Mostrando postagens com marcador Itália. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itália. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Florio Vecchioflorio Marsala Superiore Secco 2013

 Ah! Os italianos...

O vinho de hoje é um Marsala, um dos grandes vinhos fortificados do mundo. Foi popularizado pelos ingleses, assim como o Porto e o Madeira, no século XVIII. Sempre os ingleses!!! Não bastava terem descoberto a Champagne?? Esses ingleses...

John Woodhouse o provou, e no retorno à Inglaterra o levou em seu navio adicionando brandy ao vinho Marsala para que não se deteriorasse. Foi difundido nos clubes da época, sendo uma alternativa aos Jerez e Vinho Madeira. Fez enorme sucesso, rapidamente conquistando o mercado. Woodhouse retorna à Sicília iniciando sua própria produção. 

 O vinho Marsala entra em decadência nos séculos seguintes, devido à produção com baixa qualidade. Mas, graças ao empenho de alguns produtores, foi criada em 1969 o Marsala DOC, o que regulariza sua produção, retornando à sua identidade, originalidade e qualidade. 

 Produzido no oeste da Sicília, na cidade de Marsala e na Província de Trapani a partir de vinhos brancos originários das cepas Catarratto, Grillo, Damaschino e Inzolia, e é obrigatoriamente fortificado com aguardente de vinho. Para os tintos são permitidas as cepas Pignatello, Nero D'Avola e Nerello Mascalese



Florio Vecchioflorio Marsala Superiore Secco 2013


(Armazém Conceição, Florianópolis - NOV 2020 R$ 149,90).  Amadurecido por 30 meses em madeira, este Superiore tem intensa cor âmbar, com aromas de amêndoas, avelã, damasco, frutas secas. Em boca é seco, macio, delicado. O equivalente a um Porto branco seco, mas mais delicado, como tudo que os italianos amam produzir e propagar como ‘made in Italy’ . Álcool a 18%. Como aperitivo é muito bom.

Este, ao invés do Riserva ou Vergines, vinhos superiores na classificação dos Marsala, é produzido com a adição de mistela e mosto cozido, nada que tire o charme deste vinho com tipicidade, que nos dá a sensação de estar no local onde é feito, o clima mediterrâneo, e que conta uma bela história.

Um brinde e saúde a todos!


domingo, 21 de junho de 2020

Campagnola Bardolino Clássico DOC 2018

O vinho tinto de Bardolino DOC, na margem sudeste do Lago di Garda (mapa), utiliza basicamente do mesmo corte Corvina-Rondinella-Molinara de Valpolicella. São vinhos mais claros, com aromas de cereja, e num estilo mais leve e suave. São pouco compreendidos pelos brasileiros, já que são geralmente para serem bebidos jovens, quando exprimen seu melhor potencial. A longa viagem, más condições de armazenagem e alguns anos de envelhecimento descaracterizam esse vinho e fazem com que seja apreciado não em sua forma ideal, o que pode gerar uma impressão errada. Quando escolheres um DOC, em um restaurante, ou loja de vinhos, escolha o mais jovem possível. O Superiore DOCG tem maior potencial de guarda e um preço maior também.
Vinhos:Bardolino Clássico, Bardolino Superiore, Bardolino e Bardolino Novello.
Outros: Bardolino Chiaretto (rosé), Bardolino espumante.


Produzido com as uvas Rondinella e Corvina, o vinho de Campagnola é de uma cor rubi pálido. Aromas de fruta vermelha fresca, framboesa, cereja, e floral (rosas).Em boca tem média acidez, taninos finos, um final bem frutado. Álcool a 12,5 %. Um vinho fácil de beber e de gostar.

Quem importa para o Brasil é a Mistral. Comprado no site da importadora em maio 2020, custou R$ 118,00.
Gastronômico com um bom italiano, harmoniza com uma diversidade de pratos, como lasanha ao molho de quatro queijos, espaguete à bolonhesa, pizza. De nossa parte, harmonizamos com um bom hambúrguer de costela numa sexta à noite. E foi muito bom. 


Fica a sugestão de turismo no Lago di Garda, que conhecemos em 2017. Muitos italianos e turistas no verão curtindo as atrações do Lago : ruínas romanas, lindas praias, enfim,  um passeio muito bonito.










sexta-feira, 19 de junho de 2020

2 Vinhos D’Abruzzo: Montepulciano e Trebbiano

A região do Abruzzo está na Costa do Mar Adriático, ao sul do Marche. É uma região montanhosa cuja geografia contribuiu para isolar a região da influência da vinificação dos antigos romanos e etruscos da Toscana, mas, mesmo assim, essa região tem uma longa história na produção de vinho. O Abruzzo distingue as cepas, não as subzonas para sua classificação. Assim, temos:
A uva Montepulciano para os tintos  (sim! não confundir com a cidade de Montepulciano na Toscana, famosa por produzir o Vino Nobile, cuja base é a uva Sangiovese, conhecida lá como Prugnolo Gentile).
A uva Trebbiano (Bombino Bianco) para os brancos, que é diferente da Trebbiano (Trebbiano Toscano) de outros locais da região central.
A exceção a essas denominações abrangentes é Controguerra DOC, com várias cepas locais e internacionais cultivadas na região.

Os vinhos da DOCG Montepulciano D'Abruzzo Colline Teramane tem a reputação de serem sólidos, com potência de taninos e potencial de envelhecimento. Ao contrário, os vinhos Montepulciano D'Abruzzo DOC podem não ter muita expressão, são frutados, muitas vezes com acidez suave e para serem consumidos jovens. Já o Trebbiano D'Abruzzo DOC, em geral produz vinhos secos e frescos com sutil sabor de grama. Os dois vinhos de hoje serão esses mesmo, os mais simples, e do mesmo produtor : Fratelli Barba. http://www.fratellibarba.it/  Quem os importa para o Brasil é a Mistral. Vamos provar?


O Vasari Montepulciano D'Abruzzo 2018 é um vinho de cor rubi de média intensidade. Aromas de fruta fresca, ameixa vermelha, morango, vinoso, em um fundo com discretas notas terrosas e de cedro. Em boca é seco, com boa acidez, taninos médios, álcool a 12,5 %, médio corpo, com uma carcterística mais frutada mesmo. Final curto. Gastronômico, pede comida. Um bom vinho para o dia-a-dia. Comprado pelo site da importadora, custou R$ 89,20 em maio de 2020.


O Collemorino Trebbiano D'Abruzzo 2018 é um vinho de cor amarelo limão de média intensidade, com pouca fluidez, lágrimas lentas e grossas. Aromas de frutos de caroço como pêssego de polpa branca, cítrico como limão siciliano, e um toque floral. Em boca é seco, com acidez média/alta, onde persistem os sabores mencionados, com final curto e herbáceo. Um vinho gostoso de beber, e não adequado para envelhecimento. Álcool a 12,5%. Comprado pelo site da importadora, custou R$ 92,76 em maio de 2020.










Saúde a todos!!

domingo, 14 de junho de 2020

Marziacanale Taurasi 2012


Já havia postado sobre um vinho Taurasi cuja cepa é a uva Aglianico. veja aqui

O vinho de hoje foi escolhido porque os amigos da Confraria Amigos da Galinha Preta - A.G.P (nome em homenagem à VDP - uma associação de produtores de vinhos alemães hehe, cujo símbolo nas garrafas é uma águia com um cacho de uvas) não está podendo encontrar-se devido à pandemia de coronavírus. Como a paixão pelo vinho se mantém viva, decidimos fazer um encontro virtual onde cada confrade abriria uma garrafa. Tema : Itália .


Escolhi um Taurasi.

Taurasi é uma DOCG da região de Avelino, Campania. Inicialmente uma DOC (Denominazione di Origine Controllata) em 1970, foram elevados à categoria de DOCG (  Denominazione di Origine Controllata e Garantita) em 1993. Área de produção de vinhos de alta qualidade, baseados na uva Agliânico, em altitudes de 400 a 500 metros sobre o nível do mar. Solos vulcânicos. Regras de envelhecimento do vinho: 3 anos, sendo 1 ano em madeira. Os Riserva serão amadurecidos por 4 anos.

Para entender um pouco sobre a Legislação do Vinho ma Itália:

Os vinhos na categoria DOC estão sujeitos a limites geográficos , assim como a limitações no que diz respeito a castas e métodos de produção. Categoria que abrange a grande maioria dos vinhos de qualidade do país.

Os produtores DOCG (elite dos vinhos DOC) também tem diversas regras a cumprir, como cepas a serem utilizadas, região de plantio, método de produção e envelhecimento, e estão sujeitos a uma prova de degustação por parte do Ministério da Agricultura da Itália.

Simples, não? Só que na prática não é bem assim, muitas vezes por questões econômicas e políticas.

‘É fundamental saber que o sistema DOC, pautado no AOC francês, não garante de forma alguma a qualidade. Garante tão-somente autenticidade e tipicidade, ficando a garantia de qualidade sempre com o produtor.’

José Osvaldo Albano do Amarante em seu livro Os Segredos do Vinho págs 230 -231






Trazida pelos gregos para a região da Campania, a uva aglianico era a protagonista dos vinhos de Falerno, região ao norte de Nápoles, e era o vinho preferido dos imperadores e da elite de Roma.
Caracterisitcamente, os Taurasi típicos tem taninos vivos e duros, austeridade e rusticidade. Atualmente e nas mãos de um bom produtor, os vinhos são frutados, com textura macia, equilibrados e sofisticados. Mas, mesmo dos vinhos dito modernos, o que se espera é provar suas origens e tipicidade.

O vinho de hoje é produzido por Luciano Ercolino, fundador da Feudo di San Gregorio, um dos produtores mais reconhecidos da Campania, e este é um projeto próprio chamado Vinosia. De um vinhedo único chamado Marziacanale, está na colina de Montefalcione. Esta área, como já dissemos, é de solos vulcânicos (solo que faz com que a Aglianico demonstre sua melhor expressão ), com altitude de 500 metros.


Vinho de cor rubi médio, Aromas com média intensidade, de especiarias doces, cedro, alcaçuz, chocolate, que evoluem para frutos negros como ameixa, cereja, amora, piso florestal, terroso. Em boca tem boa acidez, taninos finos, caloroso, com um bom final. Muito bom vinho, acredito que não ganhará com mais tempo em garrafa, está pronto para beber. Álcool a 14%.

Quem importa para o Brasil é a World Wine. Comprado no Emporium Bocaiúva de Florianópolis, ao preço de R$ 273,00 em 05/06/2020.
Um brinde aos amigos!!

Os Taurasi sempre ficarão na memória. Nesta foto, 3 vinhos soberbos que tive oportunidade de degustar em Ravello, em 2015.
Pian Delle Vigne Brunello di Montalcino DOCG 2009
Barolo Riserva de Giacomo Borgogno 2006
Taurasi Terredora 2006

domingo, 31 de maio de 2020

Borgo San Leo Nero D’Avola 2015

O vento Sirocco é Um vento quente e seco, originado no Norte da África, particularmente no deserto do Saara, e devido às diferenças de pressão, invade a bacia do Mediterrâneo gerando um enorme impacto nas condições climáticas dessa região. Observemos na foto abaixo a Sicília, a península da Itália e a Grécia, por exemplo.

A Itália além de ter uma geografia muito particular, com montanhas como os Alpes e as Dolomitas ao Norte, ainda tem a Cordilheira dos Apeninos, que estende-se por mil kilometros ao longo do país , na região central e leste.
Aqui cabe um parênteses : são esses mesmos montes, a formação dos Apeninos lá no Norte, chamado de Arco da Ligúria, que isolam o Piemonte da influência marítima .

Mas não há geografia que impeça o quente sirocco de agir, invadindo a Sicília, deixa em certas áreas o clima mais seco e árido, propiciando as condições para que a viticultura se apresente da forma como a conhecemos hoje. Também invade A Puglia, e entre a Croácia, Bósnia e Itália chega ao Norte passando sem barreiras pelo mar Adriático, aquecendo a região de Friuli Veneza Giulia, que é limitada de um lado pela montanha, e de outro pelo mar, região esta que é famosa pelo produção de vinhos brancos. Interessante, não?


Voltando à Sicília,  com suas particularidades:
A Nero D’Avola está entre as uvas tintas mais plantadas da região e pode ser considerada uma das melhores cepas nativas da Itália. Seu sabor é caracterizado por uma acidez marcante e taninos finos, ocasionalmente agressivos. A produção baixa confere alto teor alcoólico e toques de ameixa e canela. Tem afinidade com o carvalho.


O Borgo San Leo Nero D’Avola 2015 é um vinho de cor rubi médio, com halo transparente, lágrimas numerosas e lentas. Aromas de média intensidade de ameixa e cereja pretas,  piso florestal, terroso. Em boca tem médio corpo, taninos macios, álcool se sobressaindo em relação à fruta. Mesmo tendo suas limitações quanto à falta de acidez e taninos é um bom vinho, que guarda a tipicidade da Nero D’Avola. Uma boa experiência. Um bom vinho e de bom custo-benefício.
Adquirido na Dignum Vinhos de Florianópolis em maio de 2020, custou R$ 74,00.

domingo, 17 de maio de 2020

Araldica Barbera D' Asti Ceppi Storici 2015

A Barbera é uma uva que se expressa melhor no Piemonte, e participa da tríade de uvas tintas, juntamente com a Nebbiolo e a Dolcetto, como protagonista dos melhores vinhos produzidos nessa famosa região italiana.  Gera vinhos com sabores de frutos silvestres, especiarias e madeira defumada. É a segunda uva mais cultivado no Norte da Itália.

Barbera D’Asti DOCG é praticamente uma extensão de Barbaresco, com solo com mais argila e menos calcário, mais propício à Barbera do que à Nebbiolo, portanto. Produz vinhos com alto teor alcoólico , sabores de frutas negras e caça. Atualmente, com a diminuição da produção por hectare, e o uso de barricas de carvalho para evolução do vinho, a Barbera tem ganhado destaque cada vez maior no Piemonte.

Ceppi Storici foi produzido pela Vivícola Araldi nas colinas de Monferrato, Piemonte, com 100 % da casta Barbera.

https://www.araldicavini.it/



Vinho de cor rubi médio. Aroma de frutos negros, do bosque, cereja, ameixa, piso florestal, cogumelos, cassis. Em boca tem corpo médio, com muito boa acidez, taninos finos, álcool a 14% v.v., sabor de média intensidade, com longo final de boca. De muito boa tipicidade. Resumindo: taninos firmes, acidez viva e aromas terrosos, ou seja, um bom italiano.
Passagem de 1/3 do vinho em barricas de Carvalho francês , o restante em botti.
Um vinho gastronômico sem dúvida. Pronto para beber, não ganhará com a guarda. Muito bom vinho.
Após a taça vazia os aromas persistem, como um buquê e um festival para os sentidos. Um perfume.

Comprado na loja da Decanter em Florianópolis em maio de 2020, custou R$136,00


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Espumantes Ferrari

Essa viagem fizemos em Julho de 2017. Nesses dias, visitamos dois dos melhores produtores de Amarone : Giuseppe Quintarelli pode ser visto aqui, e Dal Forno Romano aqui , nos arredores de Verona e de lá contornamos o Lago de Garda e será que daria tempo de visitar a Ferrari em Trento também? O nome Ferrari nos lembra o formidável automóvel fabricado em Modena , que dispensa apresentações. Mas,  é do espumante Ferrari que estamos falando agora, tradicional vinícola da belíssima cidade de Trento, norte da Itália.


Chegamos no horário que saía o último grupo para visitas, com outros dois casais de italianos e foi uma visita espetacular também.







A vinícola conserva as tradições, peças e ferramentas que foram usadas para a produção do espumante em uma espécie de museu, que o visitante acaba por conhecer também. Como tinham dificuldade na importação do maquinário para a produção do espumante, os italianos da Ferrari as fabricavam, aos moldes da produção de champagne na França (sempre eles).






Pudemos provar o Ferrari Brut, Maximum Brut e Perlé - excelente espumante, mas um dos mais elaborados, e mais caros da casa é o Giulio Ferrari (este nome em homenagem ao fundador da Empresa, que hoje pertence à Família Lunelli).
Ao final da visita, degustação e compras.



Check-in no Grand Hotel Trento (recomendo muito).
À noite tínhamos uma reserva no restaurante da vinícola, o Locanda Margon, um dos melhores restaurantes de Trento, 2 estrelas Michelin, o projeto gastronômico da Família Lunelli. Um restaurante com pratos para harmonizar com o espumante. Parece uma excelente idéia não? Fizemos a reserva no Bistrô La Veranda. Infelizmente não tirei fotos dos pratos servidos, nem do local. Fomos atendidos muito bem e tenho para lhes dizer que o restaurante é difícil de achar, pois está fora da cidade, mas vale muito a pena.

Para saber mais: https://www.ferraritrento.com/it/

https://www.locandamargon.it/

Quem importa para o Brasil os espumantes Ferrari é a Decanter.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Kolbenhof Gewürztraminer 2015, de J. Hofstätter

A Gewürztraminer é uma uva rosada e que produz vinhos brancos de cor dourada, incrivelmente aromáticos, a pétalas de rosas e especiarias em boca, e altos níveis de álcool. Sua origem é controversa, alguns estudiosos afirmam que ela se originou no vilarejo de Traminer, na Itália, mas o primeiro registro histórico dessa uva é do Rheingau, Alemanha. Na Alemanha (Pfalz), Itália (Traminer) e França (Alsácia) é que esta casta mostra o seu maior potencial.



Vinho proveniente do Alto Ádige, produzido por J. Hofstatter em Tramin/Termeno, Itália. 


A Gewurztraminer é uma das estrelas desse produtor, sendo reconhecida e recomendada por alguns dos melhores guias de vinho do mundo.


De coloração dourada, lágrimas numerosas e lentas. Aroma intenso e  típico da variedade (floral - pétalas de rosas), lichia, pêssego, especiarias. Em boca é seco,  de médio corpo, retoma os aromas, com um final condimentado, caloroso, preenche o palato. Álcool a 14%. Uma bela experiência.


Adquirido na enoteca do produtor em julho de 2017, custou 22,50 euros.

www.hofstatter.com/

Provei um Gewurztraminer nacional com muita expectativa, e queria comparar com esse, mas não foi dessa vez. Sou apreciador dos vinhos brasileiros, mas o nosso representante tinha pouco aroma e sabor, o que pode ser explicado por esta casta preferir climas mais frios, já que é sensível e amadurece rapidamente. Como já fiz outras vezes, prefiro não comentar quando o vinho não corresponde às expectativas, o que felizmente não ocorre com tanta frequência.
Saúde!


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Monte Santoccio Amarone Della Valpolicella 2012


Hoje foi dia de provar um Amarone (17/09/2017).

Produzido em Fumane (uma das sub-regiões da DOCG Valpolicella Clássico) por Azienda Vinícola Monte Santoccio, com as uvas Corvina 40%, Corvinone 30%, Rondinella 25% e Molinara 5%. Evolução por 30 meses em barricas de 500 litros de carvalho francês e americano.




De cor rubi com reflexos cor de tijolo, lágrimas numerosas, grossas e lentas.
Aroma de frutas vermelhas em compota, groselha, ameixa. Mais linear do que amplo.
Taninos macios e finos, baixa acidez, quente (álcool a 16%), final de boca com amargor. Típico.
Tem a potência como qualidade aos que asim o apreciam, bem como com as restrições ao estilo, como a baixa acidez e carga de taninos. Um bom vinho. 



Comprado no Signorvino, em Verona.
http://www.signorvino.com/en/wine-shop/verona

Para saber mais:
https://www.montesantoccio.it/


sábado, 12 de agosto de 2017

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2) - Dal Forno Romano.

Esta é a segunda parte de nossas visitas ao redor de Verona, dessa vez fomos visitar a Dal Forno Romano. Situada fora da área de Valpolicella clássico, em Cellore d'Illasi.
Fomos recebidos pelo Luca Dal Forno, filho do proprietário, que gentilmente nos recebeu e apresentou a Vinícola.



Neste vídeo sobre a produção do vinhos da Dal Forno, vemos o método de secagem das uvas e também a poda, preservando as uvas da parte de cima do cacho, mais concentradas, e mais doces.
https://player.vimeo.com/video/10112011?title=0&byline=0&portrait=0&color=ffffff


A Dal Forno produz apenas 3 vinhos: Amarone, Valpolicella (nos anos não tão bons, em que não há qualidade suficiente para o Amarone), com as uvas Corvina, Corvinone, Croatina, Oseleta e Rondinella, em percentagens que variam conforme a safra, e um Passito, o Vigna Seré, o melhor passito que já provei, disparado. São vinhos que combinam grande concentração e elegância.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2).

Para quem quiser saber mais sobre os vinhos: http://www.dalfornoromano.it/
Infelizmente não tenho os valores que paguei pelos vinhos, nem os preços que a Vinícola os comercializa. Estávamos de saída para o Lago de Garda, mas essa é outra história.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.
Saúde!



Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 1) - Giuseppe Quintarelli.

Hoje vamos falar de um dos alicerces do vinho italiano: o Amarone, grande representante do Vêneto. Juntamente com o Barolo, no Piemonte e Brunello na Toscana formam grande tríade do vinho daquele país. O Amarone é um vinho muito particular e faz parte do imaginário dos amantes do vinho mundo afora. Já havia falado sobre esse vinho ímpar aqui e aqui .

O território do Amarone della Valpolicella é o mesmo do Valpolicella, e situa-se na província de Verona.O Amarone é um dos mais carnosos vinhos tintos, exibindo gama ímpar de sabores que lembram geléia de cereja, doce de ameixa, uva passa, pétalas de rosas e especiarias. É feito de uvas desidratadas segundo a tradição das colinas de Verona desde o período bizantino, inicialmente deixando as uvas para secar em casas com largas janelas abertas e, mais modernamente com o uso de ventiladores industriais. Após três a quatro meses, as uvas perdem de 35% a 40% do peso, concentram o açúcar e são afetadas pela Botrytis cinerea.  A mescla envolve uvas Corvina Veronese, Molinara, Rondinella e até15% de outras cepas (locais ou internacionais) entre as muitas autorizadas pela DOC em que ele é feito. O teor alcoólico varia entre 14% ao mais tradicional 16%. Um vinho considerado "enorme", "opulento" por muitos. Eu o aprecio, e a seu estilo.

E foi atrás desses caldos que pudemos conhecer a bela cidade de Verona, cidade que inspirou Shakespeare a escrever o famoso romance Romeo e Julieta (reza a lenda que ele nunca esteve lá), suas histórias e monumentos, e sua Arena romana impressionante.






Na cidade, conhecemos uma loja de vinhos bem bacana, com uma boa diversidade de vinhos do Vêneto e de toda a Itália, espumantes e afins, a Signorvino, recomendo. (Dica do João José, thanks)


http://www.signorvino.com/en/wine-shop/verona

No outro dia, fomos a um local incomum, também pelo fato de não haver placas de sinalização indicando a Vinícola, nem mesmo na própria, mas que todo o apreciador de vinhos sabe onde fica: na localidade de Negrar, a Azienda Agricola Giuseppe Quintarelli.







Fomos recebidos pelo Francesco Quintarelli, que nos apresentou a Vinícola, nos falou dos métodos de produção e contou um pouco da história da família.


 Os vinhos? Como disse minha esposa foram do maravilhoso ao espetacular.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 1).


O custo da visita e degustação é de 20 euros por pessoa, muito acessível e uma experiência extraordinária. Os valores dos vinhos (Julho / 2017), estão aqui:


Quem importa para o Brasil é a Mistral.




quinta-feira, 3 de março de 2016

Terre del Fön Pinot Grigio Trentino 2013

A Pinot Grigio tem sua origem na  Bourgogne, onde hoje é pouco plantada. De cor rosada, é oriunda da mutação da Pinot Noir, mas o suco é separado das cascas logo após o esmagamento das uvas, originando então vinhos brancos de aroma rico e condimentado, muito densos, de média acidez e grande sabor. É uma alternativa para os produtores e consumidores saírem do lugar comum, Chardonnay e Sauvignon Blanc.

Assim como a Syrah/ Shiraz, é uma uva com dois nomes (Pinot Grigio na Itália e Pinot Gris na França). 



 Os críticos à Pinot Grigio acusam-na de não ter personalidade, por ser aromaticamente neutra, pobre em aromas, mas, em compensação, os vinhos feitos desta casta são muito saborosos e fáceis de beber.

O Terre del Föhn é produzido pela Cantine Monfort, em Lavis, Itália, e elaborado com 100% da casta Pinot Grigio.
É um vinho de cor amarelo-verdoso, aromas cítricos, de flores brancas e mel. Embora tenha pouca intensidade aromática, é delicado, e em boca é macio, harmônico, com um toque mineral e final de boca amplo, longo e caloroso. Álcool a 12,5%.
Um dos melhores brancos que provei nos últimos tempos.

Nota: 90 pontos.

http://www.cantinemonfort.it/monfort/

Importado para o Brasil pela Porto Mediterrâneo, que tinha um portfólio de vinhos muito bom, e que infelizmente encerrou suas atividades.

Adquirido na Gran Vin em Caxias do Sul, no dia 19/02/2016, custou 39,90 reais. Mais uma prova de que vinho bom não necessariamente precisa ser um vinho caro.

Saúde!