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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Sauvignon Blanc Brasil / Chile

Já havia postado sobre a Sauvignon Blanc em 2016 veja aqui e resolvi fazer a prova de alguns vinhos e posto aqui.

Villaggio Bassetti Sauvignon Blanc 2020

(Essen Florianópolis NOV 2020 - R$ 87,20) Vinho de coloração verde limão pálido, aromas delicados de cítricos como limão, flores brancas, camomila, gramíneas. Em boca é seco, boa acidez, caloroso, com boa intensidade de sabores, de final médio. 14% Vol. Muito bom vinho.


Quinta da Neve Sauvignon Blanc 2018


Quinta da Neve
(Essen Florianópolis NOV 2020 - R$ 81,30) Vinho de coloração verde limão pálido, aroma herbáceo de arruda, gramíneas, limão , maracujá. Em boca é seco, com acidez média (+), final de boca com herbáceo sobressaindo, e com amargor, o que desequilibra o conjunto. Potente. 13,5% Vol.




Rutini Sauvignon Blanc 2019

Rutini Wines 
(Nov 2020 - valor?) Vinho de coloração amarelo limão, aromas sutis de maracujá, pêra, herbáceo, (gramíneas, arruda) e baunilha, que se explica pelo estágio de 25% deste vinho em carvalho francês por 3 meses. O estágio em barrica conferiu maciez ao vinho, mas tirou-lhe a tipicidade, o frescor da fruta. É um outro estilo de vinho. 12,8% Vol. Gostoso é fácil de beber. Bom vinho.
E vocês ? Gostam de sauvignon blanc? 



domingo, 27 de outubro de 2019

Vinhos do Chile - Dia 2 - Valle de Colchagua Viña Montes e Clos Apalta

Continuando nossa jornada no Chile.
O Vale de Colchagua povou o meu imaginário desde que comecei a provar de seus vinhos, em 2003. Afinal, foram essas as experiências que me fizeram iniciar no mundo do vinho. Procurava em lojas de vinho, gôndolas de supermercado, era um prazer. Demorei até conhecêr esse lugar em viagem, o que fizemos em julho de 2019.Como fomos nessa época, estava realmente muito frio.




Primeira parada: Viña Montes


Contratamos o Tour Angeles veja aqui . Iniciamos o Tour com um transporte que leva os visitantes para admirar o Vale lá do alto, em um local que denominaram "Mirador del Angel". Aliás em todo o Tour na Viña Montes, vemos vãrias esculturas, pinturas enaltecendo a figura de anjos, e, claro, nos rótulos de vinho também. 



Vale de Colchagua ao fundo



Prova de Vinhos (na foto acima) :
Cabe lembrar que não provamos os vinhos ícone como Montes Folly, ou Purple Angel, mas isso pode ser contratado também.

Outer Limits Pinot Noir 2017
Montes Alpha Carmenére 2015
Montes Alpha Syrah 2016
Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2016 (o mais expressivo, e que me chamou mais a minha atenção. Muita fruta e tipicidade).

Compras:
Outer Limits Syrah 2017 - 12.500 pesos
Montes Rose 2018 - 5.500 pesos
Azeite de Oliva Fuegos de Apalta - 4.500 pesos

https://www.monteswines.com/pt/

Segunda parada: Clos Apalta

Os donos dessa vinícola são franceses, sendo os mesmos donos da produtora do conhaque Grand Marnier. Aliam a experiência francesa com o terroir do Chile.


O design da Vinícola foi tentando integrá-la à paisagem, imitando um ninho de pássaro. Ficou  muito original e achei de bom gosto.


Visita rápida, uma breve explicação da filosofia da família e visita às instalações. Fomos à prova de vinhos:



Lapostolle Sauvignon Blanc 2016 (88% Sauvignon Blanc e 12% Sauvignon Gris) - Aromas a limão, pêra e camomila. Em boca é untuoso, com final longo. Um grande vinho, eu gostei muito.

Cuvée Alexandre Merlot 2014 - Notas de prova veja aqui

Clos Apalta 2012 (Um blend de 66% Carmenére, 19% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon-  Aromas a frutos vermelhos e negros, ameixa, cereja, figo, muita fruta madura, especiarias como cravo e pimenta preta, um longo final. uma palavra que a meu ver define esse vinho: concentração. Beneficia-se de um decanter, para que abra ainda mais os aromas. Um vinho ícone do Chile, reconhecido mundialmente.

Compras:
2 Cuvée Alexandre Merlot 2014 - 11.800 pesos cada
Lapostolle Sauvignon Blanc 2016 - 5.900 pesos

Uma experiência extraordinária essa visita à Clos Apalta, recomendo muito.

Retornamos para o almoço na Fuegos de Apalta, restaurante da Viña Montes do onipresente chef Francis Mallmann :




Como estávamos com as crianças pedimos pizza, feita no forno, estava muito boa, e a vista é magnífica.
Saúde e até a próxima viagem: Vale do Aconcágua.





sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Vinhos do Chile dia 1 - Vale de Casablanca Casa Marín e Matetic

Tinha muita vontade de conhecer o Chile. Afinal, foi com os vinhos desse país que tive o insight de descobrir o que outros chamavam de "vinho fino", e que depois também tive essa compreensão com os nossos bons nacionais. Adiei esse sonho de conhecer esse belíssimo país e fiz outras viagens.

Quando pude aliar o passeio com os nossos filhos pequenos, por causa das férias escolares, planejei unir o útil ao agradável, digamos assim, e levá-los para "conhecer a neve", o que fizemos algumas vezes nessa viagem muito bacana. Mas vou relatar as vinícolas que visitei, que foram uma agradável surpresa, e tive uma certeza: O Chile mudou, a qualidade dos seus vinhos melhorou muito e continua sendo um grande destino mundial para os amantes do enoturismo, como vocês sabem.


O post de hoje é sobre uma das grandes regiões vinícolas do Chile: O Vale de Casablanca. Já havia postado sobre essa região anteriormente veja aqui Este vale foi descoberto em 1982  por Pablo Morandé, que ansiava encontrar um local de produção de vinhos de clima frio no Chile. O resto é
História.

Primeira Parada: Casa Marín 



Algusn amigos já haviam me dito sobre os vinhos especiais da Casa Marín, mas nunca os tinha provado. Quando escolhi visitar o Vale de Casablanca, em Julho de 2019, optei também por ir ao Vale de San Antonio, localidade de Lo Abarca, à 4 km do mar, para conhecer a Casa Marín, e valeu muito!
Fomos recebidos muito bem pela funcionária Yasna Hernández, responsável pelas visitas, que nos abriu as portas da Vinícola e nos apresentou o projeto da proprietária María Luz Marin.

Chamada de louca pelos vizinhos, por empreender à apenas 4 km do mar, Maria Luz Marin é uma pioneira na produção de vinhos nessa localidade, já consagrada como região de alta qualidade para a produção de vinhos de clima frio.
Uma pequena demonstração do solo argilocalcáreo do Vale de San Antonio, que um dia já foi encoberto pelo mar. Fósseis marinhos são encontrados nesse local, cascas de ostras fossilizadas., que dão ao solo essa riqueza mineral tão importante para os vinhos ali produzidos.





"Como resultado da descoberta de locais frios, a Sauvignon blanc tornou-se agora a variedade de uva branca mais importante em termos do total nacional de área de plantio, superando a chardonnay em 2010."               
                                                                                                                              Fonte: Wines of Chile

Se você, assim como eu, aprecia esse tipo de vinhos, este é um lugar único. Destaque mais do que especial para os Pinot Noir e Sauvignon Blanc, excelentes. O Riesling também merece destaque.

                                                                                                



Degustamos alguns vinhos mas o que destaco é Cipreses Vineyard Sauvignon Blanc 2018, uma elegância na taça, grande tipicidade, aromas de fruta fresca, eucalipto, pimentão verde, hortelã. Poderia beber só esse vinho então.

E degustamos 2 Pinot Noir de diferentes safras e estilos: o Litoral Vineyard 2013, mais tânico, potente, vertical,  e o Lo Abarca Hills Vineyard 2012, 14 meses em barrica, untuoso, aromas de cereja madura, de bosque, terra e cogumelos. Potente e elegante. Um dos melhores Pinot que provei na vida. Uma grande experiência.

Compras (21/07/2019):

Cartagena Riesling 2017 = $8.100 pesos
Casa Marin Sauvignon Blanc Cipreses 2018 = $16.200 pesos
Casa Marin Lo Abarca Hills 2012 = $31.500 pesos
Cartagena Pinot Noir 375 ml 2017 = $3.375 pesos
Cartagena Sauvignon Blanc 375 ml 2018 = $3.375 pesos
Não nos foi cobrada a degustação, que foi ES-PE-TA-CU-LAR.

Me arrependo de não ter comprado mais, foi a primeira vinícola que visitamos, ainda tínhamos outras à frente ...
Para saber mais sobre a vinícola:
www.casamarin.cl 
Agende a visita com antecipação, claro.
Quem importa para o Brasil é a Vinci.

Saindo da Casa Marín com os sabores do vale de San Antonio ainda na boca, fomos à Vinha Matetic. Tínhamos contratado o Tour Equilíbrio, mas como seria somente às 16:00hs resolvemos fazer o Tour Corralillo, às 12:30 hs.

Segunda Parada: Vinícola Matetic



Destaque para os syrah da Matetic, realmente muito bons, da linha de entrada (Corralillo), ou os mais elaborados EQ Cool Climate, que já tinha tido oportunidade de provar.
Compras: 01 Pack com um vinho de cada desses descritos acima, ao preço de $29.840 pesos


Após a degustação, almoço no Restaurante Equilíbrio. Fica distante uns 10 km da Vinícola.




Nossos tours no Chile foram com a 321 Chile, com motorista para não se preocupar em dirigir. Eu recomendo.

Nos próximos posts, as vinícolas do Vale de Colchagua e do Vale do Aconcágua, que tivemos a oportunidade de visitar.

Saúde!


domingo, 24 de julho de 2016

Craggy Range Single Vineyard Sauvignon Blanc 2013


O vinho de hoje é um branco da Nova Zelândia, país que vem ganhando enorme prestígio já há alguns anos na produção vinícola, devido aos ótimos brancos produzidos com Sauvignon Blanc e tintos de Pinot Noir, de suas diversas regiões vinícolas, destacando-se Martinborough, Marlborough e Hawke's Bay (na produção de tintos com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot).

O Craggy Range é um "single Vineyard", de um vinhedo chamado Te Muna Road, na localidade de Martinborough, ao sul da ilha norte daquele país.




Vinho produzido por Craggy Range Vineyards, com 100% de Sauvignon Blanc, 5 meses sobre as lias em aço inox, não passa por madeira para preservar as qualidades da fruta.




De cor amarelo-palha, reflexo verdeal, límpido, brilhante, lágrimas lentas e finas. Delicado e direto no nariz, frutado, com aromas cítricos, de limão siciliano, herbáceo, um toque floral e verdadeiramente mineral. Em boca é principalmente fresco, com boa acidez, harmônico e elegante. Álcool a 13%. Um grande vinho.

Importado para o Brasil pela Decanter e adquirido na loja de Florianópolis, no dia 23/07/2016, custa 225,80 reais. Caro em relação a vinhos de outras regiões do mundo, mas vale muito a experiência e confirma porque esse pequeno país está fazendo tanto sucesso com seus vinhos. 

Harmonizado com sushi, recomendo.

Um brinde!
http://www.nzwine.com



domingo, 28 de fevereiro de 2016

Santa Catarina, o Terroir da Sauvignon Blanc no Brasil? Torii Sauvignon Blanc 2014

A Sauvignon Blanc (SB) é uma cepa seca, viva, intensamente aromática e com marcada acidez. O seu lar original é o Vale do Loire, na França, onde produz vinhos de estrutura mediana e muito cítricos. Muito cultivada em Bordeaux é cada vez mais empregada como varietal, ou mais comumente como corte com a Sémillon. No Novo Mundo se destaca em Marlborough, na Nova Zelândia, onde se expressa de forma potente e aromática.



É uma cepa para ser bebida jovem, sem envelhecimento para preservar as características da fruta, mas por vezes é envelhecida em barricas de carvalho francês em Bordeaux e na Califórnia ( onde é chamada de Fumé Blanc).



Caracteristicamente o aroma desta cepa lembra a fruta fresca, o limão, maracujá, a manga, a banana, o manjericão, o tomilho, o pimentão verde, o eucalipto, a hortelã. Quando o vinho não passou por tonéis, o aroma abre-se de uma maneira muito intensa e direta. O estágio em barricas o torna mais suave, cheirando a especiarias, com notas de infusão. De muita fineza e elegância, é um vinho muito particular.

Já havia postado um Sauvignon Blanc brasileiro estupendo veja aqui, e o Torii  SB foi uma sugestão de amigos. Obrigado Val e Pati Zuco!

Segundo Eduardo Giovannini, em seu Livro Viticultura e Enologia, a SB "não pode expressar todas as suas qualidades enológicas na Serra Gaúcha. Apesar disto, produz um vinho de bom aroma."
Pois é na Serra Catarinense, com sua lenta e fria maturação de altitude, que temos belos exemplares de Sauvignon Blanc. Produzidos com consistência nesses anos, os vinhos são intensos, e com qualidade que se mantém ano a ano. Será o lar da SB no Brasil e nossa uva branca emblemática?

Como produtores de destaque da Serra Catarinenses poderia citar:
Sanjo Núbio SB, Villa Francioni SB, Villagio Bassetti SB.

O vinho de hoje é da Vinícola Hiragami. Já havia postado um outro vinho desta Vinícola relembre, e este é um branco produzido com 100% de SB, a 1427 metros de altitude.



Na taça um vinho límpido, de coloração amarelo-palha com tons esverdeados, aroma intenso de pimentão verde e cítricos, aromas mais discretos de hortelã, um vinho linear, direto como a SB sabe ser. Em boca é bastante seco e com acidez marcante. 12,8% de graduação alcoólica.

Um vinho gastronômico sem dúvida, para os que apreciam a SB.

Sirva-o na temperatura correta, entre 5 a 8°C.
Custo: Comprado na Gran Vin em Caxias do Sul, custou 60,00 reais.

Eu gostei do vinho, embora ache que há muito de melhor ainda por vir destes produtores, que estão no início de uma jornada interessante à procura do nosso terroir e vocação.
Um Brinde!



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Um grande Vinho da Austria! Estoras Sauvignon Blanc 2014

Burgenland é uma região da Áustria que desenvolveu a sua produção vinícola há pouco tempo, após a Segunda Grande Guerra. Faz divisa com a Hungria e ultimamente está figurando no mapa mundial do vinho devido, claro, à produção de bons vinhos, tintos e brancos.





O vinho de hoje é um Sauvignon Blanc desta região, um branco de impressionante custo-benefício.


O Estoras SB 2014 é um vinho de cor amarelo-palha, lágrimas finas e rápidas.
Aromas intensos e característicos da variedade, cítrico, intenso. Em boca tem acidez marcante, um vinho gastronômico. Vertical. Não parece passar em madeira (característica dos Sauvignon blanc, ressaltando a fruta).
Álcool a 12,5%.
Comprado na Kadewe, em Berlim, custou 9,98 euros.
Um belo vinho. Como já foi dito, de impressionante qualidade por este preço.
Nota= 90 pontos


http://esterhazy.at/en/wine/wines/1391082/2014-Estoras-Sauvignon-Blanc-?_vl_backlink=/en/wine/wines/1393493/index.do&direct=1393493

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ESTRELAS DO BRASIL, INOVAÇÃO NA SERRA GAÚCHA

Muito me interessam os pequenos produtores, os que tem história para contar, os que amam o que fazem, os inconformados e os que fazem do vinho um psiquiatra de si mesmo, como diz Patrício Tapia.
Trabalhar em uma indústria poderosa como a do vinho e não render-se a apelos comerciais já é uma vitória, mas penso também que não é uma opção pensada, ela simplesmente é porque seus atores não fariam de outra forma. Não contrariar seus princípios lhes dá uma liberdade que os outros não tem e nós consumidores ganhamos com a diversidade, com o caos encantador e com a surpresa.
Visitei o projeto Estrelas do Brasil pela primeira vez em fevereiro de 2012, e conversei com o Irineo Dall' Agnol, à época cheio de projetos e idéias para seu empreendimento.


No Natal de 2014 retorno e tenho uma grata surpresa, com novos vinhos, espumantes e muitas idéias postas em prática! 
Adquiri os produtos pensando mesmo em postar no blog, algo que tenho feito pouco nos últimos tempos por absoluta falta de tempo. Vou atualizando aqui à medida que for provando os vinhos.

Vamos a eles:


Estrelas do Brasil Brut 2010 
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Visual: de cor amarelo-palha, perlage fina e persistente.
Aromas de leveduras, mel, côco e cítricos.
Em boca é cremoso, persistente, elegante.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Um espumante ao nível dos melhores em sua faixa de preço, belo representante nacional.
Preço: 60 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 16/01/2015







Estrelas do Brasil Brut 2007 
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Visual: com bonita cor amarelo dourado, denotando evolução, perlage fina e persistente.
Aromas de leveduras, pão torrado.
Em boca tem muito boa cremosidade, potente e com boa persistência.

Este 2007 pareceu-me mais um Nature do que um Brut, sendo mais gastronômico do que o 2010. O 2010, descrito acima, é mais delicado, acho que também por conta de sua jovialidade, tendo uma maior riqueza de aromas.

O 2007 também é um belo produto.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 60 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 17/01/2015


Este descrito abaixo eu comprei porque o Irineo recomendou muito, mas a lembrança de um espumante tinto de Bonarda comprado na Vinícola Família Zuccardi em Mendoza, um dos piores vinhos que já provei, ainda me atormentava.

Estrelas do Brasil Nature Negro
Produzido com Merlot pelo método Tradicional.  
De cor rubi, aromas a frutos vermelhos típicos da casta, e também algum aroma de panificação.
Em boca é caloroso, poderoso e muito potente, confirmando os aromas, com algo de especiarias e um final longo. Um tinto encorpado efervescente, pois tem taninos e densidade de um tinto encorpado, com espuma delicada.
Para ser apreciado como um vinho tinto tranquilo, inclusive na harmonização. Melhora muito com a comida, penso ser um vinho indissociável de um bom prato com o mesmo peso, carne vermelha como churrasco, e no site da vinícola sugerem feijoada e leitão assado. 
Reconheço ser um vinho instigante, diferente e desafiador, mas não é minha preferência pessoal. 
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 40 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 16/01/2015 e 17/01/2015 




Estrelas do Brasil Riesling Itálico
Produzido 100% com Riesling Itálico pelo método Charmat
Visual: de cor amarelo-verdoso, perlage fina e persistente.
Aromas delicados de pêssego e melão, e também frutas cítricas, característicos da variedade.
Em boca é cremoso, delicado, muito prazeroso.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Um espumante leve, diferente dos pesos-pesados aí de cima, ao nível dos melhores em sua faixa de preço. Excelente custo-benefício. Muito bom como entrada e para esses nossos dias de calor extremo.
Preço: 30 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 10/01/2015







Edição Especial Fume Blanc 2014
Produzido 100% com Sauvignon Blanc
Estagia por 6 meses em barricas de carvalho americano de segundo e terceiro uso. Álcool a 13%
Visual: de cor amarelo-palha, límpido, pernas finas e rápidas.
Aromas minerais, suaves, com notas de infusão e delicado floral.
Em boca é elegante, suavizado pelo carvalho na medida, com uma nota mineral intensa que preenche o palato. Muito bom.
Um vinho que é perfeito para nosso verão, possivelmente harmonize muito bem com frutos do mar e comida asiática e é ridiculamente barato para um vinho dessa qualidade. Uma alternativa aos caríssimos Riesling alemães e aos com excessiva passagem por carvalho do Novo Mundo.
Preço: 35 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 21/02/2015




Dall' Agnol DMD 2005
Produzido 100% com Cabernet Sauvignon
Um vinho para ser decantado por no mínimo 10 horas? Tive que provar.
Álcool a 13%
Visual: rubi com halo cor de tijolo, lágrimas lentas e grossas.
Aromas terrosos, de chá preto, tabaco e couro, vinoso.
Em boca é gordo, generoso, com sapidez e dulçor concomitantes, rico, prazeroso, que realmente lembra o Amarone. Muito boa persistência.
Um vinho diferente e que melhora muito com o decanter. Imprescindível decantá-lo para a apreciação correta do vinho e de suas qualidades.
Uma das melhores expressões que a Cabernet Sauvignon pode ter no terroir da Serra Gaúcha, a meu ver, e em minha experiência. Tudo o que se espera de um bom tinto estruturado.
De pequena produção, apenas 2.800 garrafas (me arrependi por não ter adquirido mais do que uma).
Preço: 45 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 21/02/2015




Estrelas do Brasil Nature 2007 
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Estrela do Estrelas, seu vinho mais premiado.
Visual: de cor amarelo dourado, perlage fina e pouco persistente.
Aroma de amêndoas, mel, lima, e torrefação.
Em boca é que está o diferencial deste espumante, pela cremosidade e grande persistência de sabores. Belo produto, também ao nível dos melhores em sua faixa de preço. Seco e gastronômico, mas preferi degustá-lo sem acompanhamentos. Um vôo solo.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 80 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 22/02/2015





Como o próprio Irineo mesmo diz, aprende-se com os vinhos e com a sua evolução. Não tenho dúvidas que eles estão aprendendo, assim como nós que provamos e que os acertos são muito maiores do que os erros. Que venham muito mais Estrelas do Brasil nos próximos anos.
E assim encerra a minha incursão pelo Estrelas, viva a diversidade e a coragem de experimentar!
Saúde!

Para saber mais:
http://www.estrelasdobrasil.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4&Itemid=106






sexta-feira, 7 de março de 2014

Reserva Momentos Assemblage 2010

A missão para a CBE deste mês era: Vinho branco de corte de qualquer faixa de preço, sugestão do confrade Deco Rossi.
Fui em busca de algo diferente e resolvi arriscar com os vinhos do Armazém Conceição, um empório e importadora que eu não conhecia. 
Por sugestão da casa, saí com 3 opções de vinhos brancos, um de corte, o qual posto aqui. (O que me entusiasmou foi o corte de Chardonnay com Sauvignon Blanc, que, mesmo em pequenas proporções, faz imaginar se isto é possível em um grande vinho).


Produzido pela Viña La Junta no Vale de Curicó, Chile, fundada no ano de 2009. Um corte de 65% Viognier, 26% Sauvignon Blanc e 9% de Chardonnay.
Parte dos varietais passa por madeira, mas no site da Vinícola não especificam isto. 
De cor amarelo-palha brilhante, com lágrimas grossas e lentas. Aroma inicialmente a cítricos, notas tropicais e pêssego em calda. No palato é amplo, quente, harmônico. Álcool a 13,5%.
Não encontrei de outra safra e com certeza ofereceria mais se fosse mais jovem, mas cumpre o papel de entrada, ou para escoltar um prato de peixe.
Nota= 85 pontos
Custo= 39,90 reais.
Um abraço a todos e bons vinhos pela frente!