quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Restaurantes Alemanha

Outra de nossas aventuras gastronômicas foi na Alemanha, e, entre inúmeras incursões à culinária local, escolhi dois lugares muito especiais:

1) Paulaner
Situada próxima ao local onde ocorre a Oktoberfest, está este restaurante da famosa cervejaria Paulaner (sugestão do Assis e da Rê).



 Desculpem por não saber o nome desta entrada, (os nomes aqui são impronunciáveis e incompreensíveis para mim que não sei nada de alemão).
Pedimos uma sugestão para a atendente que nos serviu esta tábua:


Estava muuuuuuito boa.
Como prato principal, pedi joelho de porco.


E, para acompanhar, as muitas cervejas Paulaner, com seus gostos e aromas diversos. Eles servem vinho também, mas não foi desta vez que o pedi. (Uma santa traição à bebida de Baco, mas estava na terra da cerveja). Um dia espero ir à Stuttgart, locar um carro e fazer a rota do vinho alemão (os vales do Mosel e Reno), mas essa fica pra uma próxima.


Paulaner Brauhaus
Endereço: Kapuzinerpl. 5, 80337 München, Alemanha
Telefone:+49 89 5446110

Em um outro dia, locamos um carro, uma turma de amigos, e fomos pelo interior da Baviera conhecer o Castelo de Neuschwanstein.



Na volta, e atendendo aos pedidos (alô Elis e Ararê!), fomos à cidade de Erding, a cerca de 40 Km de Munique, conhecer a fábrica e o Restaurante do Hotel da famosíssima cervejaria Erdinger. Foi o término de um dia de uma espetacular jornada pelo interior da Alemanha. Uma experiência incrível.

2) Erdinger
Não chegamos à tempo para uma visita à Fábrica, mas fica aqui um registro.



Rumamos então direto para o principal: o  Hotel da Cervejaria, que tem um excelente restaurante para os hóspedes e aberto aos turistas também.






Uma cidade de pouco mais de 30.000 habitantes, pitoresca e típica da Baviera, um charme só.


Degustamos alguns tipos de cerveja Erdinger, não lembro de todas e também não sou conhecedor do assunto, todas muito boas e, na minha humilde opinião melhores que da Paulaner e da Schneider (outra cervejaria que fomos em Munique).


Pedi, como prato principal, uma mistura de vários tipos de carnes (porco, frango e pato, além de batata e chucrute). Os molhos são à base de cerveja, claro, e são uma delícia.
O Chucrute da Paulaner é mais suave ( gostei mais), mas a combinação desse prato foi imbatível!


De sobremesa um Apfelstrudel, olhem só!!


Os preços deste restaurante são bem em conta, mais baratos que as outras cervejarias, (acho que por ser uma cidade menor), e foi o restaurante de que mais gostamos.


Rumamos de volta para Munique, já era noite. Que vontade de voltar!!!

Para saber mais:

http://www.hotel-erdinger-weissbraeu.de/cms/de/startseite.php


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Taurasi Cantine Crogliano Villa Ester 2007


A Aglianico é uma variedade de origem grega que foi transplantada para a Itália. 
Dá origem aos melhores tintos de guarda do Sul da península italiana. As vinhas amadurecem tão tarde que praticamente não poderiam ser cultivadas mais ao norte.

Seus vinhos são caracteristicamente de cor rubi intenso, pleno de aromas de alcatrão e especiarias, concentrados, com alta tanicidade e nervo pronunciado, sabores fortes e intensos. Melhora com o passar dos anos.


Nas montanhas da DOCG Taurasi a Aglianico encontra sua expressão mais sofiticada. Está sendo domesticada e eventualmente suavizada pela aplicação de técnicas vinícolas modernas.


O Cantine Crogliano Villa Ester, da DOCG de Taurasi é um tinto produzido com 100% Aglianico, envelhecido por 24 meses em barricas de carvalho e por mais 5 meses na garrafa antes de ser comercializado.

Na taça um vinho de cor vermelho-púrpura, intenso, lágrimas lentas e grossas.
Aroma intenso a frutos do bosque, caramelo, chocolate amargo e baunilha.
Em boca é macio, equilibrado, elegante e potente na medida. Final longo e prazeroso.
Álcool a 13,5%

Preço: 9 Euros. Adquirido e provado em Nápoles, com os amigos.


Incrível um vinho desta qualidade neste preço. (na Itália, não é? Porque no Brasil, infelizmente estamos a beber mais impostos do que vinho).
Um brinde aos vinhos, e aos amigos.



sexta-feira, 17 de julho de 2015

Restaurantes de Roma


Oi pessoal! Estou de volta e inspirado pra contar umas aventuras que fiz!
Olhem onde fui parar.

Chamada de umbigo do mundo.
Dizem que quem tem boca, vai a ela.
Não foi construída em um dia.
Todos os caminhos levam a esta Cidade Eterna.
Todos os que aqui estão tendem a agir como os que aqui nasceram.
Uma cidade com três mil anos de História. Bem- vindos à Roma!



Com tanta comida boa, tradição e dicas de restaurantes nessa maravilhosa cidade, resolvi escolher e escrever sobre uma parada em três:

1) Tratoria Otello alla Concordia 
Situado próximo à Scallinata di Spagna, em uma rua com vários outros restaurantes, resolvi conhece- lo por recomendação de amigos, e também por curiosidade. É este o restaurante do filme La Cena?


De entrada e para esperar o pessoal que ainda não tinha chegado, um Soave Classico de Verona, umas entradinhas de aperitivo e flores de Zucchini fritas.



Pedi o especial do dia: um Tagliolini (Talharim) com fungo porcini. Parece bom?


E para minha molie , um fettuccine ai funghi


Para acompanhar, um típico tinto da Sicília , o pessoal gostou muito.


 Preço : 84 euros ( com os 2 vinhos).
Um bom restaurante, mas como esse há muitos em Roma (o que não é nada mal)! Ponto Alto : as massas, claro, e esse vinho branco!

http://www.ristoranteotelloallaconcordia.it/


2) Da Gino
Próximo ao Prédio do Parlamento, um pouco escondido em uma rua pra lá de charmosa está o Da Gino, proclamado como o restaurante que serve a melhor carbonara do mundo! Será? Bora lá conferir:

Pra iniciar, um vinho branco de Montefalco, 14% vol. ( no mínimo curioso)


Uns aperitivos:

Uma entrada que o garçom nos recomendou. Muuuuito boa.


 Para minha molie:


E a famosa Carbonara do Da Gino. Suave, cremosa, espessa e al dente. Pede um vinho, não?



Para acompanhar a refeição o vinho tinto da casa acompanhou bem e estávamos acompanhados de amigos, tudo muito simples e especial. Este é um restaurante dos romanos, do almoço da semana. Um ambiente festivo e descontraído. Os preços são bem em conta, não é caro.

https://plus.google.com/117784651430172537561/about?gl=br&hl=pt-BR


3)  Checchino dal 1887

Para encerrar, o ponto alto. Essa eu agradeço ao Ed Motta, que em um Guia Quatro Rodas "Viagem ao Mundo dos Vinhos" o recomendou.

No bairro de Testaccio, fora do burburinho turístico de outros lugares de Roma, está este explêndido restaurante.

Para iniciar: Bruschetta al pecorino com cálice di Cannelino di Frascati



O sommelier vem à mesa, recomenda o vinho de acordo com os pratos, prova um pouco antes de servir e... deixa o serviço do vinho para o cliente! Isto é que é profissionalismo. Assim é que tem que ser. Nada de servir o vinho com pressa, a velocidade do serviço do vinho é do cliente, pois não?Aceitamos a sugestão e pedimos um toscano típico: Casalferro 2008 Castello di Brolio. Pudemos fazer uma viagem à Toscana novamente com este tinto. Excelente!


Um Bucatini alla Gricia, a melhor massa que provei na Itália desta vez.



E para minha molie Spaghetti alla Carbonara:


Para arrematar, um Coda alla Vaccinara:


Um prato para três pessoas! Mas eles dizem que serve um só.
Valor com vinho, água etc: 118 euros. Grande experiência. 

Restaurante amigo do vinho: Sim! Vinhos em taça, uma boa carta de vinhos, um excelente serviço, garrafas de safras antigas e especiais.

Altamente recomendável pegar um táxi, sair do circuito turístico e conhecer esse restaurante.

Checchino
Via di Monte Testaccio, 30

http://www.checchino-dal-1887.com/

"Como as memórias de uma viagem inesquecível, os sabores e cheiros de um grande vinho nunca mais saem da alma" 
Ed Motta









segunda-feira, 13 de julho de 2015

Riesling Seehof


"A uva Riesling é considerada a maior contribuição da Alemanha para a enologia mundial, e é considerada uma descendente das uvas selvagens que cresciam ao longo do rio Reno. Produz tipicamente vinhos pálidos, de corpo leve, com uma tonalidade levemente esverdeada, alta acidez e aromas fragrantes e perfumados. A uva Riesling produzida em climas frios tem um perfil gustativo que compreende cítricos, limão, pêra, maçã verde.
Nos climas quentes, os aromas se transformam em pêssego e mel, e o corpo é levemente mais consistente. "
Vocabulário do Vinho - Roberto Rabachino

Estes vinhos foram adquiridos na loja Viniculture, em Berlim, veja aqui e ambos são da nova classificação alemã Deutscher Qualitatswein, sua classificação mais alta.

1) Riesling Seehof Westhofen Morstein "Alte Reben" 2012
Weine- Weibwein- Seehof Ernst



De uma parcela menor do vinhedo (daí seu preço ser maior) este é um vinho de visual amarelo-palha, lágrimas lentas e grossas.
Aroma a menta, eucalipto e mel. Em boca é austero e de acidez elevada. Gastronômico. Um tipo de Riesling ao qual eu não estou acostumado, por isso errei na harmonização (com comida asiática). Este pede um prato mais estruturado, um salmão com temperos, ou uma boa cozinha portuguesa, com seus pratos típicos de bacalhau.
De qualquer forma, uma bela experiência, um vinho maiúsculo.
Álcool a 13,0%



Adquirido na Viniculture, em Berlim.
Preço : 24 euros

2) Riesling Seehof Steingrube 2012
Weine- Weibwein- Seehof Ernst




Visual amarelo-verdoso, pouco fluido.
Aroma linear, a cítricos com notas discretas de petróleo.
Em boca é macio, suave, mineral e com um longo final de boca. Fresco. Este é mais típico, cobinando bem como entrada ou mesmo com a cozinha asiática.
Um grande vinho também. Preferi este.
Álcool a 13,0%






Adquirido na Viniculture, em Berlim.
Preço : 18,50 euros



Loja de vinho - Viniculture, Berlim

É como estar em Paris, em plena Berlim. Pode parecer estranho, mas foi essa a sensação de conhecer este bairro, em Berlim.
Situada em um local muito charmoso, a Viniculture está em uma rua repleta de cafés e restaurantes, e facilmente se chega de metrô.
Muito pitoresco e diferente do restante da cidade, mas a capital da Alemanha é esse caldeirão multicultural mesmo.



Como experiência, recomendaria muito mais a Kadewe e seu andar enogastronômico, uma Disneylândia para os adultos, apreciadores de vinhos e de boa comida.


Mas, recomendo conhecer a Viniculture pelas opções de vinhos que a loja dispõe, pela degustação e pelo local, que é pra lá de charmoso.



Tem uma boa seleção de vinhos alemães, mas encontram- se franceses, italianos e austríacos com bom preço ali também.





http://www.viniculture.de/

Viniculture GmbH

Grolmanstraße 44
10623 Berlin
Alemanha

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Norton Lote - 2009

Um bom exercício para os sentidos é fazer degustação às cegas. Outro dia fizemos com vinhos Malbec, da Bodega Norton, de vinhedos de alturas, regiões e idades diferentes, portanto de terroirs diversos. Sabíamos de antemão que era Malbec e que tinham a mesma passagem por barrica (não foi tão às cegas assim).

Valeu, pois eram vinhos diferentes, e realçou as preferências pessoais de cada um dos presentes. O vinho realmente é uma aula. Uma aula de experiências, de humildade, de paciência e também de sabedoria.

A Argentina, mais especificamente Mendoza, também procura uma identidade para a sua Malbec dentro do próprio território. Ainda é um desafio expressar os diferentes "terroirs" dentro de uma mesma região, como bem fazem os europeus. Esta é uma tentativa da Norton de apresentar aos consumidores os seus vinhos de diferentes regiões, vinificados da mesma maneira, para que possam ser apreciadas as diferenças de cada um.

De forma geral, são vinhos potentes, com taninos macios e com boa tipicidade. Mendocinos a não poder mais.

Vinho 1 - Lunlunta - Maipú - Mendoza Lote L-109
Idade do Vinhedo: 82 anos, Altura: 950 m Crianza: 16 meses
Aroma a frutos vermelhos e do bosque, abrindo para baunilha e chocolate. Boa estrutura em boca.
Álcool a 14,8%.

Vinho 2- Agrelo - Luján de Cuyo - Mendoza Lote A-109
Idade do Vinhedo: 92 anos, Altura: 960 m Crianza: 16 meses
Um vinho com estrutura parecida com os outros, mas de maior personalidade e complexidade aromática. Muito boa persistência. Minha preferência foi este. Álcool a 14,9%.

Vinho 3- La Colonia - Luján de Cuyo - Mendoza Lote LC-109
 Idade do Vinhedo: 15 anos, Altura: 960 m Crianza: 16 meses
Similar ao vinho 1, mas mais harmônico. Álcool a 14,9%.

Para saber mais:
http://www.norton.com.ar/vinoIntro.php?idVinoTitulo=40

Não fiquei sabendo o preço, pois foi um jantar na casa de amigos.

Saúde!!



terça-feira, 2 de junho de 2015

Homenagem do Amigo


Agradecido com as palavras do amigo Ivanir Dutra de Lima, e sabendo não ser merecedor de tamanha deferência, decidi postar essa grande homenagem por conta da passagem do meu aniversário, que transformou-se em poesia impressa, depois em quadro devidamente pendurado na parede, em declamação por 2 vezes, em emoção.
São belas palavras, uma poesia simples e sincera das gentes do campo, do nosso campo, do brasileiro do Sul, uma homenagem à amizade. Comovente.

Descobri que outros já tiveram essa honra e depois fui entender porque muitos estavam esperando para filmar de antemão o ocorrido ( a declamação da poesia).

Não espero tanta honra e um dia terei tanto saber, será? Mas que foi bonito, foi. Grande amigo Ivanir, meu muito obrigado e que Deus te dê tantas coisas boas como as que desejas para todos os que o cercam. Que sejas sempre abençoado com essa bondade e generosidade.

Quanto ao bon vivant, foi o encerramento perfeito embora minha esposa me olhasse de soslaio no dito dessas palavras. Um Abraço Fraterno.

É um poeta esse Ivanir!!


Homenagem pelo aniversário do Amigo, Médico, Ciclista e Sommelier

Evandro Vanti Gonçalves

Autoria: Ivanir Dutra de Lima


Meu grande amigo Evandro,

Que considero um irmão,
me deu uma aula sobre uvas
Primeiro: Cabernet Sauvignon.
É a casta mais popular,
Novo mundo, muito bom!



Foi desfilando sua fala,

Sempre com propriedade,
Gera vinho encorpado,
Bueno barbaridade.
Lá em Bordeaux faz sucesso, 
Herbáceos e aroma de verdade.



Pra ver que Evandro entende!

Já foi falando em Merlot
Disse que era bordalesa,
Pelo mundo se espalhou.
Gera vinhos bem macios,
Com muita fruta, ele aprovou.





Continuando a aula magna,

Uva do Sudoeste francês
Muita famosa, a Malbec,
Que tanto sucesso fez.
Emblemática na Argentina,
Da qual nós somos freguês.



Da Syrah falou pouco,

Mas disse que era do Rhône.
Se adaptou na Austrália,
E não tem quem a destrone.
Vinhos de cor intensa,
Defumado, azeitona, deu fome!



O Pinot Noir é uma Uva,

No saber do Evandro Vanti,
Mui delicada, da Borgonha
Pouca cor, leveza gigante.
Um peixe, frango, queijo leve,
Sirva, que o Gonçalves garante.



Me explicou sem gaguejar,

que a Carménère, adaptada
Do Chile fez produtor,
Tornou-se marca registrada.
Fruta e taninos vivos,
Uva de longa estrada.



Quando pegou-se a falar

Sobre a Cabernet Franc,
Meditei: Tá na moda,
Não tem quem a desbanque.
Corpo médio, ensina o Evandro,
O Uruguai produz de tanque.



Como entende esse guri!

Da Grenache, vinho fresco,
Tempranillo e Sangiovese,
Nebbiolo Barbaresco.
Tannat e Dolcetto também,
De um sabor pitoresco.



O nosso mestre dos vinhos,

Demonstra sabedoria,
Pois conhece as uvas brancas,
É o sommelier da Confraria.
Explica sobre o chardonnay,
Sempre com muita alegria.



Sauvignon Blanc, Vibrante,

Riesling, de origem alemã
Viognier, outra uva francesa,
Chenin Blanc, desta sou fã.
Gewürztraminer, da Alsácia
Pinot Grigio, com pose de galã.



Moscatel e Furmint,

São sempre levadas à mesa
Doces e aromáticas,
Acompanham a sobremesa
Uma Italiana, outra húngara,
De muita delicadeza.



Nobre Evandro, bon vivant,

Mestre, aceite esta homenagem,
Comemorando seu aniversário
Desejo fé e muita coragem
Saúde e paz, no seu dia-a-dia,
Deixo aqui minha mensagem!








domingo, 31 de maio de 2015

Bodegas Pablo Menguante Garnacha 2008


O Tempranillo da mesma Vinícola foi postado anteriormente veja aqui

Quanto à uva Garnacha, esta é uma das variedades de vitis vinífera mais cultivadas em todo o mundo, particularmente na Espanha. Geralmente usada em mesclas, é coadjuvante na maior parte dos vinhos espanhóis de Rioja. Gera tintos pouco carregados em cor e ricos em álcool, quase não encontrando-se exemplares com menos de 13,5% ou 14%. Rústica e forte.
 Não tem sido difundida fora da Península Ibérica, com raras exceções.


Na taça um vinho de cor rubi pouco denso, halo violeta, lágrimas finas e rápidas. Inicialmente um aroma pronunciado de chocolate, e evolui para cereja, um toque herbáceo e damasco.
Em boca é delicado, com taninos finos e certa adstringência. Um longo final.
Álcool a 14%.

Os Vinhos da Bodega Pablo Menguante são vinhos fáceis de beber, vinificados a um estilo bem moderno e de boa relação custo-benefício. Prefiro o Tempranillo, mas o Garnacha também merece ser descoberto. Recomendável.

Comprado na Grand Cru em Florianópolis, custou 48,00 reais.

domingo, 24 de maio de 2015

Bettú Malvasia de Candia 2012

Vilmar Bettú é uma lenda do Vinho Brasileiro, e conhecer esse personagem único rende histórias pra contar, admiração e surpresa com os vinhos por ele produzidos. O que dizer de uma lenda?

O vinho de hoje é produzido artesanalmente com uma uva muito peculiar, a Malvasia di Candia, ou Malvasia di Candia Aromática. É uma uva branca italiana que lembra o grupo dos moscatéis. Surgiu inicialmente como uma alternativa de uva aromática para a região da Serra Gaúcha. Origina vinho acentuadamente moscatel que pode ser comercializado como varietal ou ser usado como fonte de aroma em cortes com outros vinhos brancos. Todavia, tem sido usada principalmente para a elaboração de vinhos espumantes do tipo moscatel. 
Fonte: Conhecendo o Essencial sobre Uvas e Vinhos (EMBRAPA) e Viticultura e Enologia de Eduardo Giovannini




Na taça um vinho de um amarelo dourado, límpido, lágrimas grossas e lentas.

Amplo e aberto nos aromas, com intenso mel e florais. Lembra os moscatéis mesmo, a exuberância de um Gewurstraminer, ou um Torrontés que vai direto ao ponto, sem sutilezas.

Em boca confirma os aromas, um final de boca frutado, pêssego em calda, o álcool se sobressaindo o que o torna um pouco cansativo. Acidez discreta. Álcool a 14% vol.

Um vinho a ser experimentado, um animal enjaulado a ser libertado, por assim dizer. Em tratando-se de Malvasia, é uma descoberta interessante.

Comprado diretamente com o produtor, custou 100,00 reais.

sábado, 16 de maio de 2015

Tikal Amorio Malbec 2011

Atualmente, uma carta de vinhos em qualquer restaurante do Mundo, deveria incluir pelo menos dois ou três rótulos de Malbec proveniente da Argentina.

A Malbec argentina é apreciada mundialmente, mesmo. Se você acha um exagero, pense no fato de esta casta, proveniente de Cahors, França, ser ignorada até em seu centro tradicional ( e, em consequência, mais ou menos banida de Bordeaux). Some-se ao fato de não haver muitos países produtores que a difundem. Isto também ajudou a Malbec argentina a alçar fama, mas foi sua adaptação perfeita no País, mais precisamente na região de Mendoza é que fez com que se consagrasse a nível mundial.

É uma uva sensível, de casca fina, que sofre com as mudanças bruscas de temperatura, mas que suporta bem o calor e o clima árido. (condições climáticas de Mendoza).

Tikal Amorio 2011

Produzido por Ernesto Catena em Tunuyán, Luján de Cuyo, Mendoza, com 100% da uva Malbec.

Matura por 12 meses em barricas de carvalho francês, 30% novas. É engarrafado sem colagem, nem filtração, com a intenção de extrair o máximo da fruta.

Um vinho de cor vermelho púrpura, lacrimoso, na taça pernas lentas e grossas.

Aroma intenso de cereja em compota e framboesa, com acidez refrescante e taninos doces e redondos. Madeira na medida certa, sem se sobrepor à fruta. Carnoso, suculento, rico em sabores e aromas. Um vinho linear, sem rodeios, como um bom Malbec deve ser.
Prove-o e assegure-se de estar com um bom exemplar de uma cepa e seu terroir emblemático. Típico.
Deve melhorar ainda mais com a guarda. Um grande vinho.
Álcool a 14%
No site da Mistral o 2010 custa 122,48 reais

https://www.facebook.com/ernestocatenavineyards





quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dois Bons Representantes da uva Tempranillo: Menguante e Embocadero


Minha contribuição mensal para o Zucca Gastrô e, desta vez, a viagem nos leva à Espanha, terra das touradas, da dança flamenca, dos bares de tapas e das procissões de Páscoa. A prova é de dois representantes espanhóis da uva Tempranillo, para que se possa sair do "lugar comum", e por vezes especial: Malbecs da Argentina, Cabernets do Chile e por aí vai.

A uva Tempranillo é uma cepa que, em alguns vinhos,  lembra um pouco o gosto e os aromas da Pinot Noir da Borgonha e está na maioria dos tintos espanhóis importantes. É cultivada no Douro para produzir o Porto e vinhos de mesa e recebe o nome de Tinta Roriz. Não é particularmente perfumada, eis porque é muitas vezes cortada com uvas mais aromáticas como a Grenache na Região de Rioja.



É uma casta de personalidade difícil de definir: sua fruta emblemática seria o morango, mas nas regiões de Rioja e Ribera del Duero pode ser robusto, intenso e picante, com mais destaque para ameixa do que o morango, e adquire suavidade e corpo com a guarda.

Como característica dos vinhos que trouxe, posso dizer que apresentam mais presença gustativa do que olfativa, lembrando também o Mil Campos Veja aqui, o que não os desmerece tanto, porque são vinhos com apelo comercial, é verdade, mas são sedutores, e de bom custo-benefício. Um segredo: as mulheres de maneira geral muito os apreciam! Se é importante isso? Eu acho muito!
Vamos a eles?


Menguante Tempranillo 2008
Produzido por Bodegas Pablo Menguante na D.O. de Cariñena, com 100% de uva Tempranillo.

Passagem por três meses em barricas de carvalho francês e americano.

Um vinho de cor rubi, com pernas lentas e grossas. Aroma de frutas vermelhas, tímido inicialmente, mas que abre com a evolução na taça para uma intensidade maior de framboesa, morango e especiarias. No palato é macio, muito saboroso, com taninos finos e boa persistência.
Elegante e equilibrado, muito bem vinificado, em um estilo agradável e frutado. Um vinho sedutor.
Evolui na taça se deixado por alguns minutos, pois é um vinho de 2008 e precisa deste tempo para ser melhor apreciado.

Comprado na Grand Cru em Florianópolis no dia 26/04/2015, custou 53,00 reais





Embocadero 2012

Produzido pela Bodega Coop. San Pedro Regalado em Burgos, D.O. de Ribera del Duero, com 100% de uva Tempranillo.

Um vinho de cor rubi, com pernas grossas e rápidas. Aroma de ameixa e especiarias como cravo. No palato apresenta-se com corpo médio, certa adstringência, e com acidez moderada. Média persistência. Um vinho em um estilo mais austero e gastronômico.

Álcool a 14%

Comprado na Grand Cru em Florianópolis no dia 26/04/2015, custou 63,00 reais





Para harmonizar com esses vinhos penso que uma seleção de tapas seria o ideal. Se for em uma tasca onde se valoriza uma boa conversa também, então temos o cenário ideal. Um brinde e saúde a todos.

Para adquirir os vinhos, ou para saber mais:
http://www.grandcru.com.br/?gclid=CPifzZS8ocUCFTMS7Aod1UoAhg


















terça-feira, 7 de abril de 2015

Chardonnay: A Rainha das Brancas

Dando sequência às postagens para o Zucca Gastrô, desta vez apresento novamente uma rainha de respeito, a representante das brancas: a uva Chardonnay.

A uva Chardonnay é considerada a "rainha das brancas" , sendo a cepa branca mais popular do mundo e considerada a melhor em termos de qualidade do vinho produzido.  Fornece vinhos encorpados, com acidez de mediana a baixa, persistentes, complexos, amendoados e longevos. Sua estrutura é propícia para passagem por barricas de carvalho. Tem papel fundamental no Champanhe e quando vinificada isoladamente dá origem aos "Blanc de blancs".

A admirável capacidade de adaptação da Chardonnay a diferentes climas (assim como no caso da tinta Cabernet sauvignon) garantiu a sua popularidade e versatilidade, já que responde à mais ampla variedade de técnicas de vinificação e dos estilos de cada vinho branco varietal. Seu sabor varia drasticamente do adstringente e metálico ao intenso e tropical dependendo de onde é cultivada e das técnicas de vinicultura empregadas. Pode ser vivaz, incisiva e mineral; ou suave, cremosa e intensa; por vezes untuosa e encorpada.

Em climas mais frios surgem sabores de frutas verdes, passando a frutas tropicais em regiões mais quentes. 





Os franceses da Borgonha elevaram a Chardonnay ao nível de estrela e protagonista ao elegê-la como praticamente a única uva branca para a produção de seus vinhos. veja aqui


Trouxe 2 representantes:


DV Catena Chardonnay - Chardonnay 2014
Produzido pela consagrada Vinícola Catena Zapata em vinhedos presentes em 2 diferentes microclimas de Mendoza, Argentina, (Agrelo, a 940 metros de altura e Villa Bastías, a 1150 metros) - no intuito de extrair as melhores características de cada região. Álcool a 13,5%.

Um vinho de cor amarelo-palha com halo verde, aroma a cítricos, abacaxi, pêra, um toque mineral. Discreta intensidade olfativa, mas um vinho que expressa muito bem a fruta, bem equilibrado. Em boca tem clareza, é correto, com boa acidez. Elegante. Final com certo dulçor, mas não é enjoativo. Com muito boa tipicidade, por isso o escolhi para esta postagem. Servir a 8-10ºC

Harmonizamos com tábua de frios e algo de que muito gosto com vinho branco, frutas como manga, figo e ameixa.
Por não ter muita estrutura, serve muito bem como entrada.
No mercado brasileiro o valor desta garrafa está por volta de 100,00 reais.
Provado em 27/03/2015






 Villa Francioni Chardonnay 2013
Produzido pela Villa Francioni em São Joaquim-SC

Um belo representante dos nacionais,  este Chardonnay é um vinho de cor amarelo ouro, apresentando na taça pernas lentas e grossas. Aromas a abacaxi, baunilha, manteiga e cedro. Estes, devido ao seu estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês.

Confirma em boca, com uma acidez bem presente, untuoso. Vivaz e elegante, embora o carvalho se sobressaia em demasia. Servir a 8-10ºC.

Não é da mesma qualidade que o excelente Lote I (até porque este não existe mais), mas bem representa a Chardonnay na terra brasilis.
Álcool a 13,0%
Provado em 29/03/2015
Comprado em São Joaquim - SC, custou 65,00 reais



Algumas sugestões para os vinhos de Chardonnay (lembrando que o gosto pessoal terá sempre a última palavra):

Salada de frango fria
Risoto com verduras (ex:aspargos) ou peixe
Massa com peixe ou frutos do mar
Preparações com frutos do mar (crus ou cozidos)
Peixes na grelha (tão diversos como truta, salmão), ou cozidos
Carnes brancas de frango
Queijos frescos e/ou azuis (com mofos)

Enfim, uma cozinha variada, indo da simples à elaborada. Aproveitem a versatilidade desta Rainha!



Um dia de calor na Toscana. Uma paradinha na Tenuta Trerose para provar um Chardonnay.

Why not?