domingo, 13 de agosto de 2017

Mesón José Maria - Segóvia

Em Segóvia, fuja das multidões que se aglomeram próximo ao aqueduto romano e vá no Mesón José Maria ( dica do Prof Arthur Azevedo, valeu!). Mesmo que haja uma multidão lá dentro também, rsrs e isso é indicativo que o restaurante é bom mesmo, vale muito a pena esperar, e foi o que fizemos.


Um restaurante no interior da Espanha, onde você pede um copo de vinho e os acompanhamentos já na entrada, tem que ser muito bom mesmo.

Um ambiente muito agradável e acolhedor. Pedimos o cochinillo assado e para beber, o vinho da casa, uma mescla de Tempranillo, Cabernet sauvignon e Merlot ( Pago de Carraovejas) , de Ribera del Duero, claro! Como acompanhamento, uma salada, batatas fritas e pão. 


O ritual de cortar o cochinillo com o prato foi devidamente filmado.





Valor total do almoço: 89,38 Euros.
Um grande restaurante, uma grande experiência. Um brinde!
http://www.restaurantejosemaria.com/




sábado, 12 de agosto de 2017

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2) - Dal Forno Romano.

Esta é a segunda parte de nossas visitas ao redor de Verona, dessa vez fomos visitar a Dal Forno Romano. Situada fora da área de Valpolicella clássico, em Cellore d'Illasi.
Fomos recebidos pelo Luca Dal Forno, filho do proprietário, que gentilmente nos recebeu e apresentou a Vinícola.



Neste vídeo sobre a produção do vinhos da Dal Forno, vemos o método de secagem das uvas e também a poda, preservando as uvas da parte de cima do cacho, mais concentradas, e mais doces.
https://player.vimeo.com/video/10112011?title=0&byline=0&portrait=0&color=ffffff


A Dal Forno produz apenas 3 vinhos: Amarone, Valpolicella (nos anos não tão bons, em que não há qualidade suficiente para o Amarone), com as uvas Corvina, Corvinone, Croatina, Oseleta e Rondinella, em percentagens que variam conforme a safra, e um Passito, o Vigna Seré, o melhor passito que já provei, disparado. São vinhos que combinam grande concentração e elegância.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2).

Para quem quiser saber mais sobre os vinhos: http://www.dalfornoromano.it/
Infelizmente não tenho os valores que paguei pelos vinhos, nem os preços que a Vinícola os comercializa. Estávamos de saída para o Lago de Garda, mas essa é outra história.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.
Saúde!



Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 1) - Giuseppe Quintarelli.

Hoje vamos falar de um dos alicerces do vinho italiano: o Amarone, grande representante do Vêneto. Juntamente com o Barolo, no Piemonte e Brunello na Toscana formam grande tríade do vinho daquele país. O Amarone é um vinho muito particular e faz parte do imaginário dos amantes do vinho mundo afora. Já havia falado sobre esse vinho ímpar aqui e aqui .

O território do Amarone della Valpolicella é o mesmo do Valpolicella, e situa-se na província de Verona.O Amarone é um dos mais carnosos vinhos tintos, exibindo gama ímpar de sabores que lembram geléia de cereja, doce de ameixa, uva passa, pétalas de rosas e especiarias. É feito de uvas desidratadas segundo a tradição das colinas de Verona desde o período bizantino, inicialmente deixando as uvas para secar em casas com largas janelas abertas e, mais modernamente com o uso de ventiladores industriais. Após três a quatro meses, as uvas perdem de 35% a 40% do peso, concentram o açúcar e são afetadas pela Botrytis cinerea.  A mescla envolve uvas Corvina Veronese, Molinara, Rondinella e até15% de outras cepas (locais ou internacionais) entre as muitas autorizadas pela DOC em que ele é feito. O teor alcoólico varia entre 14% ao mais tradicional 16%. Um vinho considerado "enorme", "opulento" por muitos. Eu o aprecio, e a seu estilo.

E foi atrás desses caldos que pudemos conhecer a bela cidade de Verona, cidade que inspirou Shakespeare a escrever o famoso romance Romeo e Julieta (reza a lenda que ele nunca esteve lá), suas histórias e monumentos, e sua Arena romana impressionante.






Na cidade, conhecemos uma loja de vinhos bem bacana, com uma boa diversidade de vinhos do Vêneto e de toda a Itália, espumantes e afins, a Signorvino, recomendo. (Dica do João José, thanks)


http://www.signorvino.com/en/wine-shop/verona

No outro dia, fomos a um local incomum, também pelo fato de não haver placas de sinalização indicando a Vinícola, nem mesmo na própria, mas que todo o apreciador de vinhos sabe onde fica: na localidade de Negrar, a Azienda Agricola Giuseppe Quintarelli.







Fomos recebidos pelo Francesco Quintarelli, que nos apresentou a Vinícola, nos falou dos métodos de produção e contou um pouco da história da família.


 Os vinhos? Como disse minha esposa foram do maravilhoso ao espetacular.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 1).


O custo da visita e degustação é de 20 euros por pessoa, muito acessível e uma experiência extraordinária. Os valores dos vinhos (Julho / 2017), estão aqui:


Quem importa para o Brasil é a Mistral.




quinta-feira, 30 de março de 2017

Foz do Arouce Tinto Colheita 2011




O vinho de hoje tem a Classificação de Vinho Regional, das BEIRAS, essa extensa área DO ao centro-norte de Portugal, mais precisamente da cidade de Lousã, próximo a Coimbra.



Vinho produzido por Quinta de Foz de Arouce com Baga e Touriga Nacional. Estagia por 6 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso. Álcool a 14%.

Vinho de cor rubi, lágrimas grossas e lentas. Aromas de frutos vermelhos, violeta, pimenta preta. Em boca apresenta taninos finos, o que comprova que um vinho com boa e adequada vinificação é capaz de dar maciez e um bom conjunto mesmo a uma casta tânica como a Baga. É harmônico e persistente ao final. Um vinho sem grande complexidade, mas é no palato que demonstra sua maior qualidade. Prazeroso.

Uma boa alternativa para conhecer os vinhos de regiões não tão famosas de Portugal, a um preço justo.



Comprado na Decanter em Florianópolis no dia 30/08/2016 , custou 92,50 reais. Provado em 23/01/2017.

Para saber mais:
http://www.fozdearouce.com/
http://www.fozdearouce.com/produtos/show.aspx?idcont=322&title=Quinta%20Foz%20de%20Arouce%20Tinto%202011&idioma=pt#



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Excelente Vinho Brasileiro : Guaspari Syrah / Vista do Chá 2012



A sugestão para o post da Confraria Brasileira de Enoblogs deste mês ficou ao meu encargo: Syrah / Shiraz do Novo Mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja desta uva. Provoquei os confrades a postarem sobre a Syrah, um de meus vinhos favoritos, dentre tantos.
Veja o Salvem a Syrah!

África do Sul? Austrália?  Não. O post de hoje é sobre um Brasileiro de estirpe, um puro-sangue corredor comparável a um Hermitage ou a um Côte-rôtie,  Syrahs do Rhône, famosos por sua qualidade.

Produzido pela Vinícola Guaspari em Espírito Santo do Pinhal, cidade paulista quase na fronteira com Minas Gerais. Café que virou uva? Tive que experimentar.




Belo vídeo sobre o Projeto Guaspari:




Vamos ao vinho?



Produzido com 100% de Syrah, do local chamado Vista do Chá. Estagia em barricas de carvalho francês por um período de 12 a 24 meses.

De cor vermelho-púrpura com halo violáceo, lágrimas cor púrpura numerosas, lentas e finas.

Aroma de frutas em compota, amoras, café. Mais linear do que amplo. 

Com boa estrutura em boca, e com personalidade. É macio, caloroso, com taninos finos e de alta qualidade, com boa acidez, exprimindo certa juventude. Intenso e com muito boa persistência. Potente. Proporciona prazer imediato. Álcool a 14% vol. Equilibrado e mais ao estilo Velho Mundo.

Um vinho para ser apreciado com ou sem refeição. Prefira pratos com carne para acompanhamento.

Um vinho espetacular, maiúsculo, de terroir. O melhor syrah do Brasil, sem dúvida, e um dos grandes do mundo. Com estrutura para mais anos de guarda, mas um vinho pronto. Sem exageros, um dos melhores tintos do Brasil. Uma grande surpresa. Prove!



Comprado na Essen Vinhos, de Florianópolis, em 23/05/2016, custou 145,00 reais. Os vinhos também podem ser adquiridos pelo site da Vinícola.

Um Brinde!
http://www.vinicolaguaspari.com.br/Site/php/home.php



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Bebendo Champagne : Moutard Brut Reserve

'Bebo Champagne quando estou alegre e quando estou triste. Algumas vezes o bebo quando estou sozinha, e, quando estou acompanhada o considero obrigatório. Me divirto com ele se estou sem apetite e o tomo quando estou com fome. Fora isso jamais o toco, a não ser que esteja com sede.'
Elisabeth Bollinger


Iniciando esse post com a célebre frase de Madame Lily Bollinger, uma das citações mais famosas do mundo do vinho, e para o Zucca Gastrô, com um tema bacana demais, muito extenso e prazeroso.

Um dos símbolos da França, o Champagne tem enorme prestígio mundial, estando associado ao glamour, à amizade e às grandes celebrações. É sinônimo de excelência, sofisticação e bom gosto. E, apesar disso, por trás de uma taça de cristal com um excelente vinho borbulhante, há uma história de determinação e coragem de homens e mulheres na luta contra pragas, clima adverso, guerras e invasões.
Parece bastante não é? Pois um professor falou 3 minutos sobre Champagne com seus alunos e encerrou dizendo: - Sobre Champagne ou falamos 3 minutos ou 3 dias!
Tentaremos ser breves, mas nem tanto.

Sobre a Localidade:




Champagne está situada no Nordeste da França, a 150 Kilômetros de Paris, em uma região bastante fria, com um solo calcário muito particular, o que a torna um lugar único no mundo para a produção de vinhos.

A região empresta o nome à bebida, podendo existir somente um Champagne, aquele mesmo produzido ali, naquela pequena região demarcada e que possui um controle rígido sobre a produção do espumante.

 Por ser um importante centro comercial, unindo importantes rotas, teve por causa desta condição sua riqueza e sua desgraça, sendo palco de guerras terríveis, e é considerada a região mais conflagrada da França.






Podemos dizer que o Champagne, esse estranho vinho que fermentava por duas vezes, inventou-se por si só, graças a uma série de circunstâncias peculiares, as quais envolvem inclusive o transporte deste à Inglaterra.

O monge beneditino dom Pierre Pérignon restaurou a adega da Abadia de Hautvillers, e,  grande estudioso das vinhas e dos vinhos, escolhia a composição com a qual eram elaborados os espumantes. Ele desenvolveu a enologia de forma meticulosa e elevou o Champagne a um patamar de qualidade que antes não havia. Palmas para ele!





A Champagne (desta vez é só a bebida gente!) é produzida com 3 castas tradicionais: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.

A Chardonnay (uva branca) contribui com os aromas delicados, de notas florais, frutas cítricas, às vezes minerais.

A Pinot Noir (uva tinta) contibui com aromas de frutas vermelhas e imprime sua personalidade ao assemblage, com corpo e potência.

A Pinot Meunier (uva tinta), dá vinhos suaves e frutados, e trazem maciez ao conjunto.

Produção do Champagne:

Colheita → Prensagem nos Vinhedos e Transporte → Recepção na Maison → Elaboração do Vinho-Base → Assemblage → Licor de Tiragem - Engarrafamento → Segunda Fermentação nas Garrafas → Maturação nas Borras → Manuseio das Garrafas → Degola- dégorgement (Adição do licor de Expedição)  → Dosagem e Arrolhamento → Rotulagem → Expedição.

Os vinhos non-vintage (sem indicação de safra) devem ser envelhecidos durante um mínimo de 15 meses, 12 dos quais, como mínimo, devem ser em contato com as borras. Os vinhos vintage (com indicação de safra) devem ser envelhecidos por um mínimo de 36 meses (não existem requisitos extra para o envelhecimento em contato com as borras). Contudo, na prática, os produtores envelhecem os seus vinhos por mais tempo.

Segundo Christian Pol Roger, proprietário da Maison Pol Roger: "É bem simples: - Para um Brut não safrado: Fermentaçāo em cuba (1ª fermentação - alcoólica), depois vem a assemblage (mistura dos diferentes vinhos) , envelhecimento na cave, pupitre (cavalete onde se realiza a remuáge (rotação das garrafas) e repouso após a retirada do depósito.
Durante a segunda fermentação na garrafa, o contato de partículas de leveduras mortas entram em contato com o vinho, (processo chamado autólise). São trocas entre o resíduo e o próprio vinho. Isso confere à bebida força, complexidade, intensidade e até densidade. Assim o vinho adquire personalidade, amadurece. A etapa seguinte consiste em retirar este depósito de leveduras mortas. Assim, as garrafas são postas em estantes a 45°, o depósito de leveduras deslizando em direção à base com a mexida. As garrafas serão abertas para a extração do depósito e adiciona-se licor de expedição em função de sua natureza: Nature, Brut, Demi-sec, Sec, Suave."

A quantidade de açúcar da mistura (licor de Expedição) determina o tipo de Champagne:

Nature: (sem adição de licor)
Extra Brut: Bem seco (até 6 gr/l)
Brut: seco (até 15 gr/l)
Extra-dry: (12 a 20 gr/l)
Sec: Levemente seco (17 a 35 gr/l)
Demi-sec: meio doce (33 a 50 gr/l)
Doux: relativamente doce (acima de 50 gr/l)

Cada Maison imprime um caráter, um padrão no seu estilo de Champagne, visando conquistar um público fiel e personalizando a sua bebida. (Mas, como é de se esperar, muitos desses padrões são comuns a todos, determinados rigidamente pelo CIVC - Associação que representa todas as Maisons, e que zela pela alta qualidade dos vinhos produzidos).

Pierre Taittinger: "Cada fabricante tem seu estilo. Ninguém é melhor do que ninguém. Nós cultivamos as diferenças, mas a mesma exigência de excelência nos aproxima."

As diversas categorias de Champagne:

Blanc de Blancs: Champanhes produzidos com a uva Chardonnay
Blanc de Noirs: Produzidos exclusivamente de uvas com casca escura, vinificadas em branco
Cuvée: uma assemblage, uma mistura, o que todo champanhe é.
Non- Vintage: contém vinhos de mais de um ano
Vintage: vinhos de um único ano



Champagne Moutard Brut Reserve



Champagne produzido com 100% Chardonnay, portanto um Blanc de blancs, vinhas de 10 a 20 anos de idade, 36 meses de envelhecimento na cave com as borras (sur lie).

O Moutard Brut Reserve tem os aromas típicos e que definem o Champagne: Tostado, brioche , frutas secas e amanteigado. Um bouquet elegante e fino.

Gustativamente é seco, delicado, com muito boa acidez e um colchão de espuma macio em boca.
Muito bom como entrada ou com frutos do mar. Álcool a 12% vol.
Atenção à temperatura de Serviço: 8°C.

No Supermercado Angeloni em Florianópolis, custa 189,00 reais (05/08/2016).

http://www.angeloni.com.br/adega/produto.action?grupo=1011&idProduto=2790622




Para encerrar, algumas outras frases sobre Champagne, de cidadãos ilustres e inspirados:

Napoleão Bonaparte: "Na vitória você merece tomar Champagne, na derrota, você precisa dele."

Noël Coward: "Porquê eu bebo Champagne no café da manhã?! Não é o que todo mundo faz?"

Winston Churchill: "Lembrem-se, cavalheiros, não é só pela França que estamos lutando, é pela Champagne também."

Anthelme Brillat-Savarin: "Borgonha faz com que você pense em bobagens; Bordeaux faz com que você fale sobre elas e Champagne faz com que você as cometa."

Remy Krug: "Não se deve reservar o Champagne somente para uma ocasião especial, pois só o fato de abri-lo já torna qualquer ocasião especial."

Paul Claudel: "Senhores, no pequeno momento que nos resta, entre a crise e a catástrofe, nós podemos beber uma taça de champagne."


Para saber mais:
Livros: A Viúva Clicquot - Tilar J. Mazzeo
            Borbulhas Tudo sobre Champanhe e Espumantes - Aguinaldo Záckia Albert
            Vinho e Guerra -  Os Franceses, os Nazistas e a Batalha pelo maior tesouro da França                           (excelente livro, leitura obrigatória)

Deu vontade de provar um Champagne? Desculpem, a intenção era essa mesmo...

Um Brinde! Saúde!
               



domingo, 24 de julho de 2016

Craggy Range Single Vineyard Sauvignon Blanc 2013


O vinho de hoje é um branco da Nova Zelândia, país que vem ganhando enorme prestígio já há alguns anos na produção vinícola, devido aos ótimos brancos produzidos com Sauvignon Blanc e tintos de Pinot Noir, de suas diversas regiões vinícolas, destacando-se Martinborough, Marlborough e Hawke's Bay (na produção de tintos com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot).

O Craggy Range é um "single Vineyard", de um vinhedo chamado Te Muna Road, na localidade de Martinborough, ao sul da ilha norte daquele país.




Vinho produzido por Craggy Range Vineyards, com 100% de Sauvignon Blanc, 5 meses sobre as lias em aço inox, não passa por madeira para preservar as qualidades da fruta.




De cor amarelo-palha, reflexo verdeal, límpido, brilhante, lágrimas lentas e finas. Delicado e direto no nariz, frutado, com aromas cítricos, de limão siciliano, herbáceo, um toque floral e verdadeiramente mineral. Em boca é principalmente fresco, com boa acidez, harmônico e elegante. Álcool a 13%. Um grande vinho.

Importado para o Brasil pela Decanter e adquirido na loja de Florianópolis, no dia 23/07/2016, custa 225,80 reais. Caro em relação a vinhos de outras regiões do mundo, mas vale muito a experiência e confirma porque esse pequeno país está fazendo tanto sucesso com seus vinhos. 

Harmonizado com sushi, recomendo.

Um brinde!
http://www.nzwine.com



quarta-feira, 15 de junho de 2016

Clancy's Shiraz Cabernet Merlot 2008

O vinho de hoje é produzido com 50% de Shiraz, 34% de Cabernet Sauvignon e 16% de Merlot por Peter Lehman no Vale de Barossa, Sul da Austrália.

Este vale tem uma história vinícola que remonta ao ano de 1842 e é a região produtora de vinhos mais famosa da Austrália. Colonizada inicialmente por agricultores britânicos e alemães, está situada ao norte de Adelaide e é lar de uma comunidade vibrante de produtores de alimentos e vinhos artesanais. O número de produtores de vinho chega a mais de 750 e alguns estão na sua quinta ou sexta geração.

Vale de Barossa



Clancy's Shiraz Cabernet Merlot 2008


 E eu fico com vontade de conhecer este lugar, sempre! Vamos ao vinho?

Vinho de cor rubi com borda cor de tijolo, evidenciando os seus anos de evolução em garrafa. Lágrimas numerosas e finas. Álcool a 14,5%. Com finos aromas de frutas vermelhas em compota, ameixa, alcaçuz e chocolate. Em boca é harmônico e elegante com taninos finos e média persistência. Falta-lhe a fruta que provavelmente tinha quando mais jovem, mas mesmo assim é um vinho macio e prazeroso. Um blend: possui os aromas típicos e o corpo da Shiraz, a Cabernet empresta-lhe a estrutura e a Merlot contribui com a maciez e a fruta típicas.
Estagia por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Quem importa para o Brasil é a Decanter.

No site da importadora está no valor de 171,00 reais. Comprei em promoção na loja de Florianópolis ao preço de 68,39 reais, no dia 23/05/2016.


Um brinde!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Restaurante Porto do Contrato

Estava faltando um post sobre um de nossos restaurantes favoritos em Florianópolis: o Porto do Contrato.

No Sul da ilha de Florianópolis, na bela e pitoresca comunidade do Ribeirão da Ilha, há várias opções de bons restaurantes de frutos do mar, peixes e ostras (especialidade do local). Um deleite para os habitantes da ilha e turistas, que aproveitam o dia para um passeio e refeição memoráveis.

Um dos mais lindos cenários da Ilha, com um entardecer dos mais bonitos também, este é o Ribeirão, amado por todos que o conhecem.
Para saber mais acesse aqui.



Como é temporada de tainha, e gostamos muito da tainha recheada do Porto do Contrato foi este o pedido.
De entrada umas casquinhas de siri:


E o prato principal: Tainha recheada com farofa de camarão. Acompanha batatas recheadas, salada, arroz e pirão de peixe.




                                                                                                                        

Para acompanhar um vinho branco do Douro :


 Tons de Duorom 2015, um blend de 5 uvas autóctones portuguesas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto e Moscatel Galego Branco.


Um bom vinho de entrada, leve, com 12,5% de graduação alcoólica, com um bom frescor, embora o prato peça mais estrutura do vinho, este nos serviu muito bem.


Pedimos mais água, refrigerante, uma porção de batatas fritas, e de sobremesa um petit gateau (mas esse não saiu na foto por pura gulodice rs).

Total da conta: 318,00 reais ( o vinho custou 119,00 reais).

Um bom restaurante para o casal, para ir com a família igualmente. Um local muito agradável e um belo passeio.

Saudações e até o próximo post!

http://portodocontrato.com.br/






domingo, 10 de abril de 2016

Montes Alpha Chardonnay 2013


Hoje o post é sobre um Chardonnay que fez sucesso em uma reunião de amigos no Emporium Bocaiúva. Este empório é uma casa clássica em Florianópolis, e espero postar sobre este lugar em breve. Não o frequento com tanta assiduidade quanto gostaria, mas sempre que vou é especial, porque dividir uma de suas mesas com os amigos é isso mesmo, especial demais. Bons vinhos, ótimos amigos, boa conversa, boa música, tudo de bom.
E minha esposa simplesmente adorou o vinho. Fazer o quê? Comprei uma garrafa para beber em casa e postar no blog.

O Montes Alpha Chardonnay é produzido pela Viña Montes, no Vale de Casablanca, Chile. Este terroir é o que se comprovou o melhor, até agora, para a produção de brancos no Chile.


De clara proximidade e influência marítima, é a primeira região de vinhos fria do Chile, e tem produzido Chardonnay e Sauvignon Blanc desde a década de 80. 

O nevoeiro de manhã cedo mantém as temperaturas baixas e adiciona umidade em um terreno que de outra forma seria seco. Brisas do meio-dia limpam a neblina, permitindo que a radiação solar atinja as vinhas fazendo com que a temperatura suba e se mantenha constante ao longo da tarde. Parece perfeito, não? 
Mas, o problema é quando há noites limpas e tranquilas, que é quando não há neblina, então o calor escapa e o ar esfria, provocando geadas que tornam esta uma região de difícil cultivo. O prêmio de trabalhar em Casablanca é que esta é uma região ideal para os brancos e para tintos de maturidade curta como o Pinot Noir, que vêm demonstrando alto potencial de qualidade, ou para o Cabernet Franc e o Merlot. 





Influência do Pacífico, brisas, baixa altitude, geadas, neblina, sol à tarde, todos esses fatores fazem de Casablanca um local único no mundo para a produção de vinhos. 



Vamos ao Montes Alpha?

De cor amarelo dourado, lágrimas lentas e grossas, aromas de fruta madura, abacaxi, banana, pêssego, manteiga, caramelo. Em boca tem boa persistência e clareza, é macio, untuoso, harmônico, com notas amanteigadas e com boa acidez. Álcool a 13,5%.  
Produzido com 100% de Chardonnay, 40% do vinho base passa em barricas de carvalho de primeiro e segundo uso, por 8 a 10 meses. Um vinho encantador nas palavras da minha esposa.

Quem importa para o Brasil é a Mistral.

Preço: 163,80 reais (barato, porque os desejos de my wife prezo muito, hehe)



Um Brinde!

domingo, 3 de abril de 2016

Alambre Moscatel de Setúbal 2010

Oi amigos, o post de hoje é sobre um vinho português licoroso: o Moscatel de Setúbal.

Que Portugal é a terra da boa gastronomia e dos bons vinhos já não é mais novidade para os enófilos e os amantes da boa mesa mundo afora. Também não é novidade que Portugal é o mais famoso país produtor de vinhos licorosos do mundo, com seus representantes: Vinho Madeira, Moscatel de Setúbal e, claro, o Vinho do Porto.

"Vinho licoroso é aquele que recebe a adição de aguardente vínica no transcorrer da vinificação, tornando-o mais alcoólico. A legislação brasileira obriga que tenham 14% a 18% de teor alcoólico. Contudo, situam-se entre 15% e 24% de álcool nos regulamentos europeus.
Por serem bastante alcoólicos, são geralmente bebidos como aperitivos (os secos e os meio secos) ou como digestivos (os doces e os muito doces)."
José Osvaldo Albano do Amarante, no Livro Os Segredos do Vinho


Moscatel Graúdo

Setúbal é o termo coletivo da DOC, demarcada desde 1907, na Península de Setúbal. O clima da zona é subtropical e mediterrâneo, influenciado pela proximidade do mar. A principal uva plantada desta DOC é a Moscatel Graúdo, sendo que o vinho deve ser envelhecidos por no mínimo 24 meses em barris de carvalho.


A gigante José Maria da Fonseca, muito conhecida dos brasileiros pelo vinho tinto Periquita, é a maior, melhor e mais antiga vinícola local, e é quem produz o Alambre. Este é um vinho branco de coloração dourada, muito denso, lágrimas grossas e lentas. Aroma de casca de laranja, mel e amêndoas. Um vinho generoso, caloroso em boca, perfeito para os doces, bolo inglês, panetone e queijos. Uma boa alternativa para quem gosta dos vinhos licorosos. Um vinho muito particular.
Álcool a 17,5%
Importado para o Brasil pela Decanter.
Preço: 110,30 reais, no site da Importadora.

Um brinde!

Confraria 30.03.2016

Nossa reunião deste mês foi muito especial, como sempre. É a oportunidade de rever os amigos (muitos que só encontramos somente nestas mesmas ocasiões) e beber um bom vinho acompanhado de bons pratos. Tivemos o prazer também de assistir a uma palestra do representante da Somma Investimentos aqui de Floripa, na pessoa do Sr. Ricardo Giovenardi, que explanou a proposta de sua empresa na administração de bens e investimentos. Estamos precisando!

http://www.sommainvestimentos.com.br/index.php?=Inicio

Vamos aos vinhos?

Nesta ocasião foram degustados 3 vinhos às cegas, acompanhados de uma rabada preparada por um dos confrades, o Will. Como o prato é substancioso e de bom peso, foram escolhidos 3 tintos. Todos foram adquiridos na Nostra Adega, de Florianópolis:

Vinho 1) Finca La Emperatriz Tempranillo 2012
Vinho rubi , lágrimas finas, aromas de fruta madura. Em boca é vibrante, com boa acidez.
Vinho espanhol, produzido em Rioja, 100% Tempranillo, 13,5% teor alcoólico, não tem passagem por carvalho. Um bom vinho de entrada.
Preço: 95,00 reais

Vinho 2) Casa do Cónego Touriga Nacional 2009
Rubi com halo cor de tijolo, lágrimas grossas e lentas, aromas mais complexos e persistentes de frutos do bosque, amêndoa, menta e tabaco. Em boca confirma os aromas, é harmônico e com boa acidez.
Vinho português (Regional Lisboa), 100% Touriga Nacional, 13,0 % teor alcoólico, passa por carvalho.
Preço: 80,00 reais

Vinho 3) Brutalis 2012
Vermelho-púrpura, muito denso, lágrimas grossas e lentas. Aromas intensos e complexos de cereja, tabaco, chocolate, pimenta. Evolui na taça. Suculento, quente, potente, equilibrado e harmônico. Vigoroso em sua forma e estrutura, mesmo. Um bruto que vai direto ao coração. Como bem diz no rótulo é uma verdadeira mão de ferro numa luva de veludo. Vale muito a pena experimentar. O vinho da noite em que os três brilharam.
Vinho português, de Lisboa, produzido com 80% de Alicante Bouschet e 20% Cabernet Sauvignon, 14,5% teor alcoólico, passa por carvalho.
Preço: 170,00 reais


Um Brinde!