de cor amarelo- esverdeada, lágrimas lentas e grossas. Aroma sutil de pêssego, um toque vegetal e floral (flores brancas) e petróleo. Em boca é  fresco, mas de leve acidez, final de boca claro e muito mineral, que retoma os aromas, muito persistente, equilibrado. Com um dulçor ao qual não estou acostumado quando o assunto é vinho branco, mas que faz pensar em uma harmonização com a cozinha oriental, sem dúvida e foi o que fizemos: sushis e peixe harmonizaram muito melhor do que com bolinhos de bacalhau. Um vinho para ser apreciado mesmo sem acompanhamentos. Uma experiência bem diferente, muito boa.

Importado para o Brasil pela Decanter, comprado na loja da Decanter em Florianópolis, em 05/04/2014.
Preço: 110,00 reais.


terça-feira, 1 de abril de 2014

Señorio de Guadianeja Tempranillo Gran Reserva 2001

Que bom que a sugestão para a CBE deste mês foi: Vinhos Evoluídos! Safras anteriores a 2004, (com pelo menos 10 anos de idade), do confrade Luis Cola, porque assim tive uma boa desculpa para abrir um Tempranillo de 2001, que havia comprado há 1 ano e não via oportunidade de provar. Outros confrades devem ter feito o mesmo, abrindo suas adegas e tirando lá do fundo suas preciosidades...
Já postei outro vinho da uva Tempranillo, acesse aqui,e queria uma oportunidade para abri-lo, em especial.



Produzido por Vinícola de Castilla na DO de La Mancha, que constitui o maior grupamento vitícola não só da Espanha, mas do planeta, porém é pouco expressiva em termos de qualidade comparado às outras regiões mais famosas, como Rioja, Priorat ou Ribera del Duero.
O Señorio é realmente é um vinho com vocação para a guarda, já que em sua elaboração utiliza-se 36 meses de passagem em barrica de carvalho americano e no mínimo 36 meses na garrafa, antes da comercialização.

Como uma revisão quanto à Legislação e ao afinamento do vinho na Espanha temos:

Crianza: Envelhecimento por um mínimo de 2 anos depois da colheita - pelo menos 6 meses (12 em Rioja e Ribera del Duero) devem ser em carvalho.

Reserva: 3 anos de envelhecimento (ao menos 1 em carvalho e 1 em garrafa)

Gran Reserva: Vinho selecionado envelhecido por pelo menos 18 meses em carvalho e 42 em garrafa.

De cor vermelho-terracota com halo cor de tijolo, lágrimas lentas e grossas. Aromas de mel, chá preto, especiarias, notas de café e frutas vermelhas discretas ao fundo. Em boca tem boa acidez e é elegante, confirmando os aromas. Um vinho quente, álcool a 13%, bem integrado. Taninos maduros e pouco ásperos, talvez pela idade, de boa persistência no final de boca. 
Um vinho diferente, de boa evolução e uma experiência interessante avaliar o que os anos fazem com os vinhos de guarda.

Qual um senhor de idade de rugas na face, não de preocupação, mas reveladoras de sabedoria e serenidade. Não um jovem cheio de disposição e vigor, mas um senhor que amadureceu por 13 anos para contar essa história.
Nota= 90 pontos.
Custo: Comprado no Carvalho Francês, aqui em Florianópolis, no dia 02/03/2013, ao preço de 98,90 reais.
Muito boa harmonização com um frescal feito ao forno (carne bovina maturada, proveniente de São Joaquim, SC), com batatas e uma salada básica. Nem precisa melhor.

Um Brinde, pessoal! Um abraço a todos.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Reserva Momentos Assemblage 2010

A missão para a CBE deste mês era: Vinho branco de corte de qualquer faixa de preço, sugestão do confrade Deco Rossi.
Fui em busca de algo diferente e resolvi arriscar com os vinhos do Armazém Conceição, um empório e importadora que eu não conhecia. 
Por sugestão da casa, saí com 3 opções de vinhos brancos, um de corte, o qual posto aqui. (O que me entusiasmou foi o corte de Chardonnay com Sauvignon Blanc, que, mesmo em pequenas proporções, faz imaginar se isto é possível em um grande vinho).


Produzido pela Viña La Junta no Vale de Curicó, Chile, fundada no ano de 2009. Um corte de 65% Viognier, 26% Sauvignon Blanc e 9% de Chardonnay.
Parte dos varietais passa por madeira, mas no site da Vinícola não especificam isto. 
De cor amarelo-palha brilhante, com lágrimas grossas e lentas. Aroma inicialmente a cítricos, notas tropicais e pêssego em calda. No palato é amplo, quente, harmônico. Álcool a 13,5%.
Não encontrei de outra safra e com certeza ofereceria mais se fosse mais jovem, mas cumpre o papel de entrada, ou para escoltar um prato de peixe.
Nota= 85 pontos
Custo= 39,90 reais.
Um abraço a todos e bons vinhos pela frente!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Vinho Rosé do Velho Mundo

Minha primeira contribuição para a Confraria Brasileira de Enoblogs, da qual tenho orgulho de fazer parte. O tema do mês de Outubro era: Vinho rosé do Velho Mundo sem limite de preço. Como a minha experiência com rosés do Velho Mundo não é das melhores, porque já provei vinhos caros e decepcionantes nesses quesitos,  resolvi escolher em lojas especializadas e também por sugestão dos sommeliers.

         ClaudeVal Rosé 2012
Um rosé francês da Região de Languedoc-Roussillon, produzido por Domaine Paul Mas com as uvas Grenache (50%),  Cinsault (30%) e Syrah (20%).
Chama a atenção logo de início a bonita cor cereja deste vinho, límpido. Aroma floral e de frutas vermelhas como cereja em compota, não muito intenso. Boa acidez, teor alcoólico de 13%, harmônico. Para um dia de verão à beira da piscina, é o que lembra esse vinho, para ser bebido despreocupadamente.
Simples, bem vinificado, nada muito empolgante, mas valeu a experiência.
Nota=84 pontos
Importado para o Brasil pela Decanter, comprado na Loja da Decanter em Florianópolis. Custo= 39,10 reais  




Há melhores exemplares de bons vinhos nacionais e do Novo Mundo nesta faixa de preço, então resolvi apostar em outro, e constatei algo que parece ser uma regra no Brasil: não temos tantos exemplares desses vinhos à nossa disposição no mercado, a não ser franceses. Será? Gostaria de ter encontrado um espanhol ou um italiano, mas...


 Secret de Comptoir Côtes
 de Provence 2012
Vinho rosé da Provence, também composto de Syrah, Grenache e Cinsault. 
De tonalidade laranja, esmaecido. Passa no paladar como vinho branco, mas as notas de frutas vermelhas, não muito intensas, delatam a origem tinta das uvas. Delicado, com uma acidez correta. Não chega a empolgar. Quem deseja um vinho leve, delicado, deverá preferir este.
Álcool a 13% 
Nota=82 pontos
Custo= Importado para o Brasil pela Grand Cru, comprado na loja da Grand Cru em Florianópolis, custou 66,00 reais.






Um pouco decepcionado, mas não completamente derrotado, li no jornal uma matéria que falava dos rosés e recomendava o Prado Rey. Tive que provar.

Prado Rey Rosado 2011

Vinho rosé de Ribera del Duero, uma DOC das mais confiáveis da Espanha. Produzido por Real Sítio de Ventosilla - Pradorey, com 50% de Tempranillo e 50% de Merlot. Passa por 3 meses em barricas de carvalho europeu.
Na taça uma bonita cor cereja, aromas intensos de goiaba e especiarias. Em boca é pleno, denso, confirma os aromas, com boa acidez, um vinho gastronômico, sem dúvida. Álcool a 14%, sente-se bem a presença, potente.
Diferente dos demais, que primam pela leveza, este é um vinho potente e gastronômico. Eu virei fã. Uma excelente opção para recepcionar os amigos e impressionar com um rosé diferente, mas, mais ao estilo do Novo Mundo.
Nota= 93 pontos
Importado para o Brasil pela Decanter, comprado na Loja da Decanter em Florianópolis. Custo= 67,32 reais





Os vinhos não empolgaram tanto, a não ser o último, menção especial ao que provamos no mês passado na confraria para lembrar, do mesmo estilo dos franceses, mas mais aromático e elegante. Valeu muito a experiência, principalmente porque descobri o espanhol, que me impressionou bastante. 
Um Abraço a Todos.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Salton Gamay 2013


A sugestão para o post da CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs) deste mês foi do confrade Silvestre, do blog Vivendo a Vida: "Vinho da uva Gamay livre de preço e país".
Algumas considerações são válidas para esta que é a cepa que produz um dos vinhos tintos leves mais célebres do mundo.
A gamay produz um vinho tinto que é excepcionalmente frutado, fresco e pouco alcoólico. É mais conhecida como a uva que dá origem ao Beaujolais Nouveau, um vinho jovem e frutado, feito e engarrafado imediatamente após a vindima de Beaujolais, Borgonha. Nos vinhos produzidos com Gamay, o caráter da cepa predomina.
Caracteristicamente conhecido como um vinho que deva ser bebido jovem, alguns vinhos de Beaujolais, das melhores safras, podem envelhecer muito bem.



Resolvi provar um vinho nacional, muito popular, produzido pela Vinícola Salton em Bento Gonçalves com 100% de uvas Gamay.

Coloração bordô pouco intensa, límpido, lacrimoso, pernas finas e lentas.

Aroma frutado, inicialmente framboesa e morango, também banana e pêssego maduro.
Delicado, jovem, com baixa acidez e pouco tânico. Bom volume. Leve e com certo dulçor, mas não enjoativo.

Muito bem vinificado, um belo conjunto, harmônico, álcool a 12%. Bela surpresa.

Comprado no Supermercado Angeloni em Florianópolis, ao custo de 28,50 reais.

Nota=89 pontos.
Como sempre acho que uma boa apresentação é indispensável, não posso deixar de exaltar o lindo rótulo deste vinho,  A Colheita da Uva, do meu conterrâneo de Caxias do Sul, Victor Hugo Porto, cujo trabalho vale a pena ser (re)conhecido. A imagem fala por si só. Parabéns.


Um brinde!