domingo, 31 de maio de 2015

Bodegas Pablo Menguante Garnacha 2008


O Tempranillo da mesma Vinícola foi postado anteriormente veja aqui

Quanto à uva Garnacha, esta é uma das variedades de vitis vinífera mais cultivadas em todo o mundo, particularmente na Espanha. Geralmente usada em mesclas, é coadjuvante na maior parte dos vinhos espanhóis de Rioja. Gera tintos pouco carregados em cor e ricos em álcool, quase não encontrando-se exemplares com menos de 13,5% ou 14%. Rústica e forte.
 Não tem sido difundida fora da Península Ibérica, com raras exceções.


Na taça um vinho de cor rubi pouco denso, halo violeta, lágrimas finas e rápidas. Inicialmente um aroma pronunciado de chocolate, e evolui para cereja, um toque herbáceo e damasco.
Em boca é delicado, com taninos finos e certa adstringência. Um longo final.
Álcool a 14%.

Os Vinhos da Bodega Pablo Menguante são vinhos fáceis de beber, vinificados a um estilo bem moderno e de boa relação custo-benefício. Prefiro o Tempranillo, mas o Garnacha também merece ser descoberto. Recomendável.

Comprado na Grand Cru em Florianópolis, custou 48,00 reais.

domingo, 24 de maio de 2015

Bettú Malvasia de Candia 2012

Vilmar Bettú é uma lenda do Vinho Brasileiro, e conhecer esse personagem único rende histórias pra contar, admiração e surpresa com os vinhos por ele produzidos. O que dizer de uma lenda?

O vinho de hoje é produzido artesanalmente com uma uva muito peculiar, a Malvasia di Candia, ou Malvasia di Candia Aromática. É uma uva branca italiana que lembra o grupo dos moscatéis. Surgiu inicialmente como uma alternativa de uva aromática para a região da Serra Gaúcha. Origina vinho acentuadamente moscatel que pode ser comercializado como varietal ou ser usado como fonte de aroma em cortes com outros vinhos brancos. Todavia, tem sido usada principalmente para a elaboração de vinhos espumantes do tipo moscatel. 
Fonte: Conhecendo o Essencial sobre Uvas e Vinhos (EMBRAPA) e Viticultura e Enologia de Eduardo Giovannini




Na taça um vinho de um amarelo dourado, límpido, lágrimas grossas e lentas.

Amplo e aberto nos aromas, com intenso mel e florais. Lembra os moscatéis mesmo, a exuberância de um Gewurstraminer, ou um Torrontés que vai direto ao ponto, sem sutilezas.

Em boca confirma os aromas, um final de boca frutado, pêssego em calda, o álcool se sobressaindo o que o torna um pouco cansativo. Acidez discreta. Álcool a 14% vol.

Um vinho a ser experimentado, um animal enjaulado a ser libertado, por assim dizer. Em tratando-se de Malvasia, é uma descoberta interessante.

Comprado diretamente com o produtor, custou 100,00 reais.

sábado, 16 de maio de 2015

Tikal Amorio Malbec 2011

Atualmente, uma carta de vinhos em qualquer restaurante do Mundo, deveria incluir pelo menos dois ou três rótulos de Malbec proveniente da Argentina.

A Malbec argentina é apreciada mundialmente, mesmo. Se você acha um exagero, pense no fato de esta casta, proveniente de Cahors, França, ser ignorada até em seu centro tradicional ( e, em consequência, mais ou menos banida de Bordeaux). Some-se ao fato de não haver muitos países produtores que a difundem. Isto também ajudou a Malbec argentina a alçar fama, mas foi sua adaptação perfeita no País, mais precisamente na região de Mendoza é que fez com que se consagrasse a nível mundial.

É uma uva sensível, de casca fina, que sofre com as mudanças bruscas de temperatura, mas que suporta bem o calor e o clima árido. (condições climáticas de Mendoza).

Tikal Amorio 2011

Produzido por Ernesto Catena em Tunuyán, Luján de Cuyo, Mendoza, com 100% da uva Malbec.

Matura por 12 meses em barricas de carvalho francês, 30% novas. É engarrafado sem colagem, nem filtração, com a intenção de extrair o máximo da fruta.

Um vinho de cor vermelho púrpura, lacrimoso, na taça pernas lentas e grossas.

Aroma intenso de cereja em compota e framboesa, com acidez refrescante e taninos doces e redondos. Madeira na medida certa, sem se sobrepor à fruta. Carnoso, suculento, rico em sabores e aromas. Um vinho linear, sem rodeios, como um bom Malbec deve ser.
Prove-o e assegure-se de estar com um bom exemplar de uma cepa e seu terroir emblemático. Típico.
Deve melhorar ainda mais com a guarda. Um grande vinho.
Álcool a 14%
No site da Mistral o 2010 custa 122,48 reais

https://www.facebook.com/ernestocatenavineyards





quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dois Bons Representantes da uva Tempranillo: Menguante e Embocadero


Minha contribuição mensal para o Zucca Gastrô e, desta vez, a viagem nos leva à Espanha, terra das touradas, da dança flamenca, dos bares de tapas e das procissões de Páscoa. A prova é de dois representantes espanhóis da uva Tempranillo, para que se possa sair do "lugar comum", e por vezes especial: Malbecs da Argentina, Cabernets do Chile e por aí vai.

A uva Tempranillo é uma cepa que, em alguns vinhos,  lembra um pouco o gosto e os aromas da Pinot Noir da Borgonha e está na maioria dos tintos espanhóis importantes. É cultivada no Douro para produzir o Porto e vinhos de mesa e recebe o nome de Tinta Roriz. Não é particularmente perfumada, eis porque é muitas vezes cortada com uvas mais aromáticas como a Grenache na Região de Rioja.



É uma casta de personalidade difícil de definir: sua fruta emblemática seria o morango, mas nas regiões de Rioja e Ribera del Duero pode ser robusto, intenso e picante, com mais destaque para ameixa do que o morango, e adquire suavidade e corpo com a guarda.

Como característica dos vinhos que trouxe, posso dizer que apresentam mais presença gustativa do que olfativa, lembrando também o Mil Campos Veja aqui, o que não os desmerece tanto, porque são vinhos com apelo comercial, é verdade, mas são sedutores, e de bom custo-benefício. Um segredo: as mulheres de maneira geral muito os apreciam! Se é importante isso? Eu acho muito!
Vamos a eles?


Menguante Tempranillo 2008
Produzido por Bodegas Pablo Menguante na D.O. de Cariñena, com 100% de uva Tempranillo.

Passagem por três meses em barricas de carvalho francês e americano.

Um vinho de cor rubi, com pernas lentas e grossas. Aroma de frutas vermelhas, tímido inicialmente, mas que abre com a evolução na taça para uma intensidade maior de framboesa, morango e especiarias. No palato é macio, muito saboroso, com taninos finos e boa persistência.
Elegante e equilibrado, muito bem vinificado, em um estilo agradável e frutado. Um vinho sedutor.
Evolui na taça se deixado por alguns minutos, pois é um vinho de 2008 e precisa deste tempo para ser melhor apreciado.

Comprado na Grand Cru em Florianópolis no dia 26/04/2015, custou 53,00 reais





Embocadero 2012

Produzido pela Bodega Coop. San Pedro Regalado em Burgos, D.O. de Ribera del Duero, com 100% de uva Tempranillo.

Um vinho de cor rubi, com pernas grossas e rápidas. Aroma de ameixa e especiarias como cravo. No palato apresenta-se com corpo médio, certa adstringência, e com acidez moderada. Média persistência. Um vinho em um estilo mais austero e gastronômico.

Álcool a 14%

Comprado na Grand Cru em Florianópolis no dia 26/04/2015, custou 63,00 reais





Para harmonizar com esses vinhos penso que uma seleção de tapas seria o ideal. Se for em uma tasca onde se valoriza uma boa conversa também, então temos o cenário ideal. Um brinde e saúde a todos.

Para adquirir os vinhos, ou para saber mais:
http://www.grandcru.com.br/?gclid=CPifzZS8ocUCFTMS7Aod1UoAhg


















terça-feira, 7 de abril de 2015

Chardonnay: A Rainha das Brancas

Dando sequência às postagens para o Zucca Gastrô, desta vez apresento novamente uma rainha de respeito, a representante das brancas: a uva Chardonnay.

A uva Chardonnay é considerada a "rainha das brancas" , sendo a cepa branca mais popular do mundo e considerada a melhor em termos de qualidade do vinho produzido.  Fornece vinhos encorpados, com acidez de mediana a baixa, persistentes, complexos, amendoados e longevos. Sua estrutura é propícia para passagem por barricas de carvalho. Tem papel fundamental no Champanhe e quando vinificada isoladamente dá origem aos "Blanc de blancs".

A admirável capacidade de adaptação da Chardonnay a diferentes climas (assim como no caso da tinta Cabernet sauvignon) garantiu a sua popularidade e versatilidade, já que responde à mais ampla variedade de técnicas de vinificação e dos estilos de cada vinho branco varietal. Seu sabor varia drasticamente do adstringente e metálico ao intenso e tropical dependendo de onde é cultivada e das técnicas de vinicultura empregadas. Pode ser vivaz, incisiva e mineral; ou suave, cremosa e intensa; por vezes untuosa e encorpada.

Em climas mais frios surgem sabores de frutas verdes, passando a frutas tropicais em regiões mais quentes. 





Os franceses da Borgonha elevaram a Chardonnay ao nível de estrela e protagonista ao elegê-la como praticamente a única uva branca para a produção de seus vinhos. veja aqui


Trouxe 2 representantes:


DV Catena Chardonnay - Chardonnay 2014
Produzido pela consagrada Vinícola Catena Zapata em vinhedos presentes em 2 diferentes microclimas de Mendoza, Argentina, (Agrelo, a 940 metros de altura e Villa Bastías, a 1150 metros) - no intuito de extrair as melhores características de cada região. Álcool a 13,5%.

Um vinho de cor amarelo-palha com halo verde, aroma a cítricos, abacaxi, pêra, um toque mineral. Discreta intensidade olfativa, mas um vinho que expressa muito bem a fruta, bem equilibrado. Em boca tem clareza, é correto, com boa acidez. Elegante. Final com certo dulçor, mas não é enjoativo. Com muito boa tipicidade, por isso o escolhi para esta postagem. Servir a 8-10ºC

Harmonizamos com tábua de frios e algo de que muito gosto com vinho branco, frutas como manga, figo e ameixa.
Por não ter muita estrutura, serve muito bem como entrada.
No mercado brasileiro o valor desta garrafa está por volta de 100,00 reais.
Provado em 27/03/2015






 Villa Francioni Chardonnay 2013
Produzido pela Villa Francioni em São Joaquim-SC

Um belo representante dos nacionais,  este Chardonnay é um vinho de cor amarelo ouro, apresentando na taça pernas lentas e grossas. Aromas a abacaxi, baunilha, manteiga e cedro. Estes, devido ao seu estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês.

Confirma em boca, com uma acidez bem presente, untuoso. Vivaz e elegante, embora o carvalho se sobressaia em demasia. Servir a 8-10ºC.

Não é da mesma qualidade que o excelente Lote I (até porque este não existe mais), mas bem representa a Chardonnay na terra brasilis.
Álcool a 13,0%
Provado em 29/03/2015
Comprado em São Joaquim - SC, custou 65,00 reais



Algumas sugestões para os vinhos de Chardonnay (lembrando que o gosto pessoal terá sempre a última palavra):

Salada de frango fria
Risoto com verduras (ex:aspargos) ou peixe
Massa com peixe ou frutos do mar
Preparações com frutos do mar (crus ou cozidos)
Peixes na grelha (tão diversos como truta, salmão), ou cozidos
Carnes brancas de frango
Queijos frescos e/ou azuis (com mofos)

Enfim, uma cozinha variada, indo da simples à elaborada. Aproveitem a versatilidade desta Rainha!



Um dia de calor na Toscana. Uma paradinha na Tenuta Trerose para provar um Chardonnay.

Why not?


quarta-feira, 4 de março de 2015

Cabernet Sauvignon: A Rainha das Tintas

No filme Sideways Entre Umas e Outras, na parte mais importante do filme, o personagem Miles, de Paul Giamatti chama a Cabernet sauvignon de “sobrevivente”, “que pode crescer em qualquer lugar, mesmo negligenciada” fazendo uma comparação com a Pinot Noir, sua preferência declararada.

O fato é que a Cabernet Sauvignon é considerada a tinta mais nobre do mundo, justamente por adaptar-se maravilhosamente bem fora do seu habitat original! São feitos mais vinhos de qualidade com esta cepa do que com qualquer outra tinta. Respeitando as preferências de Miles, que mudou o enfoque dispensado à Pinot Noir em todo o mundo, hoje iremos falar a respeito da Rainha das Tintas: a Cabernet Sauvignon.



Descendente da Cabernet Franc e da Sauvignon Blanc, a Cabernet Sauvignon tem bagos muito escuros, pequenos e com uma casca espessa: pouca polpa e muita casca.
É de altíssima qualidade, de grande estrutura e longevidade, sendo seus vinhos escuros e particularmente tânicos quando jovens. Contudo, por ter grande afinidade com o carvalho, quando amadurecidos tornam-se mais macios, equilibrados, longevos e fabulosamente complexos, gerando o que muitos consideram o arquétipo de todos os tintos.
Seu caráter varietal inconfundível é um aroma e um sabor condimentado de groselha e pimentão, tânico, embora com boa acidez, o que lhe dá equilíbrio. Suaviza com o tempo.

Conforme o terroir, safra, clima, também apresenta aromas a frutas vermelhas, amora, pimenta, grama e baunilha.

É a variedade predominante em Bordeaux, dos grandes ícones do Médoc. Nos tintos clássicos desta região, é combinada com Merlot e Cabernet Franc. Outras zonas de cultivo importante são: Itália, Áustria, Espanha, Portugal, Estados Unidos (Califórnia), Canadá, Argentina, Chile, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Brasil.

No mundo dos vinhos a diversidade é bem vinda, e gostei de rever a CS porque atualmente tenho provado outros varietais e blends, assim sendo, sempre é um prazer voltar para a constância da Cabernet.


Cono Sur Bicicleta Cabernet Sauvignon 2012
Produzido pela gigante Cono Sur no Valle Central, Chile.

Escolhi por ser um CS típico, um representante da cepa.

Na taça um vinho de cor rubi brilhante, lágrimas lentas e grossas.
Aromas típicos, frutas vermelhas, groselha, em um fundo com notas de menta.
Em boca é frutado e harmônico, macio, suculento, de taninos doces. Muito bem vinificado. Elegante.
Vertical, na tentativa de exprimir a casta.

Não consegui informações sobre passagem em barricas, parece ter pequena passagem, o que lhe dá um apelo comercial. Álcool a 13% Vol.

Comprado no Supermercado Hippo em Florianópolis, no dia 04/03/2015, custou 41,56 reais.


Harmonizará muito bem com carnes vermelhas e pratos à base de molho gorgonzola.

E assim encerro minha primeira contribuição para o Zucca Gastrô.  Aguardem no próximo post “ A Rainha das Brancas” : a uva Chardonnay.

Um brinde e saúde a todos.



sábado, 28 de fevereiro de 2015

A História do Vinho


Vídeos produzidos e apresentados por Hugh Johson para o Channel 4 de Londres, em formato apropriado para serem apresentados na televisão. Como está no youtube, há a opção para a tradução das legendas em português. Para os cinéfilos e para os super amantes do vinho.

Parte 1


Parte 2

https://www.youtube.com/watch?v=3wLelD6PfEQ

Parte 3

https://www.youtube.com/watch?v=uFm6GaNTmlE

Parte 4

https://www.youtube.com/watch?v=NrNOkZ_rS6U

Parte 5

https://www.youtube.com/watch?v=yS__wxFRBuw

Parte 6

https://www.youtube.com/watch?v=sVaZFCzxx24

Parte 7

https://www.youtube.com/watch?v=89pOhQafmB4

Parte 8

https://www.youtube.com/watch?v=tL1ZRJRlp08

Parte 9

https://www.youtube.com/watch?v=xV2fdd4t0lI

Parte 10

https://www.youtube.com/watch?v=NInVmPYCECk

Parte 11

https://www.youtube.com/watch?v=l92x5Zh_FlY

Parte 12

https://www.youtube.com/watch?v=sauGtK2-tEo

Parte 13

https://www.youtube.com/watch?v=2KFu7CHhC7Q


Confraria 25.02.2015


Nosso encontro mensal desta vez foi na casa do Ivanir, e tivemos convidados muito especiais, que abrilhantaram a reunião: a Taline, jovem proprietária da Vinícola Santa Augusta, de Videira, SC e o Rogério Gomes, proprietário da Quinta da Figueira, seu projeto aqui de Florianópolis.


A Taline nos falou sobre sua Vinícola e seus vinhos.




Vinho 1) Branco Espumante Brut, produzido com Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay
Um espumante de boa perlage, aroma a frutos cítricos, de boa acidez e cremosidade. Preferi este.

Vinho 2) Rosé Espumante Brut, produzido com Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Montepulciano e Cabernet Franc.
De boa pegada, mais gastronômico, aroma de frutas vermelhas e boa persistência em boca.


Vinho 3) Santa Augusta Chardonnay 2013

Vinho 4) iMortali - Vinho tinto produzido com Cabernet Sauvignon 76,5%, Cabernet Franc 18,5% e Merlot 5%, pelo método biodinâmico no município de Água Doce-SC. O nome do vinho é uma homenagem às duas jovens proprietárias Morgana e Taline.
É um vinho com visual vermelho rubi, límpido, aromas intensos e elegantes a frutos vermelhos e com leve toque herbáceo e madeira. Equilibrado e frutado em boca. Harmônico. Evolução em barricas de carvalho francês de segundo uso (anteriormente utilizadas para vinho branco) por 4 meses. Álcool a 12,6%. Um grande vinho. Um vinho feito por mulheres, com a elegância feminina.




E o Rogério é aquele bom papo, amigo de todos da Confraria, com várias idéias e projetos revolucionários para sua pequena e artesanal vinícola, partidário de muito estudo e trabalho no ramo da Enologia. Seu vinho Quinta da Figueira Perpétua Lote II ficou em primeiro lugar, dentre 54 amostras de todo o País, na Grande Prova do Anuário Vinhos do Brasil, melhor Corte Tinto, o que só vem a enaltecer seu trabalho.





 Quinta da Figueira Moça Faceira 2014
Produção de apenas 240 garrafas

Vinho produzido e engarrafado em Florianópolis com uvas de Vacaria
-Campos de Cima da Serra. 100% Pinot Noir. Álcool a 12,5%.

De cor rubi, halo cor de tijolo.

Aromas intensos de cereja, leve em boca, mais ao estilo Novo Mundo.




Quinta da Figueira Purpurata 2011 Merlot

Álcool a 13,5%

De cor vermelho-púrpura, halo cor de tijolo, denso, concentrado.

Aroma complexo, inicialmente notas animais como couro, suor, aromas de bosque, cogumelo, especiarias, café. Após a evolução na taça um aroma e sabor característico de pitanga, como nunca havia provado antes. De bom corpo e acidez.

Acredito estar pronto, mas tem potencial para guarda, segundo o Rogério, por alguns anos ainda.

Um animal a ser apreciado, sem dúvida. Um grande vinho.

"Fazendeiro e artista, servo e sonhador, hedonista e masoquista, alquimista e contador - o viticultor é tudo isso, e assim tem sido desde o Dilúvio."
Hugh Johnson no Prefácio do Livro A História do Vinho

Para saber mais:

http://www.santaaugusta.com.br/

http://loja.quintadafigueira.com.br/

Um brinde a todos!




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ESTRELAS DO BRASIL, INOVAÇÃO NA SERRA GAÚCHA

Muito me interessam os pequenos produtores, os que tem história para contar, os que amam o que fazem, os inconformados e os que fazem do vinho um psiquiatra de si mesmo, como diz Patrício Tapia.
Trabalhar em uma indústria poderosa como a do vinho e não render-se a apelos comerciais já é uma vitória, mas penso também que não é uma opção pensada, ela simplesmente é porque seus atores não fariam de outra forma. Não contrariar seus princípios lhes dá uma liberdade que os outros não tem e nós consumidores ganhamos com a diversidade, com o caos encantador e com a surpresa.
Visitei o projeto Estrelas do Brasil pela primeira vez em fevereiro de 2012, e conversei com o Irineo Dall' Agnol, à época cheio de projetos e idéias para seu empreendimento.


No Natal de 2014 retorno e tenho uma grata surpresa, com novos vinhos, espumantes e muitas idéias postas em prática! 
Adquiri os produtos pensando mesmo em postar no blog, algo que tenho feito pouco nos últimos tempos por absoluta falta de tempo. Vou atualizando aqui à medida que for provando os vinhos.

Vamos a eles:


Estrelas do Brasil Brut 2010 
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Visual: de cor amarelo-palha, perlage fina e persistente.
Aromas de leveduras, mel, côco e cítricos.
Em boca é cremoso, persistente, elegante.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Um espumante ao nível dos melhores em sua faixa de preço, belo representante nacional.
Preço: 60 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 16/01/2015







Estrelas do Brasil Brut 2007 
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Visual: com bonita cor amarelo dourado, denotando evolução, perlage fina e persistente.
Aromas de leveduras, pão torrado.
Em boca tem muito boa cremosidade, potente e com boa persistência.

Este 2007 pareceu-me mais um Nature do que um Brut, sendo mais gastronômico do que o 2010. O 2010, descrito acima, é mais delicado, acho que também por conta de sua jovialidade, tendo uma maior riqueza de aromas.

O 2007 também é um belo produto.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 60 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 17/01/2015


Este descrito abaixo eu comprei porque o Irineo recomendou muito, mas a lembrança de um espumante tinto de Bonarda comprado na Vinícola Família Zuccardi em Mendoza, um dos piores vinhos que já provei, ainda me atormentava.

Estrelas do Brasil Nature Negro
Produzido com Merlot pelo método Tradicional.  
De cor rubi, aromas a frutos vermelhos típicos da casta, e também algum aroma de panificação.
Em boca é caloroso, poderoso e muito potente, confirmando os aromas, com algo de especiarias e um final longo. Um tinto encorpado efervescente, pois tem taninos e densidade de um tinto encorpado, com espuma delicada.
Para ser apreciado como um vinho tinto tranquilo, inclusive na harmonização. Melhora muito com a comida, penso ser um vinho indissociável de um bom prato com o mesmo peso, carne vermelha como churrasco, e no site da vinícola sugerem feijoada e leitão assado. 
Reconheço ser um vinho instigante, diferente e desafiador, mas não é minha preferência pessoal. 
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 40 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 16/01/2015 e 17/01/2015 




Estrelas do Brasil Riesling Itálico
Produzido 100% com Riesling Itálico pelo método Charmat
Visual: de cor amarelo-verdoso, perlage fina e persistente.
Aromas delicados de pêssego e melão, e também frutas cítricas, característicos da variedade.
Em boca é cremoso, delicado, muito prazeroso.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Um espumante leve, diferente dos pesos-pesados aí de cima, ao nível dos melhores em sua faixa de preço. Excelente custo-benefício. Muito bom como entrada e para esses nossos dias de calor extremo.
Preço: 30 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 10/01/2015







Edição Especial Fume Blanc 2014
Produzido 100% com Sauvignon Blanc
Estagia por 6 meses em barricas de carvalho americano de segundo e terceiro uso. Álcool a 13%
Visual: de cor amarelo-palha, límpido, pernas finas e rápidas.
Aromas minerais, suaves, com notas de infusão e delicado floral.
Em boca é elegante, suavizado pelo carvalho na medida, com uma nota mineral intensa que preenche o palato. Muito bom.
Um vinho que é perfeito para nosso verão, possivelmente harmonize muito bem com frutos do mar e comida asiática e é ridiculamente barato para um vinho dessa qualidade. Uma alternativa aos caríssimos Riesling alemães e aos com excessiva passagem por carvalho do Novo Mundo.
Preço: 35 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 21/02/2015




Dall' Agnol DMD 2005
Produzido 100% com Cabernet Sauvignon
Um vinho para ser decantado por no mínimo 10 horas? Tive que provar.
Álcool a 13%
Visual: rubi com halo cor de tijolo, lágrimas lentas e grossas.
Aromas terrosos, de chá preto, tabaco e couro, vinoso.
Em boca é gordo, generoso, com sapidez e dulçor concomitantes, rico, prazeroso, que realmente lembra o Amarone. Muito boa persistência.
Um vinho diferente e que melhora muito com o decanter. Imprescindível decantá-lo para a apreciação correta do vinho e de suas qualidades.
Uma das melhores expressões que a Cabernet Sauvignon pode ter no terroir da Serra Gaúcha, a meu ver, e em minha experiência. Tudo o que se espera de um bom tinto estruturado.
De pequena produção, apenas 2.800 garrafas (me arrependi por não ter adquirido mais do que uma).
Preço: 45 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 21/02/2015




Estrelas do Brasil Nature 2007 
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Estrela do Estrelas, seu vinho mais premiado.
Visual: de cor amarelo dourado, perlage fina e pouco persistente.
Aroma de amêndoas, mel, lima, e torrefação.
Em boca é que está o diferencial deste espumante, pela cremosidade e grande persistência de sabores. Belo produto, também ao nível dos melhores em sua faixa de preço. Seco e gastronômico, mas preferi degustá-lo sem acompanhamentos. Um vôo solo.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 80 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 22/02/2015





Como o próprio Irineo mesmo diz, aprende-se com os vinhos e com a sua evolução. Não tenho dúvidas que eles estão aprendendo, assim como nós que provamos e que os acertos são muito maiores do que os erros. Que venham muito mais Estrelas do Brasil nos próximos anos.
E assim encerra a minha incursão pelo Estrelas, viva a diversidade e a coragem de experimentar!
Saúde!

Para saber mais:
http://www.estrelasdobrasil.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4&Itemid=106






quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Workshop com Martino Biscardo - Diamond


A família italiana Biscardo tem mais de 150 anos de experiência na produção de vinhos. Tive a oportunidade de ouvir a palestra de Martino Biscardo no Importador exclusivo de seus vinhos para o Brasil, o Carvalho Francês, aqui de Florianópolis. Ele e seu irmão Maurizio são proprietários de uma vinícola que está em sua sexta geração,e, claro, foram muitas as histórias.

Martino nos contou, em inglês, italiano e espanhol sobre a idéia de incrustar cristais Swarowski nas garrafas da linha Diamond após vê-las num calçado feminino, enquanto ele e seu irmão esperavam as mulheres fazerem compras para as filhas na loja. Sobre como, para ele, o vinho é feito com 99% de trabalho árduo, e que o vinho já está em sua mente antes de ser produzido. "O vinho não está nas videiras, o vinho está em minha mente". "I am not a winemaker. I am the wine", e fez uma alusão à Pietá estar na mente de Michelangelo antes de surgir do bloco de mármore para nos fazer chorar de emoção, e por aí vai. Nos contou também como o Amarone deu um salto de qualidade quando foram instalados ventiladores para a secagem das uvas. Uma aula sobre vinho e sobre a paixão de fazê-lo.






Vinho 1: Diamond Corvina / Canbernet Sauvignon 2009

Um IGT da região do Vêneto (Verona), este tinto é elaborado com 80% de Corvina e 20% de Cabernet Sauvignon, do mesmo vinhedo, já que as videiras, com idade de 35 a 40 anos se situam uma ao lado da outra (onde termina uma começa a outra). A corvina é uma das castas mais antigas do Vêneto, de difícil manejo fora de sua região de origem, e a Cabernet dá o toque de modernidade ao vinho, além de ser uma casta que se adapta a diferentes terroirs.
O resultado desse blend é um vinho de cor rubi intenso, com um bouquet vinoso e característico. Seco no palato , mas com a maciez proveniente do cabernet e com discreta sapidez. De muito boa persistência em boca.
Um vinho no seu auge. 
Álcool a 13,5%.
Preço: 97,90 reais.




Vinho 2: Diamond Amarone della Valpolicella 2009
DOC Valpolicella Clássico, este Amarone é produzido com Rondinella e Corvina Veronese.
As uvas são armazenadas numa câmara por 4 meses com controle de temperatura, sendo depois prensadas em Janeiro. Posteriormente são submetidas a um processo de fermentação em baixas temperaturas e ambiente seco por 50 a 60 dias, sendo o vinho posteriormente envelhecido em barricas.
Na taça um vinho de cor vermelho-púrpura, muito denso. Bouquet amplo, complexo, aberto e muito persistente. Confirma em boca, um vinho pronunciado e elegante, com muita fruta vermelha, especiarias e um dulçor prazeroso. Macio, harmônico e equilibrado. Um vinho pronto, mas acredito que com estofo para a guarda por muitos anos ainda. Vinhaço.
Álcool a 15% Vol.
Preço: 179,90 reais






Saúde a todos e um brinde com os melhores, se possível.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Linda Flor Petite Fleur 10 años Malbec

"Tenho (bem mais do que) 25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul, por força deste destino, um tango argentino me vai bem melhor que o blues". Foi no embalo de A Palo Seco, do Belchior, que provei o Linda Flor Petite Fleur Malbec.

Há muito tempo não ouvia essa música, e parece que veio a calhar, já que pela proximidade com a Argentina me ponho a provar mais Malbecs do que Zinfandéis e Chardonnays barricados da Califórnia.



O Petite Fleur faz parte da primeira linha de vinhos da Bodega Monteviejo (mais um projeto de franceses que se estabeleceram em Mendoza para produzir vinhos. Também fazem parte do projeto Clos de Los Siete, sendo proprietários de vários chateaux na França, inclusive do famoso e conceituado Chateaux Le Gay em Pomerol).
Produzido no Valle do Uco, Mendoza, Argentina. Passa por 12 meses em barricas de carvalho francês e repousa em garrafa por 6 meses antes da comercialização. Álcool a 14,5%.

De coloração rubi com halo violáceo, límpido, lacrimoso. Bouquet com média intensidade de corpo, amplo, refinado, com aroma de ameixa madura, chocolate, mas também herbáceo e floral. Em boca é harmônico, tânico, com boa acidez e discreta sapidez e mineralidade. Eu apreciei muito principalmente por ser incomum, sem tantos aparos de arestas como seus pares, e respeitando o terroir. Altamente recomendável.

Preço não disponível atualmente. No momento sem importação para o Brasil, pelo que pude apurar.
Nota= 90 pontos

A Tamarutaca Restaurante

Tamarutaca é esse crustáceo da foto, chamado pelos pescadores de "mãe do camarão" e foi ele que deu origem ao nome de um dos restaurantes mais conceituados em frutos do mar da Lagoa da Conceição.


Após um passeio na Barra da Lagoa, resolvi escolher um restaurante para a família (tenho 2 fãs de camarão comigo, então rumamos para lá).
Obrigado Ana, pela dica.


O restaurante está localizado na rua que acompanha o canal da Barra da Lagoa, um dos locais mais incríveis de Floripa. Não tem vista para o canal, como alguns outros no caminho, mas diziam que compensa pela qualidade da comida. Fomos lá conferir.


De entrada: espetinhos de provolone e camarão (quase não consegui tirar a foto) + sucos + água.


Para mudar a minha pedida clássica para um dia quente (peixe e vinho branco) resolvemos escolher como prato principal camarão na moranga e... vinho tinto.


Acompanhamentos de arroz e batata palha.


Estava muito saboroso, o molho muito suave e o camarão era fresquinho de muito boa qualidade.


Para acompanhar essa beleza, um Pinot Noir Casillero del Diablo. Como outros restaurantes em Floripa, não há muitas opções, uma pena, porque me parece que uma excelente refeição merece um bom vinho para acompanhar, sempre.





Restaurante amigo do vinho: Não. Não há uma boa oferta, nem mesmo uma carta de vinhos, mas, pelo menos o preço é justo. Éramos a única mesa consumindo vinho em um momento em que o restaurante estava relativamente cheio. Acho que falta incentivo, vender vinho em taça, uma boa carta, etc, (estou sempre batendo na mesma tecla).

Resumindo: um restaurante recomendável, ao nível dos melhores, muito bom atendimento, muito boa comida, vale muito a pena conhecer.


Valor pago: 232,10 reais (com o vinho que custou 55,00 reais)

https://www.facebook.com/tamarutacarestaurante

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Final de Ano 2014



A festa de final de ano do nosso grupo de amigos foi em São Joaquim, uma pequena cidade conhecida no Brasil inteiro pelo clima que atinge baixas temperaturas no inverno, pelas excelentes maçãs aí produzidas e agora também impulsionada pelo vinho, claro. 

"A serra catarinense é uma região de muita altitude, variando entre 900 e 1.400 m. Nesta região estão os vinhedos mais altos e em clima mais frio do país. Isto propicia a produção de uva com características próprias. Os solos são rasos, pedregosos e com alto teor de matéria orgânica e argila."
Para se ter uma idéia de como a altitude é importante na produção de vinhos, temos que: " A cada aumento de 100 m de altitude corresponde um atraso na brotação de 1 a 2 dias e atraso na maturação de 1 a 4 dias. A temperatura decresce, em média 0,6 C para cada 100 m de altura, causando atraso de um dia para cada 30 m de altura ( até os primeiros 1.000 m) e, após, um dia a cada 20 m."

Fonte: Eduardo Giovannini no Livro Viticultura e Enologia- Elaboração de Grandes Vinhos nos terroirs brasileiros.



Isto explica porque a colheita ocorre mais cedo no Rio Grande do Sul, nos meses de Janeiro/ Fevereiro e mais tarde em São Joaquim, nos meses de Abril/Maio, meses esses em que a quantidade de chuvas diminui na região, permitindo que as uvas amadureçam melhor.

"Em São Joaquim, as uvas amadurecem lenta e plenamente por conta de verões amenos com noites frias. O tempo da colheita ocorre mais tarde, podendo chegar até maio no caso das uvas mais tardias. Estas condições geram frutos com bom teor de açúcar, e álcool em torno de 12 graus para brancos e 14 para tintos. O lento amadurecimento permite a preservação dos ácidos naturais e a formação plena de polifenóis, permitindo longa guarda a estes vinhos."
Fonte: Sônia Denicol em laboratório de sommelier







Mas, antes de contar-lhes a aventura em São Joaquim, iniciamos nossa viagem com uma parada na Vinicola Mazon, em Urussanga, uma das cidades que fazem parte do projeto " Vales da Uva Goethe".







As crianças foram explorar os vinhedos! 












No final do dia, início da noite, fomos recepcionados por esse lindo pôr-do-sol na Vinicola Monte agudo.



Belíssima propriedade.




Estavam esperando a gente prontos...



Aí foi só rechear a casa com esse pessoal maravilhoso.




Fomos recebidos com o espumante rosé Sinfonia e com o chardonnay Monte Agudo. Eu sou fã do Chardonnay da vinicola, já tendo postado sobre ele antes. Veja aqui.

Como estava o menú? Olha só!



E os tintos no decanter...




E, como em toda grande viagem é importante fazer novos amigos, tratamos de seguir o lema à risca, sejam bem vindos Carolina e seu pai, um dos proprietários da Vinícola, o médico Leônidas Ferraz.




No outro dia tínhamos um compromisso muito importante: conhecer  a Casa do Vinho, uma loja no centro da cidade de São Joaquim, imperdível pela variedade de vinhos nacionais incrível, e também pelo atendimento do proprietário, uma pessoa ímpar e carismática. Sr Vilson, obrigado!

Sala de Degustação na Casa do Vinho de São Joaquim (comentamos que está faltando uma dessas em Florianópolis)



Tivemos oportunidade de provar alguns bons representantes de SC:



Minhas impressões:

Vinho 1: Sanjo Núbio Sauvignon blanc 2013. Típico, um vinho muito fresco, com uma exuberância de aromas cítricos e 13,9%Vol.! Boa acidez em boca. Um bom vinho que vale muito a pena experimentar. Gastronômico.

Vinho 2:Villa Francioni Chardonnay 2013 - Seguindo a grande linhagem do Lote I, um dos melhores brancos que já provei, este 2013 passa por doze meses em barricas de carvalho francês novas e tem 13% Vol. Aromas típicos da casta, com muita fruta e muito harmônico, um vinho classudo e elegante. Já pensei em um prato de salmão para ele.

Vinho 3: Rosé Villa Francioni - Já postei sobre esse vinho também, Veja aqui.

Vinho 4:Pericó Basalto 2008 Produzido com Cabernet sauvignon 60% e Merlot 40%. Aromas de café, frutos vermelhos e chocolate. Em boca é um vinho leve e fácil de beber, com taninos macios e muito bom custo-benefício. Um belo representante catarinense em sua faixa de preço (por volta de 50,00 reais)

Vinho 5:Suzin Cabernet sauvignon 2009 Um vinho de boa estrutura em boca, com certa adstringência. Estagia por 9 meses em barricas de carvalho francês. 13% Vol.

Vinho 6:Comendador Villa Francioni 2009 Produzido com Malbec, Cabernet franc e Cabernet sauvignon, em homenagem ao Sr Vilson pela Villa Francioni como um agradecimento por ser o maior distribuidor dos vinhos da Vinícola. 16 meses de barrica

Vinho 7:Orgalindo Bettú Cabernet Franc 2008. O melhor vinho da prova. Exuberante, com riqueza de aromas e muito persistente em boca. Traz o DNA da família Bettú e do terroir de São Joaquim, pelas mãos de um dos melhores enólogos brasileiros. Rico, complexo e elegante. Custo de 150,00 reais. Belo produto.

Sr Vilson, grande pessoa, nos recebeu como um legítimo Comendador do Vinho. Grande figura do setor, conhecido e respeitado por todos.
Para conhecer mais: http://casadovinho.net/




Após o almoço, estava na hora de fazer uma visita à Villa Francionni:


Uma das mais belas vinícolas do Brasil, a Villa Francioni vale muito a visita, um projeto grandioso ao nível das melhores vinícolas européias, idealizada e construída pelo empresário Sr Manoel Dilor de Freitas, já falecido. 






Para quem quiser mais informações sobre a vinícola e os vinhos: 
http://villafrancioni.com/vf/


Provamos o espumante rosé, o Rosé Villa Francioni (de novo) e o Joaquim tinto. Tive a oportunidade de provar um dos vinhos top da vinícola, o Michelli, e gostei muito.




Ao final rumamos de volta à Florianopolis, após uma grande confraternização com os amigos e família deixando as altitudes para trás mas com vontade de voltar em breve. Difícil descrever em palavras a grande confraternização e alegria de ter os amigos e familiares juntos, por isso já estamos a programar outras. Um abraço a todos!