domingo, 8 de junho de 2014

J.P. Chenet Merlot 2012


Como o objetivo deste blog também é se despir de preconceitos, e trazer vinhos simples e bons para apreciação, vou reverenciar um vinho produzido em larga escala, de uma vinícola que exporta para 160 países ao redor do mundo. É um vinho fácil de ser achado no mercado brasileiro, e é um "Vin de Pays".

Os vins de pays são vinhos com regras menos rigorosas do que as apellations contrôllés, e alguns vinicultores introduziram os modernos métodos de vinicultura e as técnicas de marketing do Novo Mundo nessas regiões, fazendo vinhos frutados, modernos e embalados com requinte. O nome da variedade aparece no rótulo, como nos vinhos da Califórnia, Austrália ou Chile.
O fato é que este Merlot é mais do que um vinho "honesto", como muitos definem, e é de boa relação custo-benefício.




Vinho produzido na região de Languedoc-Roussillon, França.

Na taça uma coloração rubi com halo violáceo, pernas lentas e grossas. Bouquet  amplo, intenso e persistente. Aromas intensos de frutos negros, ameixa, pimentão verde e pimenta. Muito frutado em boca, corpo médio, taninos finos e suaves, elegante. Harmonioso, bem vinificado. Álcool a 13%.

Uma excelente opção para quem aprecia a Merlot, e, melhor, não é caro. Sugiro muito que se prove este vinho, você irá se surpreender. Está longe de ser um clássico francês, ou um grande representante nacional, não espere isso. A questão aqui é gastar pouco e ter prazer na degustação do vinho.

Nota= 88 pontos
Valor= Presente de amigos,  mas no comércio está por volta de 50,00 reais.

Não provei o Cabernet-Syrah, e é pouco provável que o faça, mas este Merlot......


Um Brinde!

Confraria 28/05/2014

Confraria do mês de maio/2014, na casa da Família Gubert, no norte da Ilha de Santa Catarina. O cardápio foi Pancetta (barriga de porco):


e também a peça "in natura"  (que origina o bacon), feito diretamente na brasa, no espeto.

Os temperos são um pouco elaborados, por assim dizer, e limito-me a descrever somente o vinho branco (Sauvignon blanc) e a sálvia como os ingredientes principais. Como qualquer prato, o segredo é a alta qualidade dos ingredientes, no caso, a carne suína. Posso dizer que foi uma experiência enogastronômica espetacular.

Vinhos: 

Vinho 1-Luis Segundo Correas El Ciprés Sangiovese 2011
Mendoza- Argentina
Álcool a 12,8 %
100% Sangiovese
Um desafio para os vinicultores de Mendoza é definir o terroir e fazer com que seus vinhos o expressem, o que não parece ser fácil, já que provamos diversos vinhos que são muito homogêneos. Não espere algo da Sangiovese da Toscana. Esse expressa o Novo Mundo, mais particularmente Mendoza sim, mas não se identifica a variedade. Aroma vinoso, concentrado, fruta bem madura. Macio em boca, médio corpo, boa acidez.   
Importado para o Brasil por Vinhos do Mundo


Vinho 2- Wente Vineyards Beyer Ranch Zinfandel 2008
Califórnia - Estados Unidos
Álcool a 14,5 %
77% zinfandel, 11% Mourvedre, 9% Barbera e 3% Touriga Nacional
Aroma de frutas vermelhas e café. Quente em boca, persistente. Envelhecido parte em barricas de carvalho francês e americano, e parte em cubas de aço inox. Para os que gostam do carvalho bem presente, ao estilo americano.
Importado para o Brasil por Vinhos do Mundo


E também pudemos provar o italiano:

Vinho 3- San Enrico Chianti DOCG 2009
Chianti- Toscana- Itália
Álcool a 14%
85% Sangiovese, 15% Canaiolo e Colorino
Vinho mais ao meu gosto, com aromas de cereja e pimenta preta, macio em boca, taninos finos e macios. Penso que foi o que melhor harmonizou com a comida.
Outro vinho importado para o Brasil pela Importadora Vinhos do Mundo.


Grande Abraço e Saúde a todos.

sábado, 31 de maio de 2014

Vinhedos do Monte Agudo Chardonnay 2011


O tema deste mês para a CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs) coube ao confrade Victor Beltrami, do Balaio do Victor: "Um vinho branco, de qualquer casta e país, com passagem por carvalho". Seguimos nos brancos!!

Confesso ser um fã da Chardonnay, é uma preferência pessoal, admito. Quando provo um vinho nacional à altura dos importados então, fico mais fã ainda. Mesmo conhecendo a safra 2010, resolvi provar a 2011 e mantive minha opinião: O Vinhedos do Monte Agudo Chardonnay é um dos melhores vinhos brancos do Brasil.


Produzido com 100% de Chardonnay, de vinhedos próprios, localizados em São Joaquim, Santa Catarina. Fermentação alcoólica em tanques de aço inox e amadurecido por 5 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Produção de 4.526 garrafas.

Vinho de cor amarelo dourado, com lágrimas lentas e grossas. Aroma intenso de banana e abacaxi maduro, com um toque elegante de baunilha. Mesmo tendo passado por madeira, nâo perde os caracteres da fruta. Muito intenso no palato, amplo, untuoso, com notas amanteigadas. Boa acidez e mineralidade. Equilibrado. Álcool a 13,1%.
Um vinhaço. Altamente recomendável.




Comprado no dia 14/05/2014 no Supermercado Hippo de Florianópolis, custou 63,34 reais.
Nota= 93 pontos


Este quadro minha esposa fez questão de colocar na sala!
Um Brinde!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Vistalba Corte C 2009


Havia provado o "Vistalba Corte A" com alguns amigos em um churrasco e me impressionei muito com este vinho. Me pareceu algo como "o melhor entre os melhores" de um dia em que provamos excelentes tintos, e resolvi conhecer um pouco mais da Vinícola Vistalba, mas, a partir de um vinho mais simples, o Corte C, vinho este que provo aqui:

Fundada em 2002 e de propriedade de Carlos Pulenta, a Vinícola Vistalba está localizada em Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina. Os vinhos da Linha Vistalba são produzido com uvas colhidas manualmente, depositados em cubas de fermentação de cimento (prática antiga que volta à atualidade pela praticidade e bons resultados). Incorpora-se então técnicas muito modernas como controle computadorizado de temperatura nestas mesmas cubas associado aos métodos tradicionais de afinamento do vinho posteriormente em barricas de carvalho.


O corte C 2009 é produzido com 79%  de Malbec e 21% de Cabernet Sauvignon. 20% do vinho estagia em barricas de carvalho francês por 12 meses, e seis meses em garrafa antes da comercialização.

Na taça um vinho de cor rubi com halo violáceo, límpido, densa fluidez. De boa persistência olfativa, com aromas de cerejas, alcaçuz, pimenta-do-reino e notas animais como couro.  Harmônico. Boa persistência em boca, prazeroso, embora tenha um dulçor que cansa um pouco. Álcool a 14,5%.

Acompanhamento perfeito para carnes vermelhas. De nossa parte harmonizamos com tábua de queijos, presunto Parma e pães. 

Importado por Domno do Brasil.

Nota= 88 pontos
Custo= Comprado no Emporium Nostra Adega em Florianópolis, custou 60,00 reais.
Um Brinde a todos!



terça-feira, 20 de maio de 2014

Fixin "Les Fondemens" 2009

Vinho trazido da última viagem que fizemos à Europa, comprado em uma loja de Nuits Saint Georges (Borgonha), onde podíamos escolher entre diversos produtores, os melhores Pinot Noir do planeta. Claro que eu iria pedir uma opinião do vendedor, porque a oferta de vinhos locais era enorme.
Resolvi apostar neste Fixin 2009, um vinho sobre o qual posso escrever mesmo após alguns dias da prova, porque o aroma e o sabor deste vinho não vou esquecer tão cedo. Claro que é uma crítica favorável.

O que sempre me impressiona é o frescor de certos vinhos do Velho Mundo como por exemplo este, com 5 anos de garrafa. Claro que é um outro estilo de vinho e, como os franceses são "turrões", acredito que daqui a 200 anos o vinho Borgonha não mudará, independente dos modismos aos quais somos submetidos. E nem precisa mudar porque a fama faz com que vendam o seu vinho para o mundo inteiro, mesmo os ruins.

Mas, não é o caso desse. Elegância, delicadeza, sutileza, seja qual adjetivo for, não pode-se ficar indiferente a um vinho destes. Têm-se a impressão de estar provando a fruta líquida, como um presente da Terra para você, e é isto o que sempre procuro na minha bebida favorita.



O "Les Fondemens"  é produzido pelo Domaine Mongeard-Mugneret com 100% da variedade Pinot Noir. 

De coloração pouco intensa, com tonalidade rubi e discreto halo laranja, límpido. Lágrimas finas e lentas.
Aroma muito intenso de cereja, típico da Pinot. Confirma no palato, de intensa persistência, leve e fresco, com pouco tanino e untuosidade. Álcool a 13%.
Um vinho vertical, linear, mas equilibra força nos aromas e palato, sem abdicar da delicadeza e elegância da Pinot. Vinhaço.

Preço: como foi dito, comprado na Borgonha custou por volta de 30,00 euros. Quem importa para o Brasil é a Ravin (o 2008 está no site ao preço de 438,00 reais).

Nota= 96 pontos





Um Brinde!!

Dádivas Chardonnay 2012


Produzido pela Vinícola Lídio Carraro com uvas provenientes de Encruzilhada do Sul- RS, com 100% da variedade Chardonnay.
Encruzilhada do Sul, segundo Eduardo Giovannini, grande estudioso dos vinhos e terroirs brasileiros, caracteriza-se por solos francos de média a baixa fertilidade, originados de granitos. O clima é similar ao da região serrana do RS, porém com chuvas de pior distribuição, normalmente ocorrendo seca no verão.
A combinação de relevo formado por leves ondulações, situado a 420 metros acima do nível do mar, solo arenoso e um microclima de inverno rigoroso, verão de dias quentes, noites frias e poucas chuvas, resulta em um terroir de boas surpresas, originando vinhos com ótima concentração de cor e boa estrutura.

Já havia provado este vinho em outra ocasião, aqui, mas como foi em ambiente festivo com os amigos, faltou uma análise mais detalhada, sem contar que a temperatura (por volta de 10 graus) hoje, estava mais adequada à apreciação deste Chardonnay.




Vamos ao vinho em questão:
De cor amarelho palha, com lágrimas lentas e grossas. Aromas elegantes de flores brancas e abacaxi em calda. Em boca é amplo, envolvente, de personalidade. Álcool a 14%. Um vinho para os fortes sem dúvida!
Vale a experiência e muito melhor do que vários dos seus vizinhos sul-americanos de preço equivalente.

Custo= comprado no Emporium Nostra Adega de Florianópolis, custou 45,00 reais.

Nota= 88 pontos

Um brinde!





sexta-feira, 16 de maio de 2014

Luis Pato Baga + Touriga Nacional Tinto 2006

Luís Pato é uma referência no mundo do Vinho. Este produtor era conhecido mundialmente por produzir vinhos na Bairrada, Portugal, com a uva baga. Digo era, porque mesmo sendo um dos mais apaixonados pela DOC, a deixou para vender seu vinho como Vinho Regional das Beiras.
A uva Baga, assim como a Nebbiolo do Piemonte, possui carga de taninos e acidez, o que faz com que os vinhos necessitem de simpatia, algum tempo de guarda e paciência, e, como diz Hugh Johnson -  não são qualidades do apreciador moderno.
 Este vinho é produzido a partir das castas Baga (60%) e Touriga Nacional (40%), em Óis do Bairro, nas Beiras. No site é informado que este vinho "durará por uns bons 10 anos" e é verdade pois mesmo sendo um senhor, este vinho ainda dá o que falar, méritos deste grande produtor.

Vinho de cor rubi, lágrimas finas e rápidas. Aromas intensos de frutas vermelhas e alcaçuz. De médio corpo e com vibrante acidez, elegante.  Equilibrado, muito saboroso, gastronômico. Álcool a 12,5 %.
Comprado no site da Mistral em março de 2014, ao preço promocional de 37,30 reais, uma pechincha.
Nota= 91 pontos

E não poderia deixar de postar a foto do prato que acompanhou o vinho, uma receita da querida amiga Patrícia Zucco, que tem o Zucca Bistrô, um espaço virtual muito bacana, com receitas extraordinárias, como este filé recheado que minha esposa reproduziu à perfeição:

https://www.facebook.com/ZuccaBistro2010?fref=ts



Um Brinde!


Villa Francioni Rosé 2013


Mais um representante de Santa Catarina, mais um representante de São Joaquim, o Villa Francioni Rosé já faz parte do imaginário dos vinhos do Brasil, por assim dizer. Claro que há o apelo da garrafa elaborada, parecida com um frasco de perfume, e claro que há o apelo da linda cor rósea do vinho, realçada pelo rótulo transparente.

Mas o rosé Villa Francioni tem a intenção de marcar a ocasião por ser um vinho frutado, jovem, com a força das uvas tintas que o compõem (8 variedades!) aliado à sutileza e elegância do rosé.
Produzido com: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Syrah, Sangiovese, Pinot Noir e Petit Verdot, um leque ao gosto de Orgalindo Bettú, enólogo da Vinícola.

Vamos ao vinho:
Bonita cor salmão. Aroma frutado, sobressaindo pêssego, groselha e goiaba. Cítrico e refrescante com muito boa acidez. Álcool a 13,2%. Equilibrado e vigoroso. Um vinho para dias ensolarados de verão, realmente.

Parece ser uma companhia ideal para uma reunião festiva com os amigos em volta da piscina, escoltando muito bem entradas, saladas ou pratos de peixe.

Se você aprecia os rosés, me parece uma boa pedida provar este representante nacional.
Ao invés de provarmos somente brancos e tintos, o que lhe parece ser recebido com uma taça deste rosé?

Nota = 87 pontos
Preço= Presente do amigo Marcos Paludo. No comércio está por volta de 50,00 reais.

Uma grande experiência.
Um Brinde!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Espumante Rosé Brut Abreu Garcia 2012



Projeto dos sonhos do médico Ernani Luiz Garcia conjuntamente com Aparecido Silva e  Jean Pierre Rosier, enólogos e consultores, a Vinícola Abreu Garcia é mais uma representante da Serra Catarinense a elaborar vinhos finos de altitude.
Os vinhos são produzidos em terrenos que não haviam sido explorados antes, mais um desafio portanto, no município de Campo Belo do Sul, na Serra Catarinense.

Vamos à prova:

O vinho de hoje é um espumante rosé produzido com 50% de Cabernet Sauvignon e 50% de Merlot. Lote de 6.500 garrafas.
De bonita cor rosa-pálido, com perlage persistente e numerosas borbulhas, apresenta aromas minerais e de pão torrado, confirmados no palato, com boa persistência e cremosidade. Leve amargor no final de boca, porém encerrando um belo conjunto. Álcool a 13%. Um espumante de personalidade.

Pelo inusitado e pela audácia em fazer um rosé com uma nuance diferente, mais gastronômico, gostei muito e penso harmonizar com uma variedade de pratos, um belo risoto de aspargos, ou pratos de peixe ou saladas.

Altamente recomendável. Uma bela escolha em sua faixa de preço.

Comprado no Supermercado Hippo de Florianópolis, custou 35,00 reais, preço promocional.
Nota= 88 pontos
Um brinde!

domingo, 4 de maio de 2014

Grans-Fassian Riesling Mineralschiefer Trocken 2011



Minha quinta postagem para a CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs), cujo tema do mês foi da confrade Evelyn Fligeri, do tacaserolhas.blogspot.com.br :  Vinho elaborado com Riesling, de qualquer região e em qualquer faixa de preço. Confesso que me deu um trabalhinho, hehe.
Como conheço poucos vinhos Riesling procurei como alternativa provar um vinho seco (Trocken).

Desde a década de 70, o termo "trocken" - literalmente "seco" em alemão - refere-se a um vinho que contenha no máximo 4g/l de açúcar residual, ou até 9 g/l se a acidez acompanha de perto o acréscimo de açúcar, permanecendo até no máximo 2 g/l de distância da doçura. Ou seja, se um branco "trocken" contém 9 g/l de açúcar, ele deve conter no mínimo 7 g/l de acidez total expressa em ácido tartárico. Atualmente, os vinhos secos respondem por aproximadamente 1/3 da produção total do país.

A família Grans ostenta 390 anos de tradição na elaboração de vinhos do Mosel. Com dois mil anos de história vitivinícola, o Vale do Mosel possui belas paisagens, caracterizado pelas encostas íngremes de ardósia. O clima extremamente frio proporciona um longo amadurecimento às uvas.

O Mineralschiefer 2011 é produzido na aldeia de Leiwen, no Mosel, com 100% de uva Riesling, não estagia em madeira e apresenta teor alcoólico de 12% v.v.

Na taça é um vinho de cor amarelo- esverdeada, lágrimas lentas e grossas. Aroma sutil de pêssego, um toque vegetal e floral (flores brancas) e petróleo. Em boca é  fresco, mas de leve acidez, final de boca claro e muito mineral, que retoma os aromas, muito persistente, equilibrado. Com um dulçor ao qual não estou acostumado quando o assunto é vinho branco, mas que faz pensar em uma harmonização com a cozinha oriental, sem dúvida e foi o que fizemos: sushis e peixe harmonizaram muito melhor do que com bolinhos de bacalhau. Um vinho para ser apreciado mesmo sem acompanhamentos. Uma experiência bem diferente, muito boa.

Importado para o Brasil pela Decanter, comprado na loja da Decanter em Florianópolis, em 05/04/2014.
Preço: 110,00 reais.


domingo, 27 de abril de 2014

Dal Pizzol Ancellotta 2009


A Vinícola Dal Pizzol é tradicional em Bento Gonçalves, está situada no Distrito de Faria Lemos, possui um parque temático e um restaurante excelente para almoços nos finais de semana. Vale muito a visita, o atendimento é especial, e você pode degustar toda a linha de espumantes e vinhos, uma beleza. Como provamos muitos vinhos quando lá estivemos, o mérito da "descoberta" deste vinho é do amigo e confrade Rodrigo Baron.

A cepa
Variedade proveniente da Emilia-Romagna, Itália, e introduzida no Brasil na década de 90, a Ancellotta proporciona vinhos de bom potencial fenólico e de coloração. Usada principalmente em assemblages, devido às características citadas, hoje já é cultivada em maior escala em várias regiões do País.

O vinho
Estagia por 15 meses em tanques de aço inox e no mínimo 3 meses em garrafa.

Vinho de coloração vermelho-púrpura, denso, com lágrimas lentas e grossas. Aromas de frutas vermelhas, ameixa, couro e pimenta preta. Intenso e de boa persistência em boca. Frutado, saboroso, amplo, com taninos doces e macios. Acidez leve, portanto, um vinho no seu apogeu, acredito que não evoluirá com a guarda. Equilibrado. Álcool a 13%.

Um vinhaço.

Uma boa alternativa para variar sua compra e prova de vinhos. Está ao nível de outros sul-americanos em sua faixa de preço, sem dúvida.

Harmonização com carnes vermelhas, comidas condimentadas ou mesmo para ser degustado sem acompanhamentos. De nossa parte a harmonização foi com risoto de carne frescal e abobrinha. Muito bom.

Comprado no Emporium Nostra Adega, custou 45,00 reais.
Nota= 88 pontos.



sábado, 26 de abril de 2014

WORKSHOP com FedericoTorretta, manager da Vinícola Gouguenheim


No dia 25/04/2014, tivemos o prazer de assistir ao Workshop ministrado pelo Federico, manager da Vinícola Gouguenheim, na Carvalho Francês de Florianópolis, sobre um dos melhores terroirs de Mendoza, senão o melhor, o Valle do Uco. Distante 80 Km de Mendoza, um local de rara beleza, único no mundo, de espetaculares vinhos e que se diferenciam dos outros mendocinos pela concentração, frescor e complexidade.

Um dos grandes desafios dos produtores de Mendoza, é justo definir o terroir, para evitar a uniformidade dos vinhos.




Todos os vinhos são provenientes de Tupungato, Valle do Uco.

Vinho 1- Merlot Reserva 2011
Vinho 100 % Merlot, passa por 8 meses em barricas de carvalho francês e americano. Como filosofia da vinícola, a madeira não se sobressai, pelo contrário, é um vinho muito frutado e de taninos macios, aroma a frutos vermelhos e um herbáceo discreto, longo e delicioso final. Recomendável. Preço= 63,90 reais.

Vinho 2- Malbec Reserva 2011
Vinho 100% Malbec, passa por 8 meses em barricas de primeiro e segundo uso. Aroma a cerejas, tabaco, outro vinhio com muita fruta, macio. Como ponto negativo parece-se muito com seus pares, porém ira agradar muito aos que apreciam a Malbec. Preço= 63,90 reais.

Vinho 3- Flores del Valle Blue Melosa 2008
Vinho 100 % Malbec, afinamento por 12 meses em barricas novas de carvalho, e por pelo menos 12 meses em garrafa. Aroma a cerejas e frutos vermelhos, tabaco, longo e persistente final de boca, delicioso, harmônico. Outro vinho com muita fruta, macio. Recomendável. Preço= 79,90 reais.


Vinho 4- Flores del Valle Red Melosa 2008
Um blend com 50% Malbec, 32% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc, 8% Merlot, afinamento por 12 meses em barricas novas de carvalho, e por pelo menos 12 meses em garrafa. Aroma de tabaco e chocolate, confirma no palato, taninos mais duros, com mais músculo, mas nem por isso menos saboroso. Não agradará a todos, mas foi meu preferido por diferenciar-se e trazer novidade. Recomendável. Preço= 79,90 reais

Uma grande noite, onde pudemos provar alguns bons vinhos argentinos e compartilhar com os amigos de informações sobre um dos grandes terroirs do mundo.

Confraria 23/04/2014


Reunião da nossa Confraria, desta vez no Bistrô Varanda, aqui de Florianópolis, sendo servidos principalmente bacalhau às Natas, à Lagareiro e Filé ao molho de mostarda, entre outros pratos.

O Bistrô Varanda é um local muito bacana, impossível não se sentir em casa com o atendimento cortês dos proprietários e garçons. Especialidade? Claro que a boa comida portuguesa! E isto é um assunto à parte, que merece nova(s) visita(s) à casa para provar novamente aqueles sabores. São servidos pratos de bacalhau aos sábados e domingos também ao almoço, como buffet, por quilo mesmo.

Degustamos os vinhos às cegas, um branco e dois tintos, e adianto que os três harmonizaram com a comida, cada qual a seu modo:





Vinho 1- Casa Valduga Leopoldina Chardonnay 2012


Vinho 100% Chardonnay, amarelo palha, com aromas cítricos e de baunilha, boa untuosidade, uma considerável acidez e com final de boca longo e persistente. Um vinho que faz salivar, pedindo comida ou prazeroso mesmo sem acompanhamentos. Recomendável.


Vinho 2- Alfredo Roca Pinot Noir 2012

Vinho argentino da região de Mendoza, 100 % Pinot Noir, agradável, aromas de cereja em compota, corpo leve, provocando sensação de frescor e certa elegância por assim dizer. De muito bom custo-benefício. Um "best-seller" para quem quer gastar pouco sem abrir mão do prazer de beber vinho.


Vinho 3- Navarro Correas Colección Privada 2012

Mais um exemplar da Argentina, Mendoza, que também não fez feio. Um blend de Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot. Corpo médio e aromas de café e especiarias, macio em boca, final de boa persistência.

Mais uma grande confraternização com os amigos, em volta de boa mesa e bons vinhos. Saúde!

Circuito Brasileiro de Degustação 2014

Não há como negar. Os vinhos nacionais estão a cada ano ganhando mais espaço na mesa dos brasileiros, pela sua incontestável qualidade, é claro!

Tive o grande prazer de participar do Circuito Brasileiro de Degustação 2014, organizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN)  e Vinhos do Brasil, no dia 27/03/2014,  em Florianópolis, na Alameda Casa Rosa, um dos melhores espaços para eventos de nossa cidade, e que eu não conhecia.



Pude provar excelentes vinhos, dos quais destaco:
Espumantes:
. Nero Blanc de Blancs
Casa Valduga Espumante Gran Reserva Extra - Brut 60

Vinhos Brancos:
Aracuri Chardonnay 2012
Luiz Argenta LA Sauvignon Blanc

Vinhos tintos:
Dal Pizzol Ancellotta
Miolo Quinta do Seival Castas Portuguesas
Perini Qu4tro
Lídio Carraro - Linhas Elos, Grande Vindima e Singular

E participei como ouvinte, da palestra da Jornalista e Sommeliére Sílvia Mascella Rosa, sobre os espumantes brasileiros, com infomações atuais sobre exportações, importância dos nossos espumantes e aumento da qualidade do nosso produto.





Foram provados 5 espumantes:
Terranova Brut Rosé
Sanjo Nobrese Brut
Casa Valduga Gran Reserva Extra-Brut 60
Cave Geisse Brut
Monte Paschoal Moscatel

Grande evento, excelentes vinhos. 








terça-feira, 1 de abril de 2014

Señorio de Guadianeja Tempranillo Gran Reserva 2001

Que bom que a sugestão para a CBE deste mês foi: Vinhos Evoluídos! Safras anteriores a 2004, (com pelo menos 10 anos de idade), do confrade Luis Cola, porque assim tive uma boa desculpa para abrir um Tempranillo de 2001, que havia comprado há 1 ano e não via oportunidade de provar. Outros confrades devem ter feito o mesmo, abrindo suas adegas e tirando lá do fundo suas preciosidades...
Já postei outro vinho da uva Tempranillo, acesse aqui,e queria uma oportunidade para abri-lo, em especial.



Produzido por Vinícola de Castilla na DO de La Mancha, que constitui o maior grupamento vitícola não só da Espanha, mas do planeta, porém é pouco expressiva em termos de qualidade comparado às outras regiões mais famosas, como Rioja, Priorat ou Ribera del Duero.
O Señorio é realmente é um vinho com vocação para a guarda, já que em sua elaboração utiliza-se 36 meses de passagem em barrica de carvalho americano e no mínimo 36 meses na garrafa, antes da comercialização.

Como uma revisão quanto à Legislação e ao afinamento do vinho na Espanha temos:

Crianza: Envelhecimento por um mínimo de 2 anos depois da colheita - pelo menos 6 meses (12 em Rioja e Ribera del Duero) devem ser em carvalho.

Reserva: 3 anos de envelhecimento (ao menos 1 em carvalho e 1 em garrafa)

Gran Reserva: Vinho selecionado envelhecido por pelo menos 18 meses em carvalho e 42 em garrafa.

De cor vermelho-terracota com halo cor de tijolo, lágrimas lentas e grossas. Aromas de mel, chá preto, especiarias, notas de café e frutas vermelhas discretas ao fundo. Em boca tem boa acidez e é elegante, confirmando os aromas. Um vinho quente, álcool a 13%, bem integrado. Taninos maduros e pouco ásperos, talvez pela idade, de boa persistência no final de boca. 
Um vinho diferente, de boa evolução e uma experiência interessante avaliar o que os anos fazem com os vinhos de guarda.

Qual um senhor de idade de rugas na face, não de preocupação, mas reveladoras de sabedoria e serenidade. Não um jovem cheio de disposição e vigor, mas um senhor que amadureceu por 13 anos para contar essa história.
Nota= 90 pontos.
Custo: Comprado no Carvalho Francês, aqui em Florianópolis, no dia 02/03/2013, ao preço de 98,90 reais.
Muito boa harmonização com um frescal feito ao forno (carne bovina maturada, proveniente de São Joaquim, SC), com batatas e uma salada básica. Nem precisa melhor.

Um Brinde, pessoal! Um abraço a todos.