Mostrando postagens com marcador Argentina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Argentina. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de maio de 2020

Fabre Montmayou Reserva Cabernet Franc 2017

Provei este Cabernet Franc por ocasião de uma live com o Eduardo Araújo, educador em vinhos aqui de Florianópolis, e por ocasião do aniversário do seu pai Fernando, que foi quem escolheu o vinho. Tempos difíceis esse da pandemia de coronavírus , mas de certa forma celebramos em uma segunda feira de maio o aniversário desse nosso amigo. A degustação foi às cegas, o vinho veio embalado e com a rolha trocada, para que não se tivesse informações prévias mesmo.

A Cabernet Franc em Mendoza sempre surpreendendo, e já consolidada como uma das melhores cepas adaptadas a esse lugar.

Produzido por Bodegas Fabre em Luján de Cuyo, Mendoza, com 100% de Cabernet Franc. Esta vinícola possui vinhedos e vinhos de duas regiões : Mendoza e Patagônia . Tem como filosofia uma vinificação moderna aliada ao respeito pelo terroir e uso do carvalho sem exageros. 60 % deste Cabernet Franc estagiou em barricas de Carvalho francês. É de propriedade de Hervé Joyaux Fabre, um francês nascido em Bordeaux e que trouxe a filosofia de sua família, negociantes de vinho, para Mendoza.


De cor rubi médio com reflexos violáceos. Aromas de média intensidade , mais pronunciados, de evolução jovem, inicialmente frutas vermelhas como framboesa e cereja maduros, húmus . Com o evoluir na taça surgem pronunciados aromas de frutos negros como amora e cereja, chocolate e cassis. Em boca é seco com boa acidez, taninos finos e granulados, álcool alto. De bom corpo em boca, remetendo aos aromas já descritos de frutos negros e chocolate, com uma intensidade pronunciada e longo final. Um vinho muito bom, que pode ser bebido agora mas tem potencial para envelhecimento. Elegante, potente e com boa complexidade.

Preço : R$ 100,00 em maio de 2020, adquirido como dito antes, para esse evento do Wine Pub de Florianópolis. Fiquei curioso para conhecer os outros vinhos desse produtor. Saúde !!


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Estiba I Tempranillo Rosado 2015

O vinho de hoje é um Tempranillo rosé argentino, o que soa um pouco diferente (Um Tempranillo fora da Espanha, e um rosé da América do Sul).



Há 2 maneiras de se fazer vinho rosé:

1) Por Prensagem direta das uvas: Na fase do desengace das uvas faz-se o esmagamento colocando-se na prensa em baixa temperatura. Prensa-se lentamente e, a partir daí, este mosto rosado vinifica-se como os vinhos brancos. (Muitos vinhos da Provence)

2) Por sangria: Após o desengace faz-se uma maceração curta, uma "sangria do tanque", uma retirada do suco após breve contato com as cascas, e este mosto rosado vinifica-se como branco. (Vinhos de outras partes do Mundo)

O Estiba I é feito com maceração do mosto com as cascas por 24 horas, e, após contato com as leveduras, fermenta a 17°C durante 25 dias em aço inox, portanto é um rosé de sangria.



Não passa por carvalho, o intuito aqui é apresentar um rosé fresco e frutado. Na taça um vinho cor salmão, pouco fluido, aroma a frutos vermelhos, cereja, pouco intenso. Ligeiro em boca, confirma os aromas, baixa acidez, final curto. Álcool a 13,5%. Um vinho simples. Lembro de já tê-lo provado em outra ocasião e o achei melhor, talvez uma safra mais recente justificaria a compra.
Temperatura de serviço: 11 a 13°C
Comprado no Mercado Hippo em Florianópolis, custou 62,90 reais.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.

Saúde!

http://www.bodegasesmeralda.com.ar/bodega/bodega.html


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Piattelli Capricci Torrontés 2014

E de volta ao Zucca Gastrô, após uma pausa no blog em dezembro, mas reanimado para um novo ano e novos vinhos, com a mesma paixão.

O vinho de hoje é da uva Torrontés de Salta, Argentina. Futuramente será necessário dizer Torrontés de Salta, assim como Bonarda Argentina? Pois esta uva branca tem se destacado tanto no país vizinho que já penso em escrever desta forma também.


Cepa originária da Galícia (Espanha), e difundida nos países de colonização espanhola. Sendo transplantada para a Argentina, é na Província de Salta que, reconhecidamente exprime todo o seu potencial.

Origina brancos muito aromáticos, mas bem secos de sabor.



O Capricci é produzido pela Piattelli Vineyards com 100% da cepa Torrontés.

Na taça um vinho de cor amarelo-palha, lágrimas lentas e grossas.
Aroma intenso, muito perfumado, como uma boa Torrontés sabe ser. Floral intenso, herbáceo e cítrico.

Em boca é harmônico, fresco e com boa acidez, picante no final de boca. Elegante, suave e potente. Graduação alcoólica de 14%. Sirva na temperatura ideal dos brancos frutados secos: 6 a 8 °C

Uma boa opção aos Torrontés mais simples.

Adquirido no Emporium Nostra Adega de Florianópolis, custou 65,00 reais.

Outras sugestões de rótulos: Etchart Privado Torrontés e Crios de Susana Balbo Torrontés, os dois de muito bom custo-benefício.


Importado para o Brasil pela Vinhos do Mundo.
Um brinde e um Feliz 2016 para todos nós!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Mais um Mendocino de Respeito: Tito Zuccardi Paraje Altamira 2012



O passeio à Bodega Familia Zuccardi, em Maipú, Mendoza, é uma grande experiência.


Geralmente os grupos ficam para um almoço harmonizado, os vinhos com a comida típica de Mendoza, como os famosos empanados recheados com carne e cortes de carne argentinos clássicos.



E a vinícola também é famosa pela experimentação e cultivo de castas não tão conhecidas. Uma busca pela inovação, que é sempre bem vinda no Universo do Vinho.



E, nesta busca, encontramos uma grata surpresa: O Tito Zuccardi é produzido desde 2010, sendo feito com uma mescla de variedades clássicas com outras não-tradicionais, e com diferente concentração a cada ano, na tentativa de exprimir um terroir específico da região do Vale do Uco.

O 2012 é um blend das castas Malbec (66%), Cabernet Sauvignon (12%), Ancellotta (12%) e Caladoc (10%), variedades cultivadas em Paraje Altamira, no Valle do Uco. Estagia por 12 meses em barris de carvalho novos e  usados.

Um vinho vermelho-púrpura, denso, com lágrimas lentas e grossas.
Aromas intensos de frutas vermelhas maduras, groselha, amora e chocolate. Em boca é sedoso, suculento, com taninos doces, redondos e que preenchem o palato. Longo final de boca. Potente, mas elegante. Um vinho fácil e pronto para beber, acredito que está no auge. 
No momento estou apreciando mais os blends, acho que a maciez da Malbec é enriquecida com as outras castas, que lhe emprestam outros sabores e aromas.
Álcool a 15%.
Nota= 92 pontos
Preço= O 2010 custa R$ 298,00 reais no site da Ravin


http://www.zuccardiwines.com/home


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Norton Lote - 2009

Um bom exercício para os sentidos é fazer degustação às cegas. Outro dia fizemos com vinhos Malbec, da Bodega Norton, de vinhedos de alturas, regiões e idades diferentes, portanto de terroirs diversos. Sabíamos de antemão que era Malbec e que tinham a mesma passagem por barrica (não foi tão às cegas assim).

Valeu, pois eram vinhos diferentes, e realçou as preferências pessoais de cada um dos presentes. O vinho realmente é uma aula. Uma aula de experiências, de humildade, de paciência e também de sabedoria.

A Argentina, mais especificamente Mendoza, também procura uma identidade para a sua Malbec dentro do próprio território. Ainda é um desafio expressar os diferentes "terroirs" dentro de uma mesma região, como bem fazem os europeus. Esta é uma tentativa da Norton de apresentar aos consumidores os seus vinhos de diferentes regiões, vinificados da mesma maneira, para que possam ser apreciadas as diferenças de cada um.

De forma geral, são vinhos potentes, com taninos macios e com boa tipicidade. Mendocinos a não poder mais.

Vinho 1 - Lunlunta - Maipú - Mendoza Lote L-109
Idade do Vinhedo: 82 anos, Altura: 950 m Crianza: 16 meses
Aroma a frutos vermelhos e do bosque, abrindo para baunilha e chocolate. Boa estrutura em boca.
Álcool a 14,8%.

Vinho 2- Agrelo - Luján de Cuyo - Mendoza Lote A-109
Idade do Vinhedo: 92 anos, Altura: 960 m Crianza: 16 meses
Um vinho com estrutura parecida com os outros, mas de maior personalidade e complexidade aromática. Muito boa persistência. Minha preferência foi este. Álcool a 14,9%.

Vinho 3- La Colonia - Luján de Cuyo - Mendoza Lote LC-109
 Idade do Vinhedo: 15 anos, Altura: 960 m Crianza: 16 meses
Similar ao vinho 1, mas mais harmônico. Álcool a 14,9%.

Para saber mais:
http://www.norton.com.ar/vinoIntro.php?idVinoTitulo=40

Não fiquei sabendo o preço, pois foi um jantar na casa de amigos.

Saúde!!



sábado, 16 de maio de 2015

Tikal Amorio Malbec 2011

Atualmente, uma carta de vinhos em qualquer restaurante do Mundo, deveria incluir pelo menos dois ou três rótulos de Malbec proveniente da Argentina.

A Malbec argentina é apreciada mundialmente, mesmo. Se você acha um exagero, pense no fato de esta casta, proveniente de Cahors, França, ser ignorada até em seu centro tradicional ( e, em consequência, mais ou menos banida de Bordeaux). Some-se ao fato de não haver muitos países produtores que a difundem. Isto também ajudou a Malbec argentina a alçar fama, mas foi sua adaptação perfeita no País, mais precisamente na região de Mendoza é que fez com que se consagrasse a nível mundial.

É uma uva sensível, de casca fina, que sofre com as mudanças bruscas de temperatura, mas que suporta bem o calor e o clima árido. (condições climáticas de Mendoza).

Tikal Amorio 2011

Produzido por Ernesto Catena em Tunuyán, Luján de Cuyo, Mendoza, com 100% da uva Malbec.

Matura por 12 meses em barricas de carvalho francês, 30% novas. É engarrafado sem colagem, nem filtração, com a intenção de extrair o máximo da fruta.

Um vinho de cor vermelho púrpura, lacrimoso, na taça pernas lentas e grossas.

Aroma intenso de cereja em compota e framboesa, com acidez refrescante e taninos doces e redondos. Madeira na medida certa, sem se sobrepor à fruta. Carnoso, suculento, rico em sabores e aromas. Um vinho linear, sem rodeios, como um bom Malbec deve ser.
Prove-o e assegure-se de estar com um bom exemplar de uma cepa e seu terroir emblemático. Típico.
Deve melhorar ainda mais com a guarda. Um grande vinho.
Álcool a 14%
No site da Mistral o 2010 custa 122,48 reais

https://www.facebook.com/ernestocatenavineyards





terça-feira, 7 de abril de 2015

Chardonnay: A Rainha das Brancas

Dando sequência às postagens para o Zucca Gastrô, desta vez apresento novamente uma rainha de respeito, a representante das brancas: a uva Chardonnay.

A uva Chardonnay é considerada a "rainha das brancas" , sendo a cepa branca mais popular do mundo e considerada a melhor em termos de qualidade do vinho produzido.  Fornece vinhos encorpados, com acidez de mediana a baixa, persistentes, complexos, amendoados e longevos. Sua estrutura é propícia para passagem por barricas de carvalho. Tem papel fundamental no Champanhe e quando vinificada isoladamente dá origem aos "Blanc de blancs".

A admirável capacidade de adaptação da Chardonnay a diferentes climas (assim como no caso da tinta Cabernet sauvignon) garantiu a sua popularidade e versatilidade, já que responde à mais ampla variedade de técnicas de vinificação e dos estilos de cada vinho branco varietal. Seu sabor varia drasticamente do adstringente e metálico ao intenso e tropical dependendo de onde é cultivada e das técnicas de vinicultura empregadas. Pode ser vivaz, incisiva e mineral; ou suave, cremosa e intensa; por vezes untuosa e encorpada.

Em climas mais frios surgem sabores de frutas verdes, passando a frutas tropicais em regiões mais quentes. 





Os franceses da Borgonha elevaram a Chardonnay ao nível de estrela e protagonista ao elegê-la como praticamente a única uva branca para a produção de seus vinhos. veja aqui


Trouxe 2 representantes:


DV Catena Chardonnay - Chardonnay 2014
Produzido pela consagrada Vinícola Catena Zapata em vinhedos presentes em 2 diferentes microclimas de Mendoza, Argentina, (Agrelo, a 940 metros de altura e Villa Bastías, a 1150 metros) - no intuito de extrair as melhores características de cada região. Álcool a 13,5%.

Um vinho de cor amarelo-palha com halo verde, aroma a cítricos, abacaxi, pêra, um toque mineral. Discreta intensidade olfativa, mas um vinho que expressa muito bem a fruta, bem equilibrado. Em boca tem clareza, é correto, com boa acidez. Elegante. Final com certo dulçor, mas não é enjoativo. Com muito boa tipicidade, por isso o escolhi para esta postagem. Servir a 8-10ºC

Harmonizamos com tábua de frios e algo de que muito gosto com vinho branco, frutas como manga, figo e ameixa.
Por não ter muita estrutura, serve muito bem como entrada.
No mercado brasileiro o valor desta garrafa está por volta de 100,00 reais.
Provado em 27/03/2015






 Villa Francioni Chardonnay 2013
Produzido pela Villa Francioni em São Joaquim-SC

Um belo representante dos nacionais,  este Chardonnay é um vinho de cor amarelo ouro, apresentando na taça pernas lentas e grossas. Aromas a abacaxi, baunilha, manteiga e cedro. Estes, devido ao seu estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês.

Confirma em boca, com uma acidez bem presente, untuoso. Vivaz e elegante, embora o carvalho se sobressaia em demasia. Servir a 8-10ºC.

Não é da mesma qualidade que o excelente Lote I (até porque este não existe mais), mas bem representa a Chardonnay na terra brasilis.
Álcool a 13,0%
Provado em 29/03/2015
Comprado em São Joaquim - SC, custou 65,00 reais



Algumas sugestões para os vinhos de Chardonnay (lembrando que o gosto pessoal terá sempre a última palavra):

Salada de frango fria
Risoto com verduras (ex:aspargos) ou peixe
Massa com peixe ou frutos do mar
Preparações com frutos do mar (crus ou cozidos)
Peixes na grelha (tão diversos como truta, salmão), ou cozidos
Carnes brancas de frango
Queijos frescos e/ou azuis (com mofos)

Enfim, uma cozinha variada, indo da simples à elaborada. Aproveitem a versatilidade desta Rainha!



Um dia de calor na Toscana. Uma paradinha na Tenuta Trerose para provar um Chardonnay.

Why not?


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Linda Flor Petite Fleur 10 años Malbec

"Tenho (bem mais do que) 25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul, por força deste destino, um tango argentino me vai bem melhor que o blues". Foi no embalo de A Palo Seco, do Belchior, que provei o Linda Flor Petite Fleur Malbec.

Há muito tempo não ouvia essa música, e parece que veio a calhar, já que pela proximidade com a Argentina me ponho a provar mais Malbecs do que Zinfandéis e Chardonnays barricados da Califórnia.



O Petite Fleur faz parte da primeira linha de vinhos da Bodega Monteviejo (mais um projeto de franceses que se estabeleceram em Mendoza para produzir vinhos. Também fazem parte do projeto Clos de Los Siete, sendo proprietários de vários chateaux na França, inclusive do famoso e conceituado Chateaux Le Gay em Pomerol).
Produzido no Valle do Uco, Mendoza, Argentina. Passa por 12 meses em barricas de carvalho francês e repousa em garrafa por 6 meses antes da comercialização. Álcool a 14,5%.

De coloração rubi com halo violáceo, límpido, lacrimoso. Bouquet com média intensidade de corpo, amplo, refinado, com aroma de ameixa madura, chocolate, mas também herbáceo e floral. Em boca é harmônico, tânico, com boa acidez e discreta sapidez e mineralidade. Eu apreciei muito principalmente por ser incomum, sem tantos aparos de arestas como seus pares, e respeitando o terroir. Altamente recomendável.

Preço não disponível atualmente. No momento sem importação para o Brasil, pelo que pude apurar.
Nota= 90 pontos

sábado, 18 de outubro de 2014

Rutini Cabernet Malbec 2012


A Bodega La Rural produz o Rutini e está localizada em Maipú, Mendoza. Possui um belo museu que vale a pena ser conhecido, e, se a visita se estender demais e for muuuuuuuito longa, dá para escapar dali e beber um vinho na sombra de alguma árvore, hehe.




O vinho de hoje é um corte com 50% Malbec e 50% Cabernet sauvignon. Afinamento em carvalho francês e americano de primeiro uso por 12 meses e graduação alcoólica de 13,9% Vol.


De coloração rubi com halo violáceo, denso.  Aromas a frutos vermelhos e baunilha. Em boca os taninos são macios, um vinho fácil de beber, a  Malbec contribuindo com acidez e fruta madura e a Cabernet Sauvignon com a uma boa estrutura de taninos e  dulçor.

Um vinho bem vinificado,  sem arestas,mas não é apenas isso que estamos procurando. Poderia trazer algo mais do terroir onde foi feito e poderia apresentar um pouco mais pelo valor que é comercializado no Brasil (90 a 106 reais).

De qualquer forma penso que é um desafio para as vinícolas fazer vinhos únicos e sem tanto apelo comercial. Na minha opinião não tem bom custo-benefício, porque, como já foi dito, poderia ser mais barato.

Nota= 88 pontos.

Barda Pinot Noir 2012

Uma vinícola de pequena produção na Patagônia, a Bodega Chacra foi criada em 2004 quando um terreno abandonado com videiras de Pinot Noir, plantadas em 1932, foi adquirido. São produzidos 2 vinhos de Pinot Noir de vinhas velhas e o Barda, que foi concebido com a idéia de ser um "segundo vinho", sendo uma mescla dos vinhos de um só vinhedo da propriedade, assim como de uma área recém plantada na propriedade original, de 1932. Além destes 3 rótulos, há um outro, de Merlot.





O Barda ( trad: encosta íngreme), envelhece por 12 meses em barricas de carvalho francês e tem álcool a 13,3% Vol.  

Na taça um vinho de bonita cor rubi translúcido,  pouco fluido, com aroma intenso de cereja e framboesa. Confirma os aromas no palato,com taninos finos e muita fruta. De personalidade clássica, mas bem ao estilo Novo Mundo, delicado e potente. O álcool se sobressai, destoando um pouco o conjunto. Sirva um pouco mais resfriado, à 12°C. Acredito que vá evoluir na garrafa podendo ser guardado por alguns anos.

Preço= No Brasil, por volta de 140,00 reais

Nota= 89 pontos




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Vistalba Corte C 2009


Havia provado o "Vistalba Corte A" com alguns amigos em um churrasco e me impressionei muito com este vinho. Me pareceu algo como "o melhor entre os melhores" de um dia em que provamos excelentes tintos, e resolvi conhecer um pouco mais da Vinícola Vistalba, mas, a partir de um vinho mais simples, o Corte C, vinho este que provo aqui:

Fundada em 2002 e de propriedade de Carlos Pulenta, a Vinícola Vistalba está localizada em Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina. Os vinhos da Linha Vistalba são produzido com uvas colhidas manualmente, depositados em cubas de fermentação de cimento (prática antiga que volta à atualidade pela praticidade e bons resultados). Incorpora-se então técnicas muito modernas como controle computadorizado de temperatura nestas mesmas cubas associado aos métodos tradicionais de afinamento do vinho posteriormente em barricas de carvalho.


O corte C 2009 é produzido com 79%  de Malbec e 21% de Cabernet Sauvignon. 20% do vinho estagia em barricas de carvalho francês por 12 meses, e seis meses em garrafa antes da comercialização.

Na taça um vinho de cor rubi com halo violáceo, límpido, densa fluidez. De boa persistência olfativa, com aromas de cerejas, alcaçuz, pimenta-do-reino e notas animais como couro.  Harmônico. Boa persistência em boca, prazeroso, embora tenha um dulçor que cansa um pouco. Álcool a 14,5%.

Acompanhamento perfeito para carnes vermelhas. De nossa parte harmonizamos com tábua de queijos, presunto Parma e pães. 

Importado por Domno do Brasil.

Nota= 88 pontos
Custo= Comprado no Emporium Nostra Adega em Florianópolis, custou 60,00 reais.
Um Brinde a todos!



quarta-feira, 5 de março de 2014

Grand Cru Florianópolis 21/02/2014

Quando alguns queridos amigos vieram nos visitar programamos um jantar na Grand Cru, uma conhecida importadora de vinhos perto de onde moramos. Que especial!
 O jantar estava excelente, a companhia melhor ainda, e os vinhos.... bem, os vinhos foram uma experiência interessante, por assim dizer.
Na sequência do serviço:

Vinho 1: Ornellaia Le Volte Bolgueri
Toscana IGT
50% Merlot, 30% Sangiovese, 20% Cabernet sauvignon
10 meses em barricas de 2 a 4 anos de uso.
Esperava mais desse vinho, já que sou fã declarado dos italianos. Me pareceu mais como um varietal sangiovese, mais simples, embora minha esposa tenha apreciado este. Achei um vinho vertical nos aromas, com boa acidez, , fácil de beber, mas nada muito empolgante.
Preço: 167,00 reais



Vinho 2: Matetic Corralillo Syrah
Vale de San Antonio- Chile.
12 meses maturando em barricas de carvalho francês. Aromas intensos de frutos vermelhos, violeta e especiarias. Taninos potentes com muito corpo, quente. Um vinho intenso, mas elegante. Não pareceu-nos ser um chileno, por não ser típico, essa foi a idéia de todos. Muito bom. Recomendável, claro. Decantar melhora o vinho.
Preço: 106,00 reais



Vinho 3: Zorzal Field Blend 2010
Valle do Uco - Argentina
70% Cabernet sauvignon e 30% Malbec mescladas no mesmo vinhedo e vinificadas em conjunto. 22 meses em barricas de carvalho francês.
Álcool a 14,5%
 Um vinho para ser decantado, porque de início o carvalho sobressai, mas evolui muito bem na taça. Muita fruta madura, folhas verdes, mentol e tabaco, especiarias. Muito elegante. Um vinho de terroir, é o que é. Recomendadíssimo. O vinho da noite em minha opinião.
Outro que se beneficia muito com o decanter.
Preço: 155,00 reais




Vinho 4: Zorzal Gran Terroir Malbec 2011
Valle do Uco- Argentina
13 meses em barricas de carvalho francês e americano de segundo e terceiro uso.
Álcool a 13,8%.
Por ser um Malbec diferente, sem aquele ataque e maciez característicos, mas com uma elegância e acidez marcantes, eu gostei muito. Não espere muito nos aromas, mas em boca é que cativa. Gastronômico.
Preço: 93,00 reais



Em resumo: Grandes Vinhos, Grande Companhia, Jantar Memorável (Mais Um!!).
Um Brinde!



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Toca da Garoupa

Um dos restaurantes que eu mais tinha vontade de conhecer aqui na Ilha, o Toca da Garoupa é dos mais tradicionais de Florianópolis. Com uma clientela assídua, desfruta de grande prestígio entre os moradores e os que de fora vêm para provar os pratos de peixes e frutos do mar, pratos estes aprimorados durante os anos de atividade da casa.
Fomos, eu e minha esposa, no sábado dia 01/02/2014, e encontramos um ambiente muito agradável, com funcionários atenciosos e cordiais.


De entrada um vinho branco para acompanhar os pratos. Queríamos provar um vinho aqui de SC, o Monte Agudo Chardonnay, mas infelizmente não foi desta vez, porque estava em falta. A pedida então, sugestão do site Veja Comer e Beber SC e foi um argentino Chardonnay Doña Paula Los Cardos, que harmonizou bem com a comida.

De entrada pedimos coquile de camarão, uma delícia (a imagem fala por si só).


Prato principal: Peixe (Cherne) ao molho branco com aspargos, maravilhoso:

E os acompanhamentos: arroz com curry e batata sauté: 
 Ficamos imaginando o que seria o coquile de siri de entrada e o camarão na moranga, mas essa fica para a próxima ( os glutões sempre ficam imaginando a próxima).
Resumo da Ópera: O vinho custou 75 reais, pedimos 2 águas e cafés e o custo total foi de 223,85 reais.
Venha com fome porque os pratos servem muito bem.
Altamente recomendável.
Um abraço e até a próxima!
http://www.tocadagaroupa.com.br/index/
Rua Alves de Brito, 178, Florianópolis.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Confraria 29.01.2014


Reunião mensal da Confraria na casa do anfitrião do mês, confrade Darley, em uma noite agradável e de muito calor.

De entrada o espumante .NERO da Domno, branco e rosé.


Churrasco caprichado assado pelo Chico aqui de Florianópolis.

A proposta era: Degustação às cegas de dois vinhos tintos, que rendeu muita e boa conversa.


O primeiro parecia ser mesmo um vinho do Novo Mundo com um blend de uvas. Taninos macios, equilibrado, aromas a frutos vermelhos, passagem por carvalho que lhe conferiu elegância, com boa acidez e perfeito para as carnes. Blend com Merlot? Malbec?


O segundo vinho se assemelhava a um Tannat nos aromas, mas adstringente e austero, e com a pouca intensidade de cor e taninos , apontava em outra direção, mas qual?

Santo exercício de humildade!


Amauta 2012
Vinho 1: Amauta 2012
 Produzido pela Adega El Porvenir, em Salta, Argentina, o Amauta 2012 é um blend com 60% de Malbec, 30% de Cabernet Sauvignon e 10% de Syrah.
Álcool à 14,5%.
Envelhecido em barricas de carvalho francês e americano de segundo uso, entre 6 a 8 meses.
Preço: 75,80 reais (Nostra Adega de Florianópolis)

http://www.elporvenirdecafayate.com/




Marqués de Tomares
 Crianza 2009
Vinho 2: Marqués de Tomares Crianza 2009
Produzido pela Bodega Marqués de Tomares em Rioja, Espanha, com a uva Tempranillo (90%) e as inusitadas Mazuelo (Carignan na França) (7%)  e Graciano (Monastel)(3%) -Já postei sobre um vinho desta casta anteriormente- relembre.
Álcool à 13%.
Envelhecido um ano em barricas de carvalho americano

Preço: 69,00 reais (Nostra Adega de Florianópolis)

http://www.marquesdetomares.com/




Embora muito diferentes, ambos os vinhos combinaram com a comida. O vinho 1, ao qual estamos mais acostumados, foi o preferido pela maioria. O vinho 2 com seu diferente aroma e caráter gastronômico foi um desafio às cegas, mas com um caráter peculiar, do Velho Mundo.
E a degustação às cegas é um bom exercício para o apreciador de vinhos, porque presta-se mais atenção à prova, e livre de preconceitos quanto à procedência ou o preço, pode-se melhor proceder à avaliação. Um brinde!


Grande reunião de amigos, em torno do vinho, algo feito mesmo para compartilhar.


Saúde e Um Abraço a todos.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Zorzal Terroir Único Chardonnay 2013 / Vallontano Chardonnay 2013

A uva Chardonnay é considerada a "rainha das brancas" por fornecer vinhos encorpados, com acidez de mediana a baixa, persistentes, complexos, amendoados e longevos. Sua estrutura é propícia para passagem por barricas de carvalho. Tem papel fundamental no Champanhe e quando vinificada isoladamente dá origem aos "Blanc de blancs". Sua admirável capacidade de adaptação a diferentes climas (assim como no caso da tinta Cabernet sauvignon) garantiu a sua popularidade e versatilidade, já que responde à mais ampla variedade de técnicas de vinificação e dos estilos de cada vinho branco varietal.
Resolvi provar e aqui estão algumas dicas de brancos com a Chardonnay que vão muito bem com o nosso verão tropical. Sugiro provar os dois e fiz esta comparação pelo primeiro ser argentino da Região de Mendoza e o outro nacional, da Vallontano, do Vale dos Vinhedos, ambos quase ao mesmo custo (50,00 reais) e de mesma safra (2013).



Zorzal Terroir Único Chardonnay 2013
Vinho produzido pela Zorzal Wines. 10% do vinho fermenta em barrica nova de carvalho francês, onde se dá a fermentação malolática, no intuito de agregar elegância a um vinho que pretende ser mais frutado.
Cor amarelo palha com reflexos esverdeados, lagrimas finas e lentas.
Aromas não muito intensos, típicos, com abacaxi e pêssego sobressaindo, também aroma de baunilha.
Macio, fácil, final de boca sem amargor. Álcool a 13%.
Comprado na Grand Cru em Florianópolis.
Nota= 87 pontos







Vallontano Chardonnay 2013
Produzido pela Vinícola Vallontano no Vale dos Vinhedos.
A fermentação malolática ocorreu de forma espontânea, no sentido de permitir uma expressão natural da fruta.
Vinho de cor amarelo-verdoso, com lágrimas finas e rápidas. Aromas elegantes e típicos da casta, com abacaxi sobressaindo e com um leve toque herbáceo.
Não passa por barrica, a proposta é apresentar um vinho jovem e refrescante, para o verão.
Em boca é vivaz, delicioso, com baixa acidez, uma mineralidade e bom equilíbrio . Alcool a 12,5%. Final de boca com leve amargor. Uma excelente compra de um vinho nacional.
Comprado diretamente na Vinícola.
Nota: 88 pontos





Em resumo: dois vinhos leves, que acompanham muito bem as entradas ou para serem servidos como aperitivo, o argentino para os que apreciam evolução no carvalho e o nacional para os que apreciam a tipicidade da chardonnay, um vinho mais frutado.
Um brinde!

domingo, 22 de dezembro de 2013

5Ta Generacion Gran Reserva Malbec 2009



Hoje em dia não há nenhum restaurante que se preze no mundo que não tenha em sua carta um Malbec argentino, principalmente da região de Mendoza. Nenhum no mundo? Nenhum no mundo.
A explicação para isso é que em Mendoza esta casta atinge o seu ápice, e quando comparada com sua equivalente francesa, dá vinhos mais frutados, ricos e intensos. Ao contrário da França, na qual a produção de Malbec está em declínio, em Mendoza ela é a uva emblemática, sendo que nessa região a associação de vinhas velhas com a altitude é um dos fatores que justifica a alta qualidade dos vinhos produzidos com esta casta.
O 5Ta Generacion Gran Reserva é produzido pela vinícola Goyenechea na região de San Rafael, sul de Mendoza, com uvas 100% Malbec. Passa por 14 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso e 2 anos em garrafa em temperatura controlada antes de ser comercializado. Álcool a 14%.
Vinho de coloração vermelho-púrpura com halo violáceo, lágrimas grossas e lentas, límpido.
Bouquet de boa evolução com intensidade e persistência marcantes. Aromas de ameixas, cereja madura, café, baunilha, tabaco.
Fim-de-boca equilibrado, aveludado, quente, com boa persistência. Harmonioso.
Um grande vinho. Altamente recomendável.
Acompanha de forma perfeita as carnes assadas, o churrasco.
Custo: comprado no Carvalho Francês em Florianópolis em março deste ano (2013), custou 69,90 reais.



domingo, 13 de outubro de 2013

Pietro Marini Malbec 2009


Animado pela experiência dos amigos que foram à Salta, resolvi provar um Malbec no domingo, com o almoço.
Produzido pela Bodega El Transito em Belgrano (Valle de Cafayete - Salta).
De cor rubi límpido, com lágrimas lentas e grossas. Aroma de frutas vermelhas e bosque, couro. Elegante.
Não se parece em nada com os Malbecs mais pesados, não é esse o estilo deste vinho. Ao contrário, em boca é generoso, mas macio, com taninos doces e suaves. De corpo médio,  com boa estrutura. Intensidade e persistência gustativa suficientemente intensas. Boa acidez que convida à mesa, para carne assada ou tábua de queijos. Equilibrado.
Evoluiu bem com a guarda, pronto para beber. Eu gostei.
Bom custo-benefício.
Graduação alcoólica: 14% v/v
Importado para o Brasil pela Porto Mediterrâneo.
Preço: comprado no Emporium Nostra Adega, paguei 44,00 reais.
Nota: 87 pontos.



domingo, 29 de setembro de 2013

Vernus Santa Helena 2009 / Luigi Bosca De Sangre 2009

Dois vinhos degustados na sequência, de mesmo ano que foram "emparelhados" para uma melhor comparação. Chile X Argentina.

Vernus Santa Helena Cabernet Sauvignon 2009



Algo que sempre espero quando provo um CS produzido no Valle de Colchagua é: muita fruta e concentração, riqueza nos aromas e leveza em boca.
Produzido pela Vinícola Santa Helena na zona de Peralillo, coração de Colchagua, com 85% de Cabernet Sauvignon, 10% de Syrah e 5% de Petit Verdot. Estagia por 12 meses em barricas de carvalho francês. Aqui temos um vinho de bonita cor rubi com bordas cor de tijolo, denotando alguma evolução, é um vinho de 4 anos, lágrimas finas e rápidas. Intenso nos aromas, sobressaindo frutas secas e figo, especiarias e tabaco. Com taninos doces, generoso, álcool a 14,5 %, fácil de beber, muito bem integrados os taninos, a acidez, muito harmônico. Está pronto, mas acredito que ainda evolua com mais alguns anos de garrafa. Um grande vinho, mas ressalte-se que parece muito com seus pares, não trazendo muita novidade.
Nota= 89 pontos

O representante da Argentina foi o Luigi Bosca De Sangre 2009, um blend de Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, que estagia 14 meses em carvalho (70% francês e 30% americano). Produzido pela Vinícola Luigi Bosca de vários lotes de vinhedos (Los Nobles, Las Compuertas) em Luján de Cuyo, e de El Paraíso em Maipú, Mendoza.
Vinho de cor rubi escuro, denso, aromas fechados de início, linear, evoluindo muito na taça, para camadas de aromas de fruta madura, frutas negras, especiarias. Confirma no palato e com grande intensidade em boca e  grande persistência. Elegante. Comentamos que este poderia se beneficiar de um decanter por alguns minutos, porque é muito rico e complexo. No catálogo da vinícola referem que este vinho tem potencial de guarda de 15 anos, e é de acreditar. Grande vinho. Altamente recomendável.
Nota= 93 pontos. 
Preços? Não sei, foram um presente numa manhã de sábado do amigo e confrade Will, que partilhou os vinhos de sua adega particular com os amigos. 
Saúde a todos!