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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Estiba I Tempranillo Rosado 2015

O vinho de hoje é um Tempranillo rosé argentino, o que soa um pouco diferente (Um Tempranillo fora da Espanha, e um rosé da América do Sul).



Há 2 maneiras de se fazer vinho rosé:

1) Por Prensagem direta das uvas: Na fase do desengace das uvas faz-se o esmagamento colocando-se na prensa em baixa temperatura. Prensa-se lentamente e, a partir daí, este mosto rosado vinifica-se como os vinhos brancos. (Muitos vinhos da Provence)

2) Por sangria: Após o desengace faz-se uma maceração curta, uma "sangria do tanque", uma retirada do suco após breve contato com as cascas, e este mosto rosado vinifica-se como branco. (Vinhos de outras partes do Mundo)

O Estiba I é feito com maceração do mosto com as cascas por 24 horas, e, após contato com as leveduras, fermenta a 17°C durante 25 dias em aço inox, portanto é um rosé de sangria.



Não passa por carvalho, o intuito aqui é apresentar um rosé fresco e frutado. Na taça um vinho cor salmão, pouco fluido, aroma a frutos vermelhos, cereja, pouco intenso. Ligeiro em boca, confirma os aromas, baixa acidez, final curto. Álcool a 13,5%. Um vinho simples. Lembro de já tê-lo provado em outra ocasião e o achei melhor, talvez uma safra mais recente justificaria a compra.
Temperatura de serviço: 11 a 13°C
Comprado no Mercado Hippo em Florianópolis, custou 62,90 reais.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.

Saúde!

http://www.bodegasesmeralda.com.ar/bodega/bodega.html


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Gran Feudo Rosado 2012

Produzido por Julián Chivite, um dos produtores mais consagrados da D.O. de Navarra, Espanha. Navarra não desfruta da reputação da célebre vizinha Rioja, por isso, seus vinhos são mais acessíveis, mas, nem por isso menos interessantes. Devido à proximidade e ao uso de praticamente as mesmas cepas, os vinhos navarros mostram similaridade com os riojanos. A maioria dos vinhos são tintos, com destaque para alguns bons brancos e rosados.

Este rosé navarro é um sucesso mundial, e já o provei em algumas ocasiões. Quando os amigos me pediram um vinho para uma Paella Valenciana, não tive dúvidas em indicar este.


Vinificação: Após um contato com as cascas por tempo limitado, o mosto sofre trasfega parcial por meio de gravidade. O resultado é um rosado natural de sangria.
Não passa por barrica. Álcool a 13% Vol.
Cepa: 100% Garnacha Tinta

Na taça uma bonita cor de pétala de rosa, brilhante, pouco fluido. Aromas delicados a frutas vermelhas e um toque de especiarias. Equilibrado, com uma acidez refrescante e gastronômica. Muito melhor a presença em boca do que a intensidade aromática. Harmonizou muito bem com o prato servido.
Belo produto.

Importado para o Brasil pela Mistral
Comprado pelo site da Importadora, custou 56,11 reais.
Nota= 91 pontos


Saúde!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Villa Francioni Rosé 2013


Mais um representante de Santa Catarina, mais um representante de São Joaquim, o Villa Francioni Rosé já faz parte do imaginário dos vinhos do Brasil, por assim dizer. Claro que há o apelo da garrafa elaborada, parecida com um frasco de perfume, e claro que há o apelo da linda cor rósea do vinho, realçada pelo rótulo transparente.

Mas o rosé Villa Francioni tem a intenção de marcar a ocasião por ser um vinho frutado, jovem, com a força das uvas tintas que o compõem (8 variedades!) aliado à sutileza e elegância do rosé.
Produzido com: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Syrah, Sangiovese, Pinot Noir e Petit Verdot, um leque ao gosto de Orgalindo Bettú, enólogo da Vinícola.

Vamos ao vinho:
Bonita cor salmão. Aroma frutado, sobressaindo pêssego, groselha e goiaba. Cítrico e refrescante com muito boa acidez. Álcool a 13,2%. Equilibrado e vigoroso. Um vinho para dias ensolarados de verão, realmente.

Parece ser uma companhia ideal para uma reunião festiva com os amigos em volta da piscina, escoltando muito bem entradas, saladas ou pratos de peixe.

Se você aprecia os rosés, me parece uma boa pedida provar este representante nacional.
Ao invés de provarmos somente brancos e tintos, o que lhe parece ser recebido com uma taça deste rosé?

Nota = 87 pontos
Preço= Presente do amigo Marcos Paludo. No comércio está por volta de 50,00 reais.

Uma grande experiência.
Um Brinde!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Vinho Rosé do Velho Mundo

Minha primeira contribuição para a Confraria Brasileira de Enoblogs, da qual tenho orgulho de fazer parte. O tema do mês de Outubro era: Vinho rosé do Velho Mundo sem limite de preço. Como a minha experiência com rosés do Velho Mundo não é das melhores, porque já provei vinhos caros e decepcionantes nesses quesitos,  resolvi escolher em lojas especializadas e também por sugestão dos sommeliers.

         ClaudeVal Rosé 2012
Um rosé francês da Região de Languedoc-Roussillon, produzido por Domaine Paul Mas com as uvas Grenache (50%),  Cinsault (30%) e Syrah (20%).
Chama a atenção logo de início a bonita cor cereja deste vinho, límpido. Aroma floral e de frutas vermelhas como cereja em compota, não muito intenso. Boa acidez, teor alcoólico de 13%, harmônico. Para um dia de verão à beira da piscina, é o que lembra esse vinho, para ser bebido despreocupadamente.
Simples, bem vinificado, nada muito empolgante, mas valeu a experiência.
Nota=84 pontos
Importado para o Brasil pela Decanter, comprado na Loja da Decanter em Florianópolis. Custo= 39,10 reais  




Há melhores exemplares de bons vinhos nacionais e do Novo Mundo nesta faixa de preço, então resolvi apostar em outro, e constatei algo que parece ser uma regra no Brasil: não temos tantos exemplares desses vinhos à nossa disposição no mercado, a não ser franceses. Será? Gostaria de ter encontrado um espanhol ou um italiano, mas...


 Secret de Comptoir Côtes
 de Provence 2012
Vinho rosé da Provence, também composto de Syrah, Grenache e Cinsault. 
De tonalidade laranja, esmaecido. Passa no paladar como vinho branco, mas as notas de frutas vermelhas, não muito intensas, delatam a origem tinta das uvas. Delicado, com uma acidez correta. Não chega a empolgar. Quem deseja um vinho leve, delicado, deverá preferir este.
Álcool a 13% 
Nota=82 pontos
Custo= Importado para o Brasil pela Grand Cru, comprado na loja da Grand Cru em Florianópolis, custou 66,00 reais.






Um pouco decepcionado, mas não completamente derrotado, li no jornal uma matéria que falava dos rosés e recomendava o Prado Rey. Tive que provar.

Prado Rey Rosado 2011

Vinho rosé de Ribera del Duero, uma DOC das mais confiáveis da Espanha. Produzido por Real Sítio de Ventosilla - Pradorey, com 50% de Tempranillo e 50% de Merlot. Passa por 3 meses em barricas de carvalho europeu.
Na taça uma bonita cor cereja, aromas intensos de goiaba e especiarias. Em boca é pleno, denso, confirma os aromas, com boa acidez, um vinho gastronômico, sem dúvida. Álcool a 14%, sente-se bem a presença, potente.
Diferente dos demais, que primam pela leveza, este é um vinho potente e gastronômico. Eu virei fã. Uma excelente opção para recepcionar os amigos e impressionar com um rosé diferente, mas, mais ao estilo do Novo Mundo.
Nota= 93 pontos
Importado para o Brasil pela Decanter, comprado na Loja da Decanter em Florianópolis. Custo= 67,32 reais





Os vinhos não empolgaram tanto, a não ser o último, menção especial ao que provamos no mês passado na confraria para lembrar, do mesmo estilo dos franceses, mas mais aromático e elegante. Valeu muito a experiência, principalmente porque descobri o espanhol, que me impressionou bastante. 
Um Abraço a Todos.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Vinho Rosé Taipa Pericó e Rosé Vinha da Defesa Herdade do Esporão

Já comentei sobre vinhos rosés anteriormente relembre, e não costumo postar vinhos que provo na casa de amigos, pelo simples fato de não querer cometer alguma injustiça na avaliação, nem ficar fazendo anotações na casa dos outros, muito chato isso, mas hoje me entusiasmei com os portugueses (novamente!) e decidi escrever minhas memórias.

Pericó Taipa Rosé 2011

Vinho produzido pela Vinícola Pericó em São Joaquim, Santa Catarina, com 60% de Cabernet sauvignon e 40% de Merlot.

Bonita cor salmão, aroma delicado de frutas vermelhas com um leve toque de baunilha, passagem por carvalho discreta. Boa acidez.

Pouco volume em boca, um vinho mais ligeiro, em declínio por armazenagem ou idade? Teria que provar o 2012 para saber. Um vinho mais delicado, mas nem por isso menos interessante.

Nota= 86 pontos







Vinha da Defesa Rosé 2011
Vinho produzido pela gigante Herdade do Esporão em Reguengos de Monsaraz, Alentejo, Portugal, com as castas Aragonez e Syrah.

Bonita cor cereja, aromas de morango, cerejas, confirma no  paladar, que é intenso e muito persistente. Como a maioria dos alentejanos, potente na graduação do álcool, 13,5%, mas que não transparece à degustação, porque o conjunto é muito harmônico.

Um grande vinho, altamente recomendável.

Nota: 94 pontos



Em resumo: dois vinhos próprios para serem provados também no verão. Penso que o nacional, por ser mais leve, harmoniza com entradas frias ou como aperitivo, e o português é mais gastronômico, evolui com a comida e a exalta. Combinou de forma excelente com um salmão ao molho de laranja.

Um brinde!