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domingo, 27 de outubro de 2019

Lapostolle Cuvée Alexandre Merlot 2014

"Francês em essência, chileno de origem"
Criado por Domaines Bournet-Lapostolle, produtores do Conhaque Grand Marnier. Proprietários da Lapostolle e Clos Apalta.
Vamos à prova?


Vinho límpido de cor rubi, lágrimas lentas e numerosas.
Aromas de média intensidade, frutas vermelhas, ameixa, chocolate, cassis, um vinho em evolução.
Em boca é seco, acidez média, tanino médio,  álcool bem integrado, harmônico. De médio corpo, com pronunciada intensidade de sabor. Longo final de boca. Um vinho potente e delicado na mesma medida, com aquela maciez característica da Merlot, que cativa apreciadores da casta.
Um excelente vinho.
Álcool a 14,5%
Adquirido na Vinícola custou 11.800,00 pesos em Jul/2019.
Nota: 94 pontos.

















quarta-feira, 15 de junho de 2016

Clancy's Shiraz Cabernet Merlot 2008

O vinho de hoje é produzido com 50% de Shiraz, 34% de Cabernet Sauvignon e 16% de Merlot por Peter Lehman no Vale de Barossa, Sul da Austrália.

Este vale tem uma história vinícola que remonta ao ano de 1842 e é a região produtora de vinhos mais famosa da Austrália. Colonizada inicialmente por agricultores britânicos e alemães, está situada ao norte de Adelaide e é lar de uma comunidade vibrante de produtores de alimentos e vinhos artesanais. O número de produtores de vinho chega a mais de 750 e alguns estão na sua quinta ou sexta geração.

Vale de Barossa



Clancy's Shiraz Cabernet Merlot 2008


 E eu fico com vontade de conhecer este lugar, sempre! Vamos ao vinho?

Vinho de cor rubi com borda cor de tijolo, evidenciando os seus anos de evolução em garrafa. Lágrimas numerosas e finas. Álcool a 14,5%. Com finos aromas de frutas vermelhas em compota, ameixa, alcaçuz e chocolate. Em boca é harmônico e elegante com taninos finos e média persistência. Falta-lhe a fruta que provavelmente tinha quando mais jovem, mas mesmo assim é um vinho macio e prazeroso. Um blend: possui os aromas típicos e o corpo da Shiraz, a Cabernet empresta-lhe a estrutura e a Merlot contribui com a maciez e a fruta típicas.
Estagia por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Quem importa para o Brasil é a Decanter.

No site da importadora está no valor de 171,00 reais. Comprei em promoção na loja de Florianópolis ao preço de 68,39 reais, no dia 23/05/2016.


Um brinde!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Torii Cabernet Sauvignon 2008 - Mais um Belo Representante Catarinense


Hoje trouxe uma boa dica de um vinho catarinense, garimpado na última viagem a São Joaquim.



Torii Cabernet Sauvignon 2008

Produzido pela Vinícola Hiragami a 1427 m de altitude, portanto, dos parreirais mais altos do estado, em São Joaquim - SC com as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot.
(Há um outro Cabernet Sauvignon da Hiragami, que passa mais tempo em carvalho, e que foi premiado, mas hoje vamos falar deste, que achei excelente custo-benefício)

12 meses de amadurecimento em barricas de carvalho francês. Álcool a 13,6%.

Um vinho de cor rubi com reflexos de cor tijolo.

Aroma vinoso, característico das cepas, com café torrado, ameixa e herbáceo em um conjunto homogêneo e harmônico.

De corpo médio, em boca os taninos estão redondos e macios. Elegante e evoluído. Boa persistência em boca.
Um vinho pronto, não evoluirá com mais tempo de guarda. Portanto desfrutem-no se acharem para compra!

Adquirido na Casa do Vinho, custou 60,00 reais.

Nota= 87 pontos.

Fiquei curioso para provar os outros vinhos desta Vinícola.
Um brinde!

https://www.facebook.com/pages/Vinhos-Hiragami/1719858111573856


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Confraria dia 28/08/2014



Reunião mensal da nossa Confraria onde foram degustados às cegas 2 vinhos tintos:

Vinho 1 - Coloração rubi com halo violáceo, aroma de ameixas pretas em um fundo vinoso e elegante, equilibrado, harmônico e linear. Um vinho pronto, acredito que não melhore com a guarda. Preferi este.

Vinho 2 - Vinho de cor bordô com halo cor de tijolo denotando evolução . Muita fruta madura, aromas de mel, figo, especiarias, uma estrutura dominada pelo álcool e pela maciez, mas, talvez um vinho muito maduro, em declínio.


Vinho 1: Casa Silva Reserva Cuvée Colhagua 2012
Do Valle de Colchagua - Chile

Vinho 2: Surazo Gran Reserva 2002 Merlot
Do valle de Rapel- Chile, álcool a 14,5%

Como acompanhamento tivemos excelentes pratos de massa da "Di Zucchine Massas artesanais" aqui de Florianópolis, "Bendita Flor", Cannelonni, Raviolli, Rondelli, Sofiolli e molhos incríveis.





Saúde!

sábado, 16 de agosto de 2014

Quinta da Figueira Moça Faceira 2012



Este vinho é produzido pela Quinta da Figueira, um projeto de Rogério Gomes, aqui de Florianópolis. Pensar que um vinho tinto é produzido na Ilha de Santa Catarina, com uvas provenientes de São Joaquim, elaborado de forma artesanal, é no mínimo curioso.

Com uma produção de apenas 500 garrafas, o Moça Faceira é produzido com a mescla de Cabernet Sauvignon (50%) e Merlot (50%), da Altitude Catarinense. Passa por carvalho francês e americano por 21 meses e não é filtrado para melhor preservar suas propriedades naturais.
Na taça é um vinho de cor vermelho-púrpura com halo violáceo, lacrimoso, com pernas grossas e lentas.
Aroma amplo, vinoso, de frutos vermelhos, couro, ervas e especiarias.
Estruturado em boca com intensidade, persistência e adstringência no final. Taninos secos, de boa qualidade. Apresenta uma sapidez e acidez provocativos, um vinho que pede comida, mas eu o apreciei sozinho. Acredito que tenha ainda uma evolução em garrafa, mas é suficientemente harmonioso.
Tem o DNA dos brasileiros, mas com uma "pegada" que foge ao comercial , mais ao estilo do Velho Mundo. É um bicho raro com o qual dá para se divertir.
Álcool a 13,5%.
Comprado na Pizzaria Forneria Catarina, aqui em Florianópolis, custou 78,00 reais.
Nota= 91 pontos.
Altamente recomendável.

http://loja.quintadafigueira.com.br/


Como disse Patrício Tapia em entrevista ao Renato Machado no extinto Programa Menú Confiança: "Penso que o vinho é um catalisador. Um veículo que a Natureza usa para se expressar. E, muitas vezes, é um veículo, um catalisador, que grandes pessoas utilizam para expressar suas idéias, sua forma de ver a vida. A lição mais importante que aprendi no mundo do vinho é que, por trás da maioria dos grandes vinhos - não digo os grandes clássicos, mas os que têm caráter, sempre, necessariamente, existe um grande ser humano. Estes são os vinhos que me interessam, não os grandes nomes, mas os que têm uma personalidade específica, que esteja relacionada com o lugar, como um espelho deste lugar. Ou que seja um catalisador, um psiquiatra da pessoa que o fez".

Acrescento que uma centelha de humanidade nas coisas que vivenciamos fazem valer a pena uma vida inteira de trabalho e dedicação.




Saúde!



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Lídio Carraro Agnus Merlot 2011

A proposta para a Confraria Brasileira de Enoblogs do mês de julho foi minha: Vinho tinto nacional sem passagem por carvalho e sem limite de preço.




Com a simplicidade da proposta, tentei envolver os confrades a participar dessa revolução de idéias e ideais que envolvem o fantástico mundo do vinho. Com madeira? Tostadura média? Primeira passagem? Barricas novas de francês ou de americano?

Nada disso.

O objetivo é apenas apresentar a fruta transformada em líquido através da natureza e da mão do vinhateiro e isto aí não é, de maneira alguma, tarefa simples, quando estamos falando de bons produtos. (Eu, como a grande maioria, não sou absolutamente contra o carvalho, só não o aprecio em excesso, mas admito que em alguns vinhos ele dá um toque sublime).

Desconfio, e isto é legal, que todo o confrade quando apresenta sua proposta já tem um vinho especial em mente - comigo, pelo menos foi assim, pois iria a Caxias do Sul e de lá a Bento Gonçalves, então visitei algumas vinícolas, e comprei uns vinhos que achei especiais na Lídio Carraro.  Bettú? Não consegui visitá-lo a tempo. Algum vinho do Marco Danielle? Também não foi dessa vez. Quinta da Figueira, do Rogério Gomes aqui de Floripa? Não pode, porque os vinhos afinam em carvalho. (Espero poder postar em outra oportunidade esses vinhos que também falam da terra, do caráter do homem e da natureza).

Meu vinho do mês para a CBE foi com esse pensamento, o desses loucos improváveis e santos que lutam contra as intempéries munidos destas idéias e ideais, sem mudar ao ritmo da música do momento.
Ih! Acho que deixei o texto muuuuuito comprido, hehe.

Tive a infelicidade de abrir uma garrafa de Lídio Carraro Elos Touriga/Tannat na qual o vinho estava oxidado, solicitei reposição no qual fui prontamente atendido, recebi outra que, bem, também não estava boa, e não publico vinhos que não estejam em condições de serem avaliados. Com isso perdi o tempo de postagem, mas, lendo o blog da Rita Lobo me dei conta de uma coisa: Vinho é para se divertir!
O texto dela é de quem está se divertindo com isso, escrevendo, então perfeição não existe e vamos em frente.
Meu vinho do mês é um Merlot da Vinícola Lídio Carraro, do terroir de Encruzilhada do Sul, terroir este sobre o qual já comentei veja aqui .
 O Agnus é uma linha de entrada da Vinícola, e faz parte desta filosofia purista de apresentar vinhos sem passagem por carvalho. Vamos à prova:
Na taça um vinho de coloração rubi com halo violáceo, lágrimas lentas e grossas. Aromas de média intensidade, vinoso, com frutos vermelhos como framboesa, morango e um agradável toque herbáceo. Leve e macio em boca, confirmando os aromas e a tipicidade da Merlot. Taninos finos, amargor final discreto.
Um bom vinho, acredito que harmonize bem com massas e carnes brancas ou vermelhas sem muito condimento.
Álcool: 13,5%
Comprado na Nostra Adega em Florianópolis, custou 35,00 reais.

Se gostei do vinho? É claro pois não! Muito bom custo-benefício.

Um brinde e um abraço a todos!


domingo, 8 de junho de 2014

J.P. Chenet Merlot 2012


Como o objetivo deste blog também é se despir de preconceitos, e trazer vinhos simples e bons para apreciação, vou reverenciar um vinho produzido em larga escala, de uma vinícola que exporta para 160 países ao redor do mundo. É um vinho fácil de ser achado no mercado brasileiro, e é um "Vin de Pays".

Os vins de pays são vinhos com regras menos rigorosas do que as apellations contrôllés, e alguns vinicultores introduziram os modernos métodos de vinicultura e as técnicas de marketing do Novo Mundo nessas regiões, fazendo vinhos frutados, modernos e embalados com requinte. O nome da variedade aparece no rótulo, como nos vinhos da Califórnia, Austrália ou Chile.
O fato é que este Merlot é mais do que um vinho "honesto", como muitos definem, e é de boa relação custo-benefício.




Vinho produzido na região de Languedoc-Roussillon, França.

Na taça uma coloração rubi com halo violáceo, pernas lentas e grossas. Bouquet  amplo, intenso e persistente. Aromas intensos de frutos negros, ameixa, pimentão verde e pimenta. Muito frutado em boca, corpo médio, taninos finos e suaves, elegante. Harmonioso, bem vinificado. Álcool a 13%.

Uma excelente opção para quem aprecia a Merlot, e, melhor, não é caro. Sugiro muito que se prove este vinho, você irá se surpreender. Está longe de ser um clássico francês, ou um grande representante nacional, não espere isso. A questão aqui é gastar pouco e ter prazer na degustação do vinho.

Nota= 88 pontos
Valor= Presente de amigos,  mas no comércio está por volta de 50,00 reais.

Não provei o Cabernet-Syrah, e é pouco provável que o faça, mas este Merlot......


Um Brinde!

domingo, 10 de novembro de 2013

Salton Desejo 2008



Um dos meus vinhos do coração, o Salton Desejo segue sendo um dos melhores vinhos nacionais e, sem exageros, posso dizer que é o melhor Merlot do Brasil.
A Merlot é uma casta francesa, da região de Bordeaux, de altíssima qualidade, menos tânica, produz vinhos mais macios, frutados e com menos acidez do que a Cabernet sauvignon. 
Aos que assistiram Sideways, no qual o protagonista Miles se recusa a beber Merlot, e contribui mundialmente para o aumento de consumo de Pinot noir (fato anotado por enólogos aqui no Brasil também) os defensores citam o vinho Chateau Petrus, um dos mais prestigiados do planeta, e um dos mais caros também, elaborado com  cerca de 95% de Merlot, como defesa pelo fato da Merlot ser tão desprezada no filme.
Como nossa produção de vinhos finos é recente, e ainda nos falta a uva por assim dizer, emblemática, como é a Carmenére no Chile, a Tannat no Uruguai, a Malbec na Argentina, a Sauvignon blanc na Nova Zelândia, a Pinotage na África do Sul, a Shiraz na Austrália, etc,  adotamos a Merlot como a que mais se adapta ao nosso clima, solo, enfim, terroir. Será nossa uva emblemática mesmo?
Após algumas provas de nossos vinhos, penso que não podemos chegar a uma conclusão definitiva, pois são inúmeras as experiências com outras castas, como pude conferir em minha última visita ao Vale dos Vinhedos. Mas, sim, a Merlot tem um espaço que lhe é devido, e precioso em nosso território. Grandes investimentos não apenas financeiros, mas de muito trabalho e expectativa foram dispendidos em algumas vinícolas, com bons resultados, como Pizzato, Lídio Carraro, Dom Candido, Miolo, Boscato, Santa Augusta, Kranz, mas, a meu ver, nenhum se igualou ao Desejo da Salton.
Elaborado com 100% de Merlot, com uvas da região da Campanha gaúcha.
Na taça é um vinho de cor roxa intensa, com lágrimas finas e lentas. Apresenta grande intensidade aromática de frutas negras, café, tabaco, pimenta. De taninos macios, e com boa persistência em boca, com o álcool bem integrado, e um paladar evidente de baunilha, ameixa, frutas negras. A maturação é feita em barricas de carvalho francês e americano por um ano, com mais um ano de maturação em garrafa antes da comercialização. Não fica-se indiferente a este vinho, é um vinho muito bem vinificado, harmônico e agradável, fácil de beber, mas que traz uma notável complexidade de aromas.
Safra 2008, com álcool a 13%.
Evoluiu bem, e com os seus cinco anos, acredito que tenha ganho o esperado, não vale a pena guardar por mais tempo, a não ser por um curiosidade enofílica. Não é tão complexo como o 2005, que tinha aromas mais exuberantes e com algo de animal e fumaça, mas este também infelizmente não se encontra mais.
Penso que o rótulo deveria ser mais bem elaborado, basta ver os rótulos do Velho Mundo, que chamam mais a atenção e são mais bonitos. O Salton Desejo merece.
Harmonizou de forma perfeita com bife de contra-filé ao molho pesto e batatas, memorável novamente.
Comprado na Loja do Restaurante Canta Maria em Bento Gonçalves em 01/11/2013, custou 49,50 reais, mas em outras lojas custa de 60 a 70 reais.
Nota= 94 pontos
Um brinde!