quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Workshop com Martino Biscardo - Diamond


A família italiana Biscardo tem mais de 150 anos de experiência na produção de vinhos. Tive a oportunidade de ouvir a palestra de Martino Biscardo no Importador exclusivo de seus vinhos para o Brasil, o Carvalho Francês, aqui de Florianópolis. Ele e seu irmão Maurizio são proprietários de uma vinícola que está em sua sexta geração,e, claro, foram muitas as histórias.

Martino nos contou, em inglês, italiano e espanhol sobre a idéia de incrustar cristais Swarowski nas garrafas da linha Diamond após vê-las num calçado feminino, enquanto ele e seu irmão esperavam as mulheres fazerem compras para as filhas na loja. Sobre como, para ele, o vinho é feito com 99% de trabalho árduo, e que o vinho já está em sua mente antes de ser produzido. "O vinho não está nas videiras, o vinho está em minha mente". "I am not a winemaker. I am the wine", e fez uma alusão à Pietá estar na mente de Michelangelo antes de surgir do bloco de mármore para nos fazer chorar de emoção, e por aí vai. Nos contou também como o Amarone deu um salto de qualidade quando foram instalados ventiladores para a secagem das uvas. Uma aula sobre vinho e sobre a paixão de fazê-lo.






Vinho 1: Diamond Corvina / Canbernet Sauvignon 2009

Um IGT da região do Vêneto (Verona), este tinto é elaborado com 80% de Corvina e 20% de Cabernet Sauvignon, do mesmo vinhedo, já que as videiras, com idade de 35 a 40 anos se situam uma ao lado da outra (onde termina uma começa a outra). A corvina é uma das castas mais antigas do Vêneto, de difícil manejo fora de sua região de origem, e a Cabernet dá o toque de modernidade ao vinho, além de ser uma casta que se adapta a diferentes terroirs.
O resultado desse blend é um vinho de cor rubi intenso, com um bouquet vinoso e característico. Seco no palato , mas com a maciez proveniente do cabernet e com discreta sapidez. De muito boa persistência em boca.
Um vinho no seu auge. 
Álcool a 13,5%.
Preço: 97,90 reais.




Vinho 2: Diamond Amarone della Valpolicella 2009
DOC Valpolicella Clássico, este Amarone é produzido com Rondinella e Corvina Veronese.
As uvas são armazenadas numa câmara por 4 meses com controle de temperatura, sendo depois prensadas em Janeiro. Posteriormente são submetidas a um processo de fermentação em baixas temperaturas e ambiente seco por 50 a 60 dias, sendo o vinho posteriormente envelhecido em barricas.
Na taça um vinho de cor vermelho-púrpura, muito denso. Bouquet amplo, complexo, aberto e muito persistente. Confirma em boca, um vinho pronunciado e elegante, com muita fruta vermelha, especiarias e um dulçor prazeroso. Macio, harmônico e equilibrado. Um vinho pronto, mas acredito que com estofo para a guarda por muitos anos ainda. Vinhaço.
Álcool a 15% Vol.
Preço: 179,90 reais






Saúde a todos e um brinde com os melhores, se possível.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Linda Flor Petite Fleur 10 años Malbec

"Tenho (bem mais do que) 25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul, por força deste destino, um tango argentino me vai bem melhor que o blues". Foi no embalo de A Palo Seco, do Belchior, que provei o Linda Flor Petite Fleur Malbec.

Há muito tempo não ouvia essa música, e parece que veio a calhar, já que pela proximidade com a Argentina me ponho a provar mais Malbecs do que Zinfandéis e Chardonnays barricados da Califórnia.



O Petite Fleur faz parte da primeira linha de vinhos da Bodega Monteviejo (mais um projeto de franceses que se estabeleceram em Mendoza para produzir vinhos. Também fazem parte do projeto Clos de Los Siete, sendo proprietários de vários chateaux na França, inclusive do famoso e conceituado Chateaux Le Gay em Pomerol).
Produzido no Valle do Uco, Mendoza, Argentina. Passa por 12 meses em barricas de carvalho francês e repousa em garrafa por 6 meses antes da comercialização. Álcool a 14,5%.

De coloração rubi com halo violáceo, límpido, lacrimoso. Bouquet com média intensidade de corpo, amplo, refinado, com aroma de ameixa madura, chocolate, mas também herbáceo e floral. Em boca é harmônico, tânico, com boa acidez e discreta sapidez e mineralidade. Eu apreciei muito principalmente por ser incomum, sem tantos aparos de arestas como seus pares, e respeitando o terroir. Altamente recomendável.

Preço não disponível atualmente. No momento sem importação para o Brasil, pelo que pude apurar.
Nota= 90 pontos

A Tamarutaca Restaurante

Tamarutaca é esse crustáceo da foto, chamado pelos pescadores de "mãe do camarão" e foi ele que deu origem ao nome de um dos restaurantes mais conceituados em frutos do mar da Lagoa da Conceição.


Após um passeio na Barra da Lagoa, resolvi escolher um restaurante para a família (tenho 2 fãs de camarão comigo, então rumamos para lá).
Obrigado Ana, pela dica.


O restaurante está localizado na rua que acompanha o canal da Barra da Lagoa, um dos locais mais incríveis de Floripa. Não tem vista para o canal, como alguns outros no caminho, mas diziam que compensa pela qualidade da comida. Fomos lá conferir.


De entrada: espetinhos de provolone e camarão (quase não consegui tirar a foto) + sucos + água.


Para mudar a minha pedida clássica para um dia quente (peixe e vinho branco) resolvemos escolher como prato principal camarão na moranga e... vinho tinto.


Acompanhamentos de arroz e batata palha.


Estava muito saboroso, o molho muito suave e o camarão era fresquinho de muito boa qualidade.


Para acompanhar essa beleza, um Pinot Noir Casillero del Diablo. Como outros restaurantes em Floripa, não há muitas opções, uma pena, porque me parece que uma excelente refeição merece um bom vinho para acompanhar, sempre.





Restaurante amigo do vinho: Não. Não há uma boa oferta, nem mesmo uma carta de vinhos, mas, pelo menos o preço é justo. Éramos a única mesa consumindo vinho em um momento em que o restaurante estava relativamente cheio. Acho que falta incentivo, vender vinho em taça, uma boa carta, etc, (estou sempre batendo na mesma tecla).

Resumindo: um restaurante recomendável, ao nível dos melhores, muito bom atendimento, muito boa comida, vale muito a pena conhecer.


Valor pago: 232,10 reais (com o vinho que custou 55,00 reais)

https://www.facebook.com/tamarutacarestaurante

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Final de Ano 2014



A festa de final de ano do nosso grupo de amigos foi em São Joaquim, uma pequena cidade conhecida no Brasil inteiro pelo clima que atinge baixas temperaturas no inverno, pelas excelentes maçãs aí produzidas e agora também impulsionada pelo vinho, claro. 

"A serra catarinense é uma região de muita altitude, variando entre 900 e 1.400 m. Nesta região estão os vinhedos mais altos e em clima mais frio do país. Isto propicia a produção de uva com características próprias. Os solos são rasos, pedregosos e com alto teor de matéria orgânica e argila."
Para se ter uma idéia de como a altitude é importante na produção de vinhos, temos que: " A cada aumento de 100 m de altitude corresponde um atraso na brotação de 1 a 2 dias e atraso na maturação de 1 a 4 dias. A temperatura decresce, em média 0,6 C para cada 100 m de altura, causando atraso de um dia para cada 30 m de altura ( até os primeiros 1.000 m) e, após, um dia a cada 20 m."

Fonte: Eduardo Giovannini no Livro Viticultura e Enologia- Elaboração de Grandes Vinhos nos terroirs brasileiros.



Isto explica porque a colheita ocorre mais cedo no Rio Grande do Sul, nos meses de Janeiro/ Fevereiro e mais tarde em São Joaquim, nos meses de Abril/Maio, meses esses em que a quantidade de chuvas diminui na região, permitindo que as uvas amadureçam melhor.

"Em São Joaquim, as uvas amadurecem lenta e plenamente por conta de verões amenos com noites frias. O tempo da colheita ocorre mais tarde, podendo chegar até maio no caso das uvas mais tardias. Estas condições geram frutos com bom teor de açúcar, e álcool em torno de 12 graus para brancos e 14 para tintos. O lento amadurecimento permite a preservação dos ácidos naturais e a formação plena de polifenóis, permitindo longa guarda a estes vinhos."
Fonte: Sônia Denicol em laboratório de sommelier







Mas, antes de contar-lhes a aventura em São Joaquim, iniciamos nossa viagem com uma parada na Vinicola Mazon, em Urussanga, uma das cidades que fazem parte do projeto " Vales da Uva Goethe".







As crianças foram explorar os vinhedos! 












No final do dia, início da noite, fomos recepcionados por esse lindo pôr-do-sol na Vinicola Monte agudo.



Belíssima propriedade.




Estavam esperando a gente prontos...



Aí foi só rechear a casa com esse pessoal maravilhoso.




Fomos recebidos com o espumante rosé Sinfonia e com o chardonnay Monte Agudo. Eu sou fã do Chardonnay da vinicola, já tendo postado sobre ele antes. Veja aqui.

Como estava o menú? Olha só!



E os tintos no decanter...




E, como em toda grande viagem é importante fazer novos amigos, tratamos de seguir o lema à risca, sejam bem vindos Carolina e seu pai, um dos proprietários da Vinícola, o médico Leônidas Ferraz.




No outro dia tínhamos um compromisso muito importante: conhecer  a Casa do Vinho, uma loja no centro da cidade de São Joaquim, imperdível pela variedade de vinhos nacionais incrível, e também pelo atendimento do proprietário, uma pessoa ímpar e carismática. Sr Vilson, obrigado!

Sala de Degustação na Casa do Vinho de São Joaquim (comentamos que está faltando uma dessas em Florianópolis)



Tivemos oportunidade de provar alguns bons representantes de SC:



Minhas impressões:

Vinho 1: Sanjo Núbio Sauvignon blanc 2013. Típico, um vinho muito fresco, com uma exuberância de aromas cítricos e 13,9%Vol.! Boa acidez em boca. Um bom vinho que vale muito a pena experimentar. Gastronômico.

Vinho 2:Villa Francioni Chardonnay 2013 - Seguindo a grande linhagem do Lote I, um dos melhores brancos que já provei, este 2013 passa por doze meses em barricas de carvalho francês novas e tem 13% Vol. Aromas típicos da casta, com muita fruta e muito harmônico, um vinho classudo e elegante. Já pensei em um prato de salmão para ele.

Vinho 3: Rosé Villa Francioni - Já postei sobre esse vinho também, Veja aqui.

Vinho 4:Pericó Basalto 2008 Produzido com Cabernet sauvignon 60% e Merlot 40%. Aromas de café, frutos vermelhos e chocolate. Em boca é um vinho leve e fácil de beber, com taninos macios e muito bom custo-benefício. Um belo representante catarinense em sua faixa de preço (por volta de 50,00 reais)

Vinho 5:Suzin Cabernet sauvignon 2009 Um vinho de boa estrutura em boca, com certa adstringência. Estagia por 9 meses em barricas de carvalho francês. 13% Vol.

Vinho 6:Comendador Villa Francioni 2009 Produzido com Malbec, Cabernet franc e Cabernet sauvignon, em homenagem ao Sr Vilson pela Villa Francioni como um agradecimento por ser o maior distribuidor dos vinhos da Vinícola. 16 meses de barrica

Vinho 7:Orgalindo Bettú Cabernet Franc 2008. O melhor vinho da prova. Exuberante, com riqueza de aromas e muito persistente em boca. Traz o DNA da família Bettú e do terroir de São Joaquim, pelas mãos de um dos melhores enólogos brasileiros. Rico, complexo e elegante. Custo de 150,00 reais. Belo produto.

Sr Vilson, grande pessoa, nos recebeu como um legítimo Comendador do Vinho. Grande figura do setor, conhecido e respeitado por todos.
Para conhecer mais: http://casadovinho.net/




Após o almoço, estava na hora de fazer uma visita à Villa Francionni:


Uma das mais belas vinícolas do Brasil, a Villa Francioni vale muito a visita, um projeto grandioso ao nível das melhores vinícolas européias, idealizada e construída pelo empresário Sr Manoel Dilor de Freitas, já falecido. 






Para quem quiser mais informações sobre a vinícola e os vinhos: 
http://villafrancioni.com/vf/


Provamos o espumante rosé, o Rosé Villa Francioni (de novo) e o Joaquim tinto. Tive a oportunidade de provar um dos vinhos top da vinícola, o Michelli, e gostei muito.




Ao final rumamos de volta à Florianopolis, após uma grande confraternização com os amigos e família deixando as altitudes para trás mas com vontade de voltar em breve. Difícil descrever em palavras a grande confraternização e alegria de ter os amigos e familiares juntos, por isso já estamos a programar outras. Um abraço a todos! 



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Gran Feudo Rosado 2012

Produzido por Julián Chivite, um dos produtores mais consagrados da D.O. de Navarra, Espanha. Navarra não desfruta da reputação da célebre vizinha Rioja, por isso, seus vinhos são mais acessíveis, mas, nem por isso menos interessantes. Devido à proximidade e ao uso de praticamente as mesmas cepas, os vinhos navarros mostram similaridade com os riojanos. A maioria dos vinhos são tintos, com destaque para alguns bons brancos e rosados.

Este rosé navarro é um sucesso mundial, e já o provei em algumas ocasiões. Quando os amigos me pediram um vinho para uma Paella Valenciana, não tive dúvidas em indicar este.


Vinificação: Após um contato com as cascas por tempo limitado, o mosto sofre trasfega parcial por meio de gravidade. O resultado é um rosado natural de sangria.
Não passa por barrica. Álcool a 13% Vol.
Cepa: 100% Garnacha Tinta

Na taça uma bonita cor de pétala de rosa, brilhante, pouco fluido. Aromas delicados a frutas vermelhas e um toque de especiarias. Equilibrado, com uma acidez refrescante e gastronômica. Muito melhor a presença em boca do que a intensidade aromática. Harmonizou muito bem com o prato servido.
Belo produto.

Importado para o Brasil pela Mistral
Comprado pelo site da Importadora, custou 56,11 reais.
Nota= 91 pontos


Saúde!

sábado, 18 de outubro de 2014

Rutini Cabernet Malbec 2012


A Bodega La Rural produz o Rutini e está localizada em Maipú, Mendoza. Possui um belo museu que vale a pena ser conhecido, e, se a visita se estender demais e for muuuuuuuito longa, dá para escapar dali e beber um vinho na sombra de alguma árvore, hehe.




O vinho de hoje é um corte com 50% Malbec e 50% Cabernet sauvignon. Afinamento em carvalho francês e americano de primeiro uso por 12 meses e graduação alcoólica de 13,9% Vol.


De coloração rubi com halo violáceo, denso.  Aromas a frutos vermelhos e baunilha. Em boca os taninos são macios, um vinho fácil de beber, a  Malbec contribuindo com acidez e fruta madura e a Cabernet Sauvignon com a uma boa estrutura de taninos e  dulçor.

Um vinho bem vinificado,  sem arestas,mas não é apenas isso que estamos procurando. Poderia trazer algo mais do terroir onde foi feito e poderia apresentar um pouco mais pelo valor que é comercializado no Brasil (90 a 106 reais).

De qualquer forma penso que é um desafio para as vinícolas fazer vinhos únicos e sem tanto apelo comercial. Na minha opinião não tem bom custo-benefício, porque, como já foi dito, poderia ser mais barato.

Nota= 88 pontos.

Barda Pinot Noir 2012

Uma vinícola de pequena produção na Patagônia, a Bodega Chacra foi criada em 2004 quando um terreno abandonado com videiras de Pinot Noir, plantadas em 1932, foi adquirido. São produzidos 2 vinhos de Pinot Noir de vinhas velhas e o Barda, que foi concebido com a idéia de ser um "segundo vinho", sendo uma mescla dos vinhos de um só vinhedo da propriedade, assim como de uma área recém plantada na propriedade original, de 1932. Além destes 3 rótulos, há um outro, de Merlot.





O Barda ( trad: encosta íngreme), envelhece por 12 meses em barricas de carvalho francês e tem álcool a 13,3% Vol.  

Na taça um vinho de bonita cor rubi translúcido,  pouco fluido, com aroma intenso de cereja e framboesa. Confirma os aromas no palato,com taninos finos e muita fruta. De personalidade clássica, mas bem ao estilo Novo Mundo, delicado e potente. O álcool se sobressai, destoando um pouco o conjunto. Sirva um pouco mais resfriado, à 12°C. Acredito que vá evoluir na garrafa podendo ser guardado por alguns anos.

Preço= No Brasil, por volta de 140,00 reais

Nota= 89 pontos




domingo, 5 de outubro de 2014

Cellaro Lumá Nero D'Avola IGT 2012


Em um almoço de família pude provar este italiano que impressionou bastante, então resolvi comprar uma garrafa para postar no blog.



O Lumá é um tinto produzido com 100% Nero D'Avola, a mais importante uva autóctone da Sicília, pela Cantina Cellaro, uma cooperativa de produtores com cerca de 1.000 integrantes e é um IGT (Vinho proveniente de uma Indicação Geográfica Típica). 

A categoria IGT define áreas de produção bastante amplas, na maior parte dos casos uma região inteira e permite a produção de vinho com uvas autorizadas e recomendadas na zona, que muitas vezes oferecem uma grande escolha, deixando de fato ao produtor uma maior liberdade de produção*.


Uma pequena revisão da classificação de vinhos italiana:

DOCG: A mais alta classificação para vinhos de qualidade
DOC: Classificação equivalente à AOC francesa
IGT
VdT: Vino da Tavola, que é o vinho de mesa e que abrange a maioria da produção italiana. É geralmente de baixa qualidade, mas há exceções.







Neste vinho a fermentação alcoólica é feita em tanques de cimento e afinamento por 6 meses em barricas de carvalho francês.



Na taça uma coloração rubi com halo cor telha, aromas de especiarias e frutos vermelhos em calda, groselha. Pouco persistente.

No palato confirma os aromas, fim-de-boca frutado, mas com certa adstringência, seco, tânico, álcool a 13,5% e sobressaindo-se, caloroso. Um vinho simples. 
Contudo, considero boa a experiência, por se tratar de um vinho diferente, de uma uva autóctone que preserva a tradição do lugar onde foi feito.

Melhorou com o passar do tempo em taça.


Importado para o Brasil por Casa Flora


Comprado no dia 19/07/2014 na São Pelegrino Bebidas, em Caxias do Sul, custou 58,50 reais.

Nota= 86 pontos

* Fonte: Curso para Sommelier Internacional da FISAR



Quinta do Seival Cabernet Sauvignon 2012


O Projeto da Quinta do Seival, da Vinícola Miolo, está instalado no município de Candiota- RS, próximo à divisa com o Uruguai. O vinho mais conhecido e mais nobre deste projeto é o Castas Portuguesas, mas é sobre o Cabernet Sauvignon que comentaremos hoje.


Um vinho elaborado com 100% Cabernet Sauvignon, passa por 12 meses em barricas novas de carvalho francês.





Um vinho vermelho-púrpura, com densa fluidez, lágrimas lentas, aproximadas e grossas. Aroma vinoso, de boa intensidade, mas pouca persistência, a frutos vermelhos em compota. Madeira bem integrada. Taninos redondos e polidos. Harmonia entre taninos - álcool- acidez. Um vinho simples, bem vinificado e fácil de beber. Álcool a 14%. Eu gostei muito, principalmente por poder voltar a beber um bom vinho brasileiro feito de Cabernet Sauvignon.

Diria que é um equivalente ao Dal Pizzol Ancelota, tanto no valor como ao prazer que proporciona à apreciação veja aqui

Comprado em Julho/2014, na própria vinícola, custou 54,00 reias.

Nota=87 pontos

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Nebla Verdejo 2013



A uva Verdejo (leia-se "Verdeho") é uma uva de alta qualidade e uma das melhores uvas brancas da Espanha. Também pode ser encontrada em Portugal e na Austrália, mas é na terra dos "Tapas", das Touradas e do Flamenco que esta se destaca. Tradicionalmente era a casta usada em vinhos com longo envelhecimento em barricas de carvalho, como o Xerez.

Produz vinhos muito aromáticos, de corpo macio, com boa acidez e característico sabor amargo.

Esta uva é muitas vezes colhida durante a noite para passar para as vinícolas, a uma temperatura de 10-15 °C ao invés de 28-30°C que normalmente ocorre durante o dia no mês de setembro. Com a temperatura mais baixa, ocorre menos oxidação e escurecimento do mosto.


O Nebla Verdejo 2013 é produzido por Vicente Gandia na DO de Rueda, Espanha. As uvas foram colhidas à noite para produzir um vinho de uma só variedade, 100% Verdejo.

Na taça um vinho de coloração amarelo-verdoso, pouco fluido. Muito frutado, de boa persistência olfativa, aroma intenso de abacaxi e banana. Bem estruturado em boca, seco na medida, com um longo e persistente final. Álcool a 12,5%. Uma boa opção para substituir a Sauvignon blanc. Eu gostei muito.

Nota= 90 pontos

Um erro comum no serviço dos brancos é não servi-lo na temperatura correta, que neste caso é entre 6 - 8 °C (para não realçar a acidez e nem inibir a percepção aromática).

Importado para o Brasil por Open Market e distribuído por Angeloni e Cia.
Compre uma caixa, se achar. Vale muito a pena.

Preço= comprado no Supermercado Angeloni, custou 34,90 reais.

Excelente custo-benefício. Altamente recomendável.