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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Clancy's Shiraz Cabernet Merlot 2008

O vinho de hoje é produzido com 50% de Shiraz, 34% de Cabernet Sauvignon e 16% de Merlot por Peter Lehman no Vale de Barossa, Sul da Austrália.

Este vale tem uma história vinícola que remonta ao ano de 1842 e é a região produtora de vinhos mais famosa da Austrália. Colonizada inicialmente por agricultores britânicos e alemães, está situada ao norte de Adelaide e é lar de uma comunidade vibrante de produtores de alimentos e vinhos artesanais. O número de produtores de vinho chega a mais de 750 e alguns estão na sua quinta ou sexta geração.

Vale de Barossa



Clancy's Shiraz Cabernet Merlot 2008


 E eu fico com vontade de conhecer este lugar, sempre! Vamos ao vinho?

Vinho de cor rubi com borda cor de tijolo, evidenciando os seus anos de evolução em garrafa. Lágrimas numerosas e finas. Álcool a 14,5%. Com finos aromas de frutas vermelhas em compota, ameixa, alcaçuz e chocolate. Em boca é harmônico e elegante com taninos finos e média persistência. Falta-lhe a fruta que provavelmente tinha quando mais jovem, mas mesmo assim é um vinho macio e prazeroso. Um blend: possui os aromas típicos e o corpo da Shiraz, a Cabernet empresta-lhe a estrutura e a Merlot contribui com a maciez e a fruta típicas.
Estagia por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Quem importa para o Brasil é a Decanter.

No site da importadora está no valor de 171,00 reais. Comprei em promoção na loja de Florianópolis ao preço de 68,39 reais, no dia 23/05/2016.


Um brinde!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Confraria 25.11.2015 Noite da Syrah / Shiraz

A uva Syrah tem sua origem no vale do Rhône, França, sendo uma das maiores presenças no mundo do vinho, capaz de surpreender os mais exigentes enófilos. Possui uma casca muito pigmentada, que origina vinhos de cor muito escura, viscosos e macios.

Apresenta característicos aromas de ameixa, violeta, frutos do bosque (groselha, cereja, amora), fumaça, terra e pimenta-do-reino. Um bouquet rico em aromas, um corpo de grande qualidade e tanicidade elevada, desprovido de amargor, (mas raramente excessivamente tânico, como pode ocorrer com a Cabernet Sauvignon).


Pode participar de blends com a branca e aromática Viognier (na França e Austrália), com Cabernet (Austrália) e mesmo com Sangiovese (Itália)

Os países produtores desta variedade que mais se destacam são: França, (atualmente é plantada por todo o Sul da França, sendo comumente usada em blends), Austrália, e também o Chile e a África do Sul.

Assim como o Pinot Grigio / Pinot Gris, é uma uva com dois nomes (Syrah na França e Shiraz na Austrália). Qual a diferença das uvas francesas e australianas? Geneticamente nenhuma, mas, na prova dos vinhos, parece tratar-se de outra variedade e representam estilos de vinhos bem diferentes.



Fora da França e Austrália, vemos tanto Syrah quanto Shiraz nos rótulos - a grafia escolhida dá uma idéia do estilo:

Syrah: vinhos mais especiados, alcatroados, ressaltando as especiarias e a pimenta. O carvalho francês dá notas tostadas.

Shiraz: são vinhos mais intensos, adocicados e frutados em termos de aroma, apresentando mais doçura e notas de chocolate preto. Os australianos a envelhecem em barricas de carvalho americano comumente.


O encontro da nossa confraria de vinhos foi no dia 25/11/2015, e, como o prato seria Paleta de Cordeiro assada, saímos da harmonização óbvia das uvas Tempranillo, Tannat ou mesmo Cabernet Sauvignon. Neste encontro provamos e harmonizamos o prato com vinhos 100% Syrah/ Shiraz.




Foi uma experiência diferente com três vinhos do Novo Mundo: 2 chilenos e 1 australiano.

Minhas impressões:

Vinho 1 ) Antuco Syrah 2010
Produzido pela Vinícola Cremaschi Furlotti, uma das 40 maiores do Chile, no Valle del Maule.
Um vinho de cor rubi com halo cor de tijolo. Vinho este  que há muito passou do auge, com pouca expressão aromática e certo amargor no final de boca. 8 meses de passagem por carvalho francês.
(As últimas garrafas da Nostra Adega de Florianópolis, já que a Importadora que o trazia para o Brasil, a Porto mediterrâneo, já não existe mais).
Álccol a 13%
Preço: 66,00 reais

Vinho 2) De Martino Gran Reserva Legado Syrah 2012
Produzido pela Vinícola De Martino no Valle de Choapa, Chile.
Um vinho de cor rubi, com aromas de cereja e amora. Frutado e com taninos finos. Boa acidez. Elegante e harmônico. Passagem de 12 meses em barricas de carvalho de segundo e terceiro uso, na tentativa mesmo de ressaltar a fruta.Álccol a 13,5%.
No site da Decanter custa 122,00 reais


Vinho 3) Kilikanoon Killerman's Run Shiraz 2010
Produzido pela Vinícola Kilikanoon  em South Australia.
Um vinho de cor vermelho-púrpura, denso, lacrimoso. Aromas de ameixa, frutos vermelhos, café, chocolate. Potente e harmônico. Passagem de 16 meses em barricas de carvalho francês e americano, novos, de segundo e terceiro uso. Álcool a 14,5%.Um belo representante da Shiraz.
Preferi este, porque achei superior e também pela experiência diferente de provar um Shiraz australiano, e porque achei que harmonizou melhor com o prato.
Comprado na Decanter, em Florianópolis, custou 136,75 reais.

Um brinde!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Yellow Tail Shiraz 2010



Já disse Jancis Robinson que se você quiser seduzir algum amigo para o mundo do vinho, basta servir vinhos melhores do que ele está acostumado a beber. Se o caso é só provar chilenos e argentinos comuns, servir este Shiraz agradará com certeza!

Produzido pela Vinícola Casella Wines, há 3 gerações, na cidade de Yenda, Austrália. A propriedade foi inicialmente comprada por um casal de sicilianos, Filippo e Maria Casella, em 1957, e em 1971 tiveram sua primeira safra. Hoje é uma gigante da Austrália, sendo seu vinho produzido e distribuído em mais de 50 países.

Garrafa com tampa de rosca (screw cap), fácil de abrir, sistema de vedação característico de vinhos para serem bebidos jovens, já que este tipo de vedação não permite ao vinho evoluir com a guarda.

De cor rubi escuro, lacrimoso. Aromas intensos de geléia de morango, fruta madura e especiarias, que persistem após o esvaziamento da taça. Repetem-se em boca os aromas com boa persistência, taninos doces e macios e baixa acidez. Final com um amargor muito leve. Álcool a 13,5%, e sente-se a potência, sugiro provar à temperatura ideal para tintos jovens, por volta de 16°C.

Bom para o dia-a-dia e por ser um vinho pronto e leve comparado a outros conterrâneos seus, pode ser apreciado sozinho, com um bom queijo brie, mas também harmoniza muito bem com carne assada, churrasco. Vinho dito "moderno" e fácil de beber e agradar, vale a experiência.

Não provei outro shiraz australiano tão bom nessa faixa de preço, então sugiro que se compre, porque vale muito a pena. Ótima surpresa!

Nota= 88 pontos

Comprei no Supermercado, e custou 37,89 reais.