Blog onde compartilho minhas experiências sobre vinhos, viagens e gastronomia. Avaliação de vinhos. Penso que é importante, além de ser um arquivo pessoal, que o blog informe de forma correta os aspectos a que se propõe, como viagens e degustações de vinhos. Procuro ser sempre o mais preciso possível, pois já me servi de informações de outros blogs para viajar, conhecer pessoas e lugares. Não há a pretensão de esgotar os assuntos. Aproveite! E sejas sempre bem-vindo.
Instagram: vinhosqueprovo
Estava faltando um post sobre um de nossos restaurantes favoritos em Florianópolis: o Porto do Contrato.
No Sul da ilha de Florianópolis, na bela e pitoresca comunidade do Ribeirão da Ilha, há várias opções de bons restaurantes de frutos do mar, peixes e ostras (especialidade do local). Um deleite para os habitantes da ilha e turistas, que aproveitam o dia para um passeio e refeição memoráveis.
Um dos mais lindos cenários da Ilha, com um entardecer dos mais bonitos também, este é o Ribeirão, amado por todos que o conhecem.
Para saber mais acesse aqui.
Como é temporada de tainha, e gostamos muito da tainha recheada do Porto do Contrato foi este o pedido.
De entrada umas casquinhas de siri:
E o prato principal: Tainha recheada com farofa de camarão. Acompanha batatas recheadas, salada, arroz e pirão de peixe.
Para acompanhar um vinho branco do Douro :
Tons de Duorom 2015, um blend de 5 uvas autóctones portuguesas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto e Moscatel Galego Branco.
Um bom vinho de entrada, leve, com 12,5% de graduação alcoólica, com um bom frescor, embora o prato peça mais estrutura do vinho, este nos serviu muito bem.
Pedimos mais água, refrigerante, uma porção de batatas fritas, e de sobremesa um petit gateau (mas esse não saiu na foto por pura gulodice rs).
Total da conta: 318,00 reais ( o vinho custou 119,00 reais).
Um bom restaurante para o casal, para ir com a família igualmente. Um local muito agradável e um belo passeio.
Hoje o post é sobre um Chardonnay que fez sucesso em uma reunião de amigos no Emporium Bocaiúva. Este empório é uma casa clássica em Florianópolis, e espero postar sobre este lugar em breve. Não o frequento com tanta assiduidade quanto gostaria, mas sempre que vou é especial, porque dividir uma de suas mesas com os amigos é isso mesmo, especial demais. Bons vinhos, ótimos amigos, boa conversa, boa música, tudo de bom.
E minha esposa simplesmente adorou o vinho. Fazer o quê? Comprei uma garrafa para beber em casa e postar no blog.
O Montes Alpha Chardonnay é produzido pela Viña Montes, no Vale de Casablanca, Chile. Este terroir é o que se comprovou o melhor, até agora, para a produção de brancos no Chile.
De clara proximidade e influência marítima, é a primeira região de vinhos fria do Chile, e tem produzido Chardonnay e Sauvignon Blanc desde a década de 80.
O nevoeiro de manhã cedo mantém as temperaturas baixas e adiciona umidade em um terreno que de outra forma seria seco. Brisas do meio-dia limpam a neblina, permitindo que a radiação solar atinja as vinhas fazendo com que a temperatura suba e se mantenha constante ao longo da tarde. Parece perfeito, não?
Mas, o problema é quando há noites limpas e tranquilas, que é quando não há neblina, então o calor escapa e o ar esfria, provocando geadas que tornam esta uma região de difícil cultivo. O prêmio de trabalhar em Casablanca é que esta é uma região ideal para os brancos e para tintos de maturidade curta como o Pinot Noir, que vêm demonstrando alto potencial de qualidade, ou para o Cabernet Franc e o Merlot.
Influência do Pacífico, brisas, baixa altitude, geadas, neblina, sol à tarde, todos esses fatores fazem de Casablanca um local único no mundo para a produção de vinhos.
Vamos ao Montes Alpha?
De cor amarelo dourado, lágrimas lentas e grossas, aromas de fruta madura, abacaxi, banana, pêssego, manteiga, caramelo. Em boca tem boa persistência e clareza, é macio, untuoso, harmônico, com notas amanteigadas e com boa acidez. Álcool a 13,5%.
Produzido com 100% de Chardonnay, 40% do vinho base passa em barricas de carvalho de primeiro e segundo uso, por 8 a 10 meses. Um vinho encantador nas palavras da minha esposa.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.
Preço: 163,80 reais (barato, porque os desejos de my wife prezo muito, hehe)
Oi amigos, o post de hoje é sobre um vinho português licoroso: o Moscatel de Setúbal.
Que Portugal é a terra da boa gastronomia e dos bons vinhos já não é mais novidade para os enófilos e os amantes da boa mesa mundo afora. Também não é novidade que Portugal é o mais famoso país produtor de vinhos licorosos do mundo, com seus representantes: Vinho Madeira, Moscatel de Setúbal e, claro, o Vinho do Porto.
"Vinho licoroso é aquele que recebe a adição de aguardente vínica no transcorrer da vinificação, tornando-o mais alcoólico. A legislação brasileira obriga que tenham 14% a 18% de teor alcoólico. Contudo, situam-se entre 15% e 24% de álcool nos regulamentos europeus.
Por serem bastante alcoólicos, são geralmente bebidos como aperitivos (os secos e os meio secos) ou como digestivos (os doces e os muito doces)."
José Osvaldo Albano do Amarante, no Livro Os Segredos do Vinho
Moscatel Graúdo
Setúbal é o termo coletivo da DOC, demarcada desde 1907, na Península de Setúbal. O clima da zona é subtropical e mediterrâneo, influenciado pela proximidade do mar. A principal uva plantada desta DOC é a Moscatel Graúdo, sendo que o vinho deve ser envelhecidos por no mínimo 24 meses em barris de carvalho.
A gigante José Maria da Fonseca, muito conhecida dos brasileiros pelo vinho tinto Periquita, é a maior, melhor e mais antiga vinícola local, e é quem produz o Alambre. Este é um vinho branco de coloração dourada, muito denso, lágrimas grossas e lentas. Aroma de casca de laranja, mel e amêndoas. Um vinho generoso, caloroso em boca, perfeito para os doces, bolo inglês, panetone e queijos. Uma boa alternativa para quem gosta dos vinhos licorosos. Um vinho muito particular.
Álcool a 17,5%
Importado para o Brasil pela Decanter.
Preço: 110,30 reais, no site da Importadora.
Nossa reunião deste mês foi muito especial, como sempre. É a oportunidade de rever os amigos (muitos que só encontramos somente nestas mesmas ocasiões) e beber um bom vinho acompanhado de bons pratos. Tivemos o prazer também de assistir a uma palestra do representante da Somma Investimentos aqui de Floripa, na pessoa do Sr. Ricardo Giovenardi, que explanou a proposta de sua empresa na administração de bens e investimentos. Estamos precisando!
Nesta ocasião foram degustados 3 vinhos às cegas, acompanhados de uma rabada preparada por um dos confrades, o Will. Como o prato é substancioso e de bom peso, foram escolhidos 3 tintos. Todos foram adquiridos na Nostra Adega, de Florianópolis:
Vinho 1) Finca La Emperatriz Tempranillo 2012
Vinho rubi , lágrimas finas, aromas de fruta madura. Em boca é vibrante, com boa acidez.
Vinho espanhol, produzido em Rioja, 100% Tempranillo, 13,5% teor alcoólico, não tem passagem por carvalho. Um bom vinho de entrada.
Preço: 95,00 reais
Vinho 2) Casa do Cónego Touriga Nacional 2009
Rubi com halo cor de tijolo, lágrimas grossas e lentas, aromas mais complexos e persistentes de frutos do bosque, amêndoa, menta e tabaco. Em boca confirma os aromas, é harmônico e com boa acidez.
Vinho português (Regional Lisboa), 100% Touriga Nacional, 13,0 % teor alcoólico, passa por carvalho.
Preço: 80,00 reais
Vinho 3) Brutalis 2012
Vermelho-púrpura, muito denso, lágrimas grossas e lentas. Aromas intensos e complexos de cereja, tabaco, chocolate, pimenta. Evolui na taça. Suculento, quente, potente, equilibrado e harmônico. Vigoroso em sua forma e estrutura, mesmo. Um bruto que vai direto ao coração. Como bem diz no rótulo é uma verdadeira mão de ferro numa luva de veludo. Vale muito a pena experimentar. O vinho da noite em que os três brilharam.
Vinho português, de Lisboa, produzido com 80% de Alicante Bouschet e 20% Cabernet Sauvignon, 14,5% teor alcoólico, passa por carvalho.
Preço: 170,00 reais
A Eslovênia situa-se na Europa Central e está cercada pela Áustria, Croácia, Hungria e pelo Mar Adriático. Foi o primeiro país da Iugoslávia a declarar sua independência (em 1992) e possui uma
tradição vitivinícola de mais de 2.400 anos, mesmo antes da chegada dos romanos. Hoje o vinho constitui uma
das principais atrações turísticas deste país, que conta com cerca de 20
“estradas ou rotas do vinho” que percorrem seus vinhedos, e caves
distribuídas por diversas cidades de suas três principais regiões produtoras,
Primorje (ou Primorska), Posavje e Podravje.
A maior produção do país é de vinhos brancos, mas o país produz também tintos, espumantes e vinhos doces.
Casta Furmint
O vinho de hoje é um branco produzido em "Podrajve, que é a região vitícola mais importante e continental da Eslovênia. Os vinhos tendem a ter teor alcoólico relativamente baixo e acentuada acidez, muitas vezes disfarçada pela presença de açúcar não-fermentado, havendo alguns vinhos botritizados muito doces e até mesmo icewines em anos favoráveis".
Atlas Mundial do Vinho - H. Johnson e J. Robinson
O Gomila Furmint 2013 é um vinho branco de cor amarelo palha, límpido. Aromas discretos, inicialmente de fumaça, minerais, de querosene, petróleo, evoluindo para flores brancas e pêssego. Em boca é mineral e com final de boca sápido, potente e equilibrado. Um vinho diferente e ao estilo do Velho Mundo. Álcool a 13%. Uma proposta de vinho fácil de beber, para o dia-a-dia, mas sem perder o estilo.
Comprado na D. Costenaro Vinhos de Florianópolis, em 16/03/2016, custou 89,00 reais.
A Pinot Grigio tem sua origem na Bourgogne, onde hoje é pouco plantada. De cor rosada, é oriunda da mutação da Pinot Noir, mas o suco é separado das cascas logo após o esmagamento das uvas, originando então vinhos brancos de aroma rico e condimentado, muito densos, de média acidez e grande sabor. É uma alternativa para os produtores e consumidores saírem do lugar comum, Chardonnay e Sauvignon Blanc.
Assim como a Syrah/ Shiraz, é uma uva com dois nomes (Pinot Grigio na Itália e Pinot Gris na França).
Os críticos à Pinot Grigio acusam-na de não ter personalidade, por ser aromaticamente neutra, pobre em aromas, mas, em compensação, os vinhos feitos desta casta são muito saborosos e fáceis de beber.
O Terre del Föhn é produzido pela Cantine Monfort, em Lavis, Itália, e elaborado com 100% da casta Pinot Grigio.
É um vinho de cor amarelo-verdoso, aromas cítricos, de flores brancas e mel. Embora tenha pouca intensidade aromática, é delicado, e em boca é macio, harmônico, com um toque mineral e final de boca amplo, longo e caloroso. Álcool a 12,5%.
Um dos melhores brancos que provei nos últimos tempos.
Nota: 90 pontos.
http://www.cantinemonfort.it/monfort/
Importado para o Brasil pela Porto Mediterrâneo, que tinha um portfólio de vinhos muito bom, e que infelizmente encerrou suas atividades.
Adquirido na Gran Vin em Caxias do Sul, no dia 19/02/2016, custou 39,90 reais. Mais uma prova de que vinho bom não necessariamente precisa ser um vinho caro.
Michel Chapoutier é um nome muito conhecido na França e no mundo do vinho. Ele herdou as vinhas do pai e aplicou em boa parte da propriedade os princípios da biodinâmica. Mas ficou conhecido mesmo por sua obsessão em exprimir o terroir em seus produtos, o que é louvável. Seu nome está em todos os grandes livros sobre os vinhos do mundo e os grandes críticos dão-lhe altas notas ano a ano.
Decidi provar o Marius, por causa da curiosidade mesmo. Será que somente os vinhos mais caros valem a pena ou mesmo um vinho considerado barato pode exprimir o que pensa o seu autor?
Produzido com as castas Grenache e Syrah. Álcool a 13%.
Vinho de cor rubi, lágrimas finas e rápidas. Aroma frutado, de framboesa e floral, de violetas. Taninos finos, boa acidez e leve amargor no final-de-boca. Um vinho tinto mais ligeiro, um conjunto mais leve, bom para o dia-a-dia, ou para brindar com os amigos. Eu gostei muito, e é uma experiência diferente, tanto pelo estilo do vinho quanto pelas castas que o compõem.
Nota: 88 pomtos
Adquirido No Emporium Bocaiúva em Florianópolis em 21/10/2015, custou 88,80 reais. Hoje está ao preço de 97,98 reais no site da Mistral, que é quem importa para o Brasil.
Confraria do mês de Fevereiro no Antônio, e o tema foi: a Itália.
Prato do dia: Pasta, claro!
Olha só que beleza, o chef Daniel Hein, da Di Zucchine massas artesanais vai a sua casa e prepara um evento gastronômico com essas massas e molhos que toda nonna aprovaria.
http://dizucchine.com.br/
Em meio a muita conversa, saladas, petiscos, rondellis, cannelonnis, sofiollis e por aí vai, fizemos nossa reunião mensal, cuja escolha dos vinhos coube ao confrade Will.
Os vinhos da noite foram produzidos pela Vinícola Il Palagio, na Toscana, Itália. Esta vinícola é de propriedade do cantor Sting, do extinto The Police, que a exemplo de outras celebridades - Antonio Banderas e Andrés Iniesta - jogador do Barcelona - (na Espanha) , Francis Ford Copolla (nos EUA), Angelina Jolie e Brad Pitt (França - Provence), Gerard Depardieu (França - Vale do Loire), e a lista é extensa..., decidiu investir parte dos seus recursos e de sua vida à arte de produzir vinhos.
Sting escolheu a região do Chianti clássico para produzir vinhos, além de óleo de oliva e mel. Há muitos ingleses nesta região da Itália, tanto que a chamam de Chiantishire (como Oxfordshire e outros condados da Grã-Bretanha). Neste lindo vale a vida corre tranquila, com muito sol, propriedades lindíssimas e rústicas, boa comida, bons vinhos. Uma vida simples no campo, à poucos minutos da cidade mais bela do mundo, Florença. Você acha interessante? Pois eu acho que não há aposentadoria melhor do que isso, meus caros.
http://www.palagioproducts.com/
Vamos aos vinhos?
Vinho 1) Wen We Dance 2012.
Produzido com as castas Sangiovese, Canaiolo e Colorino. Álcool a 13%. Vinho de cor rubi, corpo médio, aromas de média intensidade de cereja madura e ameixa. Em boca é macio, harmônico. Típico. Harmonizou muito bem com as massas servidas.
Preço: 90,00 reais (preço promocional)
Vinho 2) Casino Delle Vie - IGT 2009 .
Produzido com as mesmas castas acima: Sangiovese, Canaiolo, Colorino e outras variedades não mencionadas pelo autor. Envelhecido por 12 meses em barricas de carvalho de segundo uso. Álcool a 13,5%. Um vinho de cor rubi, com grande intensidade aromática, muita cereja madura e alcaçuz. O aroma permanece na taça vazia. Final de boca com um dulçor agradável. Um grande vinho, sem dúvida.
Preço: 160,00 reais (preço promocional)
Importados para o Brasil pela Winecontainer de Balneário Camboriú - SC.
Uma viagem à Toscana sem sair de Jurerê.
Enjoy Tuscany! E saúde turma!
A Sauvignon Blanc (SB) é uma cepa seca, viva, intensamente aromática e com marcada acidez. O seu lar original é o Vale do Loire, na França, onde produz vinhos de estrutura mediana e muito cítricos. Muito cultivada em Bordeaux é cada vez mais empregada como varietal, ou mais comumente como corte com a Sémillon. No Novo Mundo se destaca em Marlborough, na Nova Zelândia, onde se expressa de forma potente e aromática.
É uma cepa para ser bebida jovem, sem envelhecimento para preservar as características da fruta, mas por vezes é envelhecida em barricas de carvalho francês em Bordeaux e na Califórnia ( onde é chamada de Fumé Blanc).
Caracteristicamente o aroma desta cepa lembra a fruta fresca, o limão, maracujá, a manga, a banana, o manjericão, o tomilho, o pimentão verde, o eucalipto, a hortelã. Quando o vinho não passou por tonéis, o aroma abre-se de uma maneira muito intensa e direta. O estágio em barricas o torna mais suave, cheirando a especiarias, com notas de infusão. De muita fineza e elegância, é um vinho muito particular.
Já havia postado um Sauvignon Blanc brasileiro estupendo veja aqui, e o Torii SB foi uma sugestão de amigos. Obrigado Val e Pati Zuco!
Segundo Eduardo Giovannini, em seu Livro Viticultura e Enologia, a SB "não pode expressar todas as suas qualidades enológicas na Serra Gaúcha. Apesar disto, produz um vinho de bom aroma."
Pois é na Serra Catarinense, com sua lenta e fria maturação de altitude, que temos belos exemplares de Sauvignon Blanc. Produzidos com consistência nesses anos, os vinhos são intensos, e com qualidade que se mantém ano a ano. Será o lar da SB no Brasil e nossa uva branca emblemática?
Como produtores de destaque da Serra Catarinenses poderia citar:
Sanjo Núbio SB, Villa Francioni SB, Villagio Bassetti SB.
O vinho de hoje é da Vinícola Hiragami. Já havia postado um outro vinho desta Vinícola relembre, e este é um branco produzido com 100% de SB, a 1427 metros de altitude.
Na taça um vinho límpido, de coloração amarelo-palha com tons esverdeados, aroma intenso de pimentão verde e cítricos, aromas mais discretos de hortelã, um vinho linear, direto como a SB sabe ser. Em boca é bastante seco e com acidez marcante. 12,8% de graduação alcoólica.
Um vinho gastronômico sem dúvida, para os que apreciam a SB.
Sirva-o na temperatura correta, entre 5 a 8°C.
Custo: Comprado na Gran Vin em Caxias do Sul, custou 60,00 reais.
Eu gostei do vinho, embora ache que há muito de melhor ainda por vir destes produtores, que estão no início de uma jornada interessante à procura do nosso terroir e vocação.
Um Brinde!
E de volta ao Zucca Gastrô, após uma pausa no blog em dezembro, mas reanimado para um novo ano e novos vinhos, com a mesma paixão.
O vinho de hoje é da uva Torrontés de Salta, Argentina. Futuramente será necessário dizer Torrontés de Salta, assim como Bonarda Argentina? Pois esta uva branca tem se destacado tanto no país vizinho que já penso em escrever desta forma também.
Cepa originária da Galícia (Espanha), e difundida nos países de colonização espanhola. Sendo transplantada para a Argentina, é na Província de Salta que, reconhecidamente exprime todo o seu potencial.
Origina brancos muito aromáticos, mas bem secos de sabor.
O Capricci é produzido pela Piattelli Vineyards com 100% da cepa Torrontés.
Na taça um vinho de cor amarelo-palha, lágrimas lentas e grossas.
Aroma intenso, muito perfumado, como uma boa Torrontés sabe ser. Floral intenso, herbáceo e cítrico.
Em boca é harmônico, fresco e com boa acidez, picante no final de boca. Elegante, suave e potente. Graduação alcoólica de 14%. Sirva na temperatura ideal dos brancos frutados secos: 6 a 8 °C
Uma boa opção aos Torrontés mais simples.
Adquirido no Emporium Nostra Adega de Florianópolis, custou 65,00 reais.
Outras sugestões de rótulos: Etchart Privado Torrontés e Crios de Susana Balbo Torrontés, os dois de muito bom custo-benefício.
Importado para o Brasil pela Vinhos do Mundo.
Um brinde e um Feliz 2016 para todos nós!
A uva Syrah tem sua origem no vale do Rhône, França, sendo uma das maiores presenças no mundo do vinho, capaz de surpreender os mais exigentes enófilos. Possui uma casca muito pigmentada, que origina vinhos de cor muito escura, viscosos e macios.
Apresenta característicos aromas de ameixa, violeta, frutos do bosque (groselha, cereja, amora), fumaça, terra e pimenta-do-reino. Um bouquet rico em aromas, um corpo de grande qualidade e tanicidade elevada, desprovido de amargor, (mas raramente excessivamente tânico, como pode ocorrer com a Cabernet Sauvignon).
Pode participar de blends com a branca e aromática Viognier (na França e Austrália), com Cabernet (Austrália) e mesmo com Sangiovese (Itália)
Os países produtores desta variedade que mais se destacam são: França, (atualmente é plantada por todo o Sul da França, sendo comumente usada em blends), Austrália, e também o Chile e a África do Sul.
Assim como o Pinot Grigio / Pinot Gris, é uma uva com dois nomes (Syrah na França e Shiraz na Austrália). Qual a diferença das uvas francesas e australianas? Geneticamente nenhuma, mas, na prova dos vinhos, parece tratar-se de outra variedade e representam estilos de vinhos bem diferentes.
Fora da França e Austrália, vemos tanto Syrah quanto Shiraz nos rótulos - a grafia escolhida dá uma idéia do estilo:
Syrah: vinhos mais especiados, alcatroados, ressaltando as especiarias e a pimenta. O carvalho francês dá notas tostadas.
Shiraz: são vinhos mais intensos, adocicados e frutados em termos de aroma, apresentando mais doçura e notas de chocolate preto. Os australianos a envelhecem em barricas de carvalho americano comumente.
O encontro da nossa confraria de vinhos foi no dia 25/11/2015, e, como o prato seria Paleta de Cordeiro assada, saímos da harmonização óbvia das uvas Tempranillo, Tannat ou mesmo Cabernet Sauvignon. Neste encontro provamos e harmonizamos o prato com vinhos 100% Syrah/ Shiraz.
Foi uma experiência diferente com três vinhos do Novo Mundo: 2 chilenos e 1 australiano.
Minhas impressões:
Vinho 1 ) Antuco Syrah 2010
Produzido pela Vinícola Cremaschi Furlotti, uma das 40 maiores do Chile, no Valle del Maule.
Um vinho de cor rubi com halo cor de tijolo. Vinho este que há muito passou do auge, com pouca expressão aromática e certo amargor no final de boca. 8 meses de passagem por carvalho francês.
(As últimas garrafas da Nostra Adega de Florianópolis, já que a Importadora que o trazia para o Brasil, a Porto mediterrâneo, já não existe mais).
Álccol a 13%
Preço: 66,00 reais
Vinho 2) De Martino Gran Reserva Legado Syrah 2012
Produzido pela Vinícola De Martino no Valle de Choapa, Chile.
Um vinho de cor rubi, com aromas de cereja e amora. Frutado e com taninos finos. Boa acidez. Elegante e harmônico. Passagem de 12 meses em barricas de carvalho de segundo e terceiro uso, na tentativa mesmo de ressaltar a fruta.Álccol a 13,5%.
No site da Decanter custa 122,00 reais
Vinho 3) Kilikanoon Killerman's Run Shiraz 2010
Produzido pela Vinícola Kilikanoon em South Australia.
Um vinho de cor vermelho-púrpura, denso, lacrimoso. Aromas de ameixa, frutos vermelhos, café, chocolate. Potente e harmônico. Passagem de 16 meses em barricas de carvalho francês e americano, novos, de segundo e terceiro uso. Álcool a 14,5%.Um belo representante da Shiraz.
Preferi este, porque achei superior e também pela experiência diferente de provar um Shiraz australiano, e porque achei que harmonizou melhor com o prato.
Comprado na Decanter, em Florianópolis, custou 136,75 reais.
Contribuição para o Zucca Gastrô, e hoje o post é sobre os Vinhos Verdes. Chega de chuva gente! Eu sei que os tintos fizeram sucesso nesses dias de ficar em casa, mas pensemos que o verão está a chegar. A região dos Vinhos Verdes é a maior região demarcada de Portugal. Localiza-se no extremo norte do País, na fronteira com a Espanha, nas províncias do Minho e do Douro Litoral.
O Vinho Verde é um tipo de vinho absolutamente singular de Portugal.
O nome verde , tanto para tintos como para brancos, em linhas gerais, é uma descrição do seu estilo fresco, às vezes submaturado, e não sua cor, que é vermelha ou quase branco-água. É, como o nome diz, uma bebida de acidez elevada e para ser consumida jovem.
Há duas versões para o nome Verde:
1) a "oficial", que credita o nome ao verde exuberante da paisagem da região do Minho
2) A verdadeira, de que eram vinhos feitos efetivamente a partir de uvas verdes, devido à conjugação de clima e das antigas técnicas de viticultura locais (vinhas exuberantes e regadas em profusão pela águas das hortas).
Luis Lopes (Revista de Vinhos de Portugal), no artigo "Vinho Verde a Origem de um nome"
De qualquer forma, isso não tem importância nos dias de hoje, já que a região se modernizou e apresenta uvas que atingem o ponto de maturação ideal.
Região do Minho- portugal
A região dos Vinhos Verdes é uma DOC (Denominação de Origem Controlada), das mais antigas de Portugal, na qual são produzidas aproximadamente 75 milhões de litros /ano, de vinhos verdes brancos e tintos, rosés e espumantes.
Neste clima úmido, as vinhas são extremamente vigorosas, o ácido málico extraordinariamente alto, e os níveis de açúcar natural da uva relativamente baixos, o que resulta em tintos e brancos com baixo teor alcoólico e definitivamente ácidos, um sabor local. Apesar de a maioria do branco Vinho Verde ser feito de uma mistura de uvas, que normalmente inclui Azal, Loureiro, Trajadura, Avesso e Pedernã (Arinto), alguns dos melhores são feitos exclusivamente de uva Alvarinho, cultivadas ao redor de Monção.
Algumas dicas para os Vinhos Verdes:
O melhor é prová-los enquanto jovens, mesmo. Sirva gelado, a uma temperatura ideal de 8 a 10 °C. Melhoram muito com a comida, e harmonizam muito bem com a cozinha portuguesa, claro. Prove-os com pratos leves, peixes, ou um Bacalhau à Gomes de Sá, por exemplo, ou como aperitivo, na conversa com os amigos em um belo dia de calor.
Trouxe um Vinho Verde bem típico:
Quinta da Aveleda Vinho Verde 2014 De uma das casas mais tradicionais produtoras de Vinho Verde.
Visual amarelo palha.
Aroma média intensidade, típico, flores brancas e cítricos.
Em boca confirma os aromas, com média persistência.
Prazeroso e gastronômico.
Me parece ser a pedida certa para iniciar no mundo dos Verdes, pela tipicidade e pelo prazer que proporciona.
Álcool a 11%
Comprado no Emporium Bocaiúva no dia 21/10/2015, custou 63,20 reais. Recomendável. Na prova para este post provei outros dois vinhos que não estavam bons, o Muros Antigos 2014 e o Muralhas de Monção. (Já se diz que não existem grandes vinhos, mas apenas grandes garrafas, para diminuir o viés - mesmo vinho, diferentes garrafas, ok?). Então, muito cuidado na compra dos Verdes. Além de serem vedados com pequenas rolhas de cortiça, não foram feitos para durar, evoluir, nem suportam maus tratos, como mau acondicionamento, problemas no transporte e calor em excesso. São, como os alguns brancos, vinhos mais delicados. Mas quando prová-los de jovens e boas garrafas, ah! são uma beleza. (Boa escolha é o Casal Garcia também, esse mesmo que está em todas as gôndolas de supermercados pelo Brasil afora, simples e bom).
Lembrando, também com bom humor, um Provérbio português:
A casta Trincadeira (ou Tinta Amarela) gera vinhos tintos de cor carregada, exalando frutas pretas, flores (violeta) e especiarias, mais vegetais quando a maturação é deficiente. No palato são encorpados, ricos em taninos finos, com boa acidez, e complexos. São ligeiramente alcoólicos e com boas condições para envelhecer bem em garrafa. É uma casta difícil, especialmente vigorosa, necessitando de refreio permanente e cuidados extremos no controle da produção.
O vinho de hoje é produzido com 100% da casta em questão, em Montemor-o-Novo, Alentejo, Portugal, sob os cuidados da enóloga alemã Dorina Lindemann.
Plansel Selecta 2012:
Um vinho de coloração rubi, límpido, lágrimas grossas e lentas.
Aroma de frutos vermelhos, ameixa madura, cassis, especiarias e tabaco. Evolui bem na taça, algo raro para um vinho mais simples.
Em boca confirma os aromas, bem presente o cassis, com corpo médio, taninos firmes, boa acidez. De média persistência. Um vinho moderno, fácil de beber e prazeroso.
Potente e elegante.
Muito bom, aliás, como é comum com os portugueses, eleitos pelas revistas e críticos internacionais como tendo alguns dos vinhos de melhor custo-benefício do mundo.
Estagia por 8 meses em barricas de carvalho francês.
Álcool a 15%
Importado para o Brasil pela Decanter, custa 92,95 reais no site da importadora.
Nota: 90 pontos
Vale a pena? Eu achei que sim, prove Portugal e o Alentejo!
O uruguaios estão entre os maiores consumidores de vinhos da América do Sul.
A sua uva emblemática, a Tannat, é mais gorda e aveludada do que a da sua terra natal na região de Madiran, na França.
Produz vinhos tânicos (como bem expressa o seu nome), escuros, concentrados, que podem ser bebidos com poucos anos de envelhecimento, diferentemente do original francês.
Muito frequentemente é cortada com outras cepas como Merlot ou Cabernet Sauvignon, para moderar a sua adstringência ou dar maior estrutura ao conjunto.
Vamos ao vinho?
Produzido pela Bodega Bouza do Uruguai em Melilla, Montevideo, com 100% Tannat.
Na taça um vermelho-púrpura com halo violáceo, denso, lágrimas grossas e lentas. Aroma vinoso, de compota de frutas vermelhas e especiarias. No palato é equilibrado, um vinho tânico, mas macio, de boa persistência. Vertical, típico, mostra firmeza e potência, como um bom Tannat. Não é um vinho para o dia-a-dia, é o que os italianos chamam de "vinho de pensar", meditativo, um vinho para ser apreciado aos poucos. Muito prazeroso.
Afinado por 18 meses em barricas novas de carvalho americano. Álcool a 15%
Esta garrafa é a de número 1493, de um total de 4314.
Não sei o preço. Sorry guys, mas essa ganhei por ocasião do meu aniversário.
Quem importa para o Brasil é a Decanter, de Blumenau.
Mais um post para o Zucca Gastrô. Desta vez o assunto é o uso de carvalho para a maturação dos vinhos. O assunto é extenso, mas nem por isso deixa de ser importante e prazeroso falar sobre ele. Acredito que, ao final, você poderá melhor perceber a importância do que foi exposto aqui, e também poder melhor apreciar uma taça com os amigos.
O hábitat
natural do carvalho é o hemisfério norte temperado e subtropical. Estas árvores vivem vários séculos –
algumas até mil anos, e atingem até 30
a50
metros. São cortadas para fazer barris quando tem de 150 a 250 anos (30 m altura e 80 cm diâmetro).
O uso deste tipo de madeira para armazenamento de bebidas foi uma invenção
dos gauleses (povo celta que habitava o território da atual França), no século III D.C. para transporte de vinho para Roma, em substituição às ânforas até então
empregadas.
O maior produtor mundial de carvalho é a América do Norte, com mais de 700 milhões de metros cúbicos. A França produz mais de 400 milhões de metros cúbicos.
Localização das principais florestas:
EUA: Oregon, Missouri,
Minnesota, Pensilvânia e Virgínia
FRANÇA: Limousin, Allier,
Vosges, Never e Tronçais
EUROPA DO LESTE: Hungria,
Lituânia, Rússia, Eslováquia e Ucrânia
O carvalho utilizado na produção de vinho pertence
ao gênero Quercus, de diferentes espécies: Súber,
Alba, Petrae e Robur.
Quercus súber, conhecido como
carvalho corticeiro ou sobreiro, é a árvore da qual se extrai a casca para
fazer rolhas.
Quercus alba é o carvalho branco originário da América, inicialmente
utilizado para envelhecer wisky e bourbons, e na atualidade muito utilizado para
maturar vinhos.
Quercus petrae e robur são os carvalhos vermelhos, originários da
França e sempre utilizados para maturar vinhos de qualidade.
O
Q. Alba possui uma maior porosidade (grão mais aberto) devido a sua maior
velocidade de crescimento e os petrae e robur são mais fechados. Por conta
disso, a barrica de carvalho americana é mais barata que a de carvalho francês.
A barrica é feita a partir de duelas que são idealmente fabricadas pela prática de “hendidura” ou rachadura, o que permite abrir a madeira acompanhando as nervuras naturais. (evita a comunicação entre o interno e o externo das duelas). As fibras da duela partida ficam intactas.
É
necessária uma secagem da madeira de 2 a
3 anos, no mínimo, para uma barrica de qualidade.
A
madeira sofre então 2 queimadas: Queima de Aquecimento,
que dura cerca de 25 a
30 min, para curvar as duelas, e a segunda chamada Queima
de Tostadura para liberar os componentes gustativos e aromáticos da
madeira:
São 4 os níveis de intensidade: Ligeira,
Média (M), Média Escura (M+) e Forte.
Mais usadas: M para os tintos e M+ para os brancos
Há interferência do gosto do vinhateiro e sua concepção para a escolha do tipo de barrica e sua tostadura? Claro! O famoso produtor Ângelo Gaja acha que o equilíbrio está com 40% do vinho em barrica nova e 60% em barrica de 1 ano, para os seus melhores vinhos.
Há que se destacar também que a profissão de Tanoeiro demanda sensibilidade e experiência, sendo muitíssimo valorizada pelas grandes vinícolas.
Muitos vídeos sobre Tanoaria estão disponíveis no youtube, mas quis destacar este, que dirige um outro olhar a esta antiga profissão:
Outros pontos importantes:
A vida útil de um barril, do ponto de vista da extração de aromas e aporte de taninos é de cerca de 3 anos.
Barris de carvalho têm alto custo e impacto direto no preço final de uma garrafa de vinho.
Foram identificadas mais de 60 substâncias que a madeira libera no vinho.
Compostos odoríferos mais importantes do carvalho não-tostado:
Lactona: madeira, côco e folhagem úmida de bosque (francês)
Eugenol: cravo e especiarias (francês e americano do Oregon)
Vanilina: baunilha (americano)
Observação: No carvalho Americano, os compostos de metiloctolactona e vanilina são quase iguais, determinando uma característica mais açucarada, com notas de côco e baunilha, menos complexas e delicadas.
Com o carvalho, o vinho sofre profundas modificações, ganha intensidade de cor, de taninos da madeira e compostos responsáveis pela complexidade aromática, (chamado de élevage em francês e crianza, em espanhol), pois é um meio de estabilização e de melhoramento da bebida.
Pois bem, mas como isso ocorre?
A porosidade da madeira determina intercâmbio entre o vinho e o oxigênio. O carvalho é levemente poroso, impermeável à líquidos, mas permeável a uma microoxigenação
controlada. Assim, podemos concluir que os vinhos
maturam em ambiente aeróbico e envelhecem na garrafa em ambiente anaeróbico, ok?
Esta microoxigenação leva à polimerização dos taninos, e, como consequência à uma diminuição da adstringência, produzindo vinhos mais aveludados. O que se quer com a oxigenação
controlada é diminuir o teor de CO2, levando a uma lenta evolução de compostos fenólicos para a
formação de aromas terciários.
A conclusão de tudo isso é que o armazenamento do vinho em barricas de carvalho determina a crucial relação do vinho com o oxigênio.
Mas, além disso, há uma modificação e estabilização da cor dos vinhos tintos, através da formação de copolímeros entre os antocianos
(pigmentos coloridos da casca da uva) com taninos da madeira
e com os taninos do vinho. Importante, não?
E quanto ao uso de "chips"? (lascas de carvalho misturados com o vinho). Isso existe também, claro. Eles funcionam para vinhos muito simples, de consumo imediato, que podem ganhar com esse aporte de aroma e sabor. Porém tendem a se perder depois de alguns meses do vinho engarrafado e não proporcionam a mesma qualidade das barricas, nem a microoxigenação.
Isto merece uma consideração. Uso de chips? Tudo bem, mas isso deveria ser descrito no rótulo do vinho, não? Os consumidores tem o direito de saber. É algo que precisa ser regulamentado sim.
Por fim, já passamos pela Era do Carvalho na produção de vinhos. Hoje o que se vê e o que se espera é que a essência da uva prevaleça, com vinhos com identidade e com diversidade.
Citando experts:
“A
madeira pode violentar o vinho; mas, como qualquer tempero, pode dar mais
qualidade a certos vinhos caso venha a combinar-se com eles harmoniosamente, em
vez de chamar toda a atenção para si mesma”.
Guido Rivella
“Num
bom vinho, tudo deve ser harmonioso; a qualidade sempre está vinculada a um
jogo sutil de equilíbrios de sabores e aromas.”
Émile Peynaud
Espero que este texto possa , de alguma forma, ajudar no prazer de degustar o vinho, nosso principal objetivo. Saúde!!!